Paulo Cesar Paschoalini

Paulo Cesar Paschoalini
Pirafraseando

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domingo, 12 de junho de 2011

MINHA CRÔNICA:

Davi e Golias

Ao longo do tempo, o cinema, a chamada “Sétima Arte”, tem conseguido transferir para as telas muitas obras de ficção e, não tão raramente, acontecimentos da vida real. Muitos filmes tornaram-se clássicos, enquanto que, em outros casos, foram as versões mais recentes que alcançaram o sucesso esperado.
No entanto, é extremamente raro nos depararmos com situações em que a vida imita a arte. Prova disso é o que os expectadores puderam presenciar no Estádio “Sinhoretão”, no último sábado. Lá, todos nós fomos brindados com o clássico “Davi e Golias”, versão que o destino preparou para esse início de 2011. O roteiro foi seguido “à risca”. E por falar em risca...

A cal delimitou minuciosamente o espaço reservado para o momento. O tapete verde, cuidadosamente aparado na segunda altura, pronto para ver ali desfilar um craque de primeira grandeza, porém nem tão grande assim.

Parecia mais uma daquelas tardes de sábado, esperada a semana inteira por muita gente. Mas aquela “esperada” tarde de sábado não estava preparada para o inesperado. Foi ali que o nosso personagem principal, que parece ter saído do filme “As aventuras de Gulliver”, pisou no gramado sagrado para ser imortalizado.

Para compor melhor o cenário “holliwoodiano”, as nuvens resolveram dar o ar da graça para amainar a canícula vespertina, enquanto que uma leve brisa aproveitava a oportunidade para permear a paisagem e, em especial, acariciar o bigode daquele que estava prestes a se tornar o herói da tarde.

Num lance de rara felicidade, Ricardo Maurício (ou seria Maurício Ricardo?) vislumbrou o deslocamento tempestivo de Carvalhinho dentro da área adversária, e alçou a pelota em direção ao atleta.

O goleiro adversário era Rodrigão e na sombra do destemido atacante estava o pobre Tiago Rola, com a missão impossível de marcar aquele que todos sabem que é imarcável. Além de imarcável, Carvalhinho é o tipo do sujeito que nenhum time tem a ousadia de negociar ou emprestar. Portanto, trata-se de um atleta inegociável e imprestável.

A bola milimetricamente lançada, percorreu a distância necessária para encontrar a cabeça do gênio, que saltou cerca de 10 centímetros, isso mesmo, quase a sua própria estatura, e não titubeou em imprimir a direção correta à meta adversária.

A esfera encobriu o goleiro e caprichosamente beijou o travessão. Por uma fração de segundo, parecia que o destino tinha definido que esse seria o único desfecho para o lance. Contudo, o próprio destino tratou de reescrever o roteiro e permitiu que a bola batesse na travessa superior e tocasse na parte posterior do braço de Rodrigão, com o propósito de dar ao goleiro a falsa impressão de que era possível uma defesa.

Ao tocar no antebraço do guarda-metas, a bola prosseguiu o seu curso natural, transpassando a linha do gol com um quique e indo ao encontro das redes que a acolheram para, finalmente, descansar no tapete esverdeado.

Carvalhinho apenas vibrou discretamente, num sinal de humildade pouco comum a desportistas considerados fora-de-série como ele. No entanto, numa atitude totalmente contrastante a do craque, a torcida enlouquecida invadiu o gramado para abraçá-lo.

E foi ali, no centro do gramado, que o ídolo se tornou o centro das atenções e seus admiradores puderam comemorar freneticamente com seu ídolo maior (maior?!). Em razão da invasão de torcedores, todos nós estamos cientes de que o “Sinhoretão” deverá ser interditado. Mas fica a torcida para que o TJD leve em consideração que a invasão não foi uma atitude de violência, mas de reverência ao ídolo.

Dessa forma, o talento prevaleceu sobre a força e, mais uma vez, num momento de grandiosidade, o menor se impôs ao maior, nessa versão contemporânea de Davi e Golias, mostrando que o atacante “Pequeno Polegar” é bom pra Carvalho.

Para alguns, Carvalhinho pode não ser propriamente comparado a Davi. Mas para todos, Rodrigão é o melhor exemplo de Golias. Mas não aquele personagem mencionado pela história. Na verdade, comparam Rodrigo à Ronald Golias, já que o futebol apresentado por ele ultimamente, tanto no gol como “na linha”, tem sido uma verdadeira comédia, que faz rir, especialmente, seus adversários.

Se para Sansão, outro personagem da história, o seu ponto forte eram os cabelos, para Carvalhinho, provavelmente, seja o seu bigode, “à la Sarney”.

Felizes aqueles que lá estiveram, que, com certeza, não esquecerão com facilidade esse momento ímpar. Apesar da estatura do nosso herói, foi, sem dúvida nenhuma, o ponto alto daquele sábado.

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AUTOR: Paulo Cesar Paschoalini
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COMENTÁRIO:
Esta crônica eu escrevi no início deste ano. Ela narra, com doses de irreverência, um momento acontecido em uma de nossas “peladas” de final de semana, onde o principal objetivo é a prática de esporte e não propriamente a competição. O personagem escolhido, o Carvalhinho, é um dos recentes integrantes e um dos mais queridos da chamada turma do Lupy – http://lupy-futebolclube.blogspot.com.
A foto acima é de 2005 e nela constam, além de mim (o do meio, agachado), alguns dos integrantes desse
grupo, que se encontra todo sábado desde 1989, portanto, há quase 22 anos. Essa inclusão no blog é uma homenagem a essa turma maravilhosa, da qual tenho orgulho de fazer parte desde o início.

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sábado, 21 de maio de 2011

MEU CLICK:


Arcos da fé
Fotografia do interior da Igreja Matriz da cidade de Garibaldi, estado do Rio Grande do Sul, Brasil, em viagem no ano de 2004.
Foto denominada “Arcos da fé”, disponível no site:
http://olhares.com.

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AUTOR: Paulo Cesar Paschoalini
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DADOS TÉCNICOS: Câmera digital Sony, modelo DSC-92, exposição 10/300, abertura f/2.8, ISO 100.
Galeria acessível através do link: http://br.olhares.com/paulopira.

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segunda-feira, 2 de maio de 2011

UMA CRÔNICA...

XV de Piracicaba
Todos aqui em casa amam o XV. Particularmente, o acompanho desde meus 12 anos de idade. Atualmente estou com 41 anos, aliás, completados em 17/03/2011. Esta paixão vem do meu pai que respira XV desde criança. Tanto que não torcemos para nenhum time grande ou outro qualquer. Somente XV. Quem nos conhece, comprova isso.

Também, como curiosidade, tenho guardadas com muito carinho, quase todas as camisas oficiais, que jogadores usaram em jogos de pelo menos um 15 campeonatos. Inclusive uma que ganhei do ex-jogador Biluca em 1995, quando o XV foi campeão da série C. Por acaso, estava eu anunciando meu carro para vender e quem veio para ver e comprar (e comprou)? Biluca. Já fui logo dizendo que queria uma camisa de recordação. Ele me ligou e fui buscar na casa dele.

Bem, além disso, vou resumir a minha história de conquista, uma história de vida. Eu e minha esposa somos casados há quase dez anos e temos um filho de quatro anos, Vítor (nome que significa vitória).

Depois de três anos de casados, planejamos ter um filho. Era o nosso sonho. Fomos à luta e depois de um ano e meio minha esposa engravidou. Foi a maior festa. Mas, passaram-se oito semanas e veio a notícia de um aborto: tristeza! Mas, nos recuperamos e continuamos entregando nas mãos de Deus. Alguns meses depois, outra notícia: minha esposa precisava passar por uma pequena cirurgia no útero, motivo pelo qual ocasionou o aborto. Apesar do susto, a cirurgia foi um sucesso e os médicos disseram que ela estava preparada para uma nova gravidez.

Dois meses depois, outro susto: meu cardiologista me disse que estava na hora de eu passar por uma cirurgia no coração e trocar minha válvula aórtica. Caí em prantos, entreguei-me nas mãos do Senhor e fui. Graças a Deus correu tudo bem. Meu médico disse-me para manter repouso por dois meses e tomar cuidado com esforços físicos, para uma plena recuperação. A cirurgia ocorreu em 22 de novembro de 2005. Porém, em março de 2006, após dois meses e meio, no dia do meu aniversário, estávamos numa chácara comemorando com a família e meu médico, hoje meu amigo, disse que a minha esposa estava grávida.

Com certeza absoluta, mais uma vez as mãos de Deus estavam presentes em nossas vidas. Anteriormente, quando a notícia do aborto surgiu, ficamos tristes. Mas hoje compreendemos que Deus precisava fazer sua obra em nós. Primeiro Ele preparou para depois nos conceder a graça divina: uma maravilhosa gravidez. E o melhor da história de nossa conquista: o Vitor nasceu em 15 DE NOVEMBRO DE 2006 para garantir e fazer, de vez, a festa de um pai apaixonado pelo XV.
Esta é a minha história de vida que contemplo com a minha esposa e que agora, divido com vocês.
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AUTOR: Alexandre dos Santos Sesso
- Texto publicado na página B2 do Jornal de Piracicaba, de 10.04.2011
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COMENTÁRIO - Paulo César Paschoalini: Agradecimento ao Alexandre por autorizar a inclusão no blog de seu texto que foi publicado no “JP”.
Ao procurar uma imagem no Google para ilustrar o texto, eu resolvi escolher essa, que pertence ao site tvb.com.br. Além do distintivo do XV de Piracicaba, mostra também parte da apaixonada torcida quinzista, que na partida contra o Catanduvense chegou a levar ao Estádio Barão de Serra Negra quase 18.000 torcedores, público esse maior até mesmo que alguns clássicos da Primeira Divisão.
O relato acima mostra o vínculo da torcida com o time que leva o nome da cidade e destaca como se processa a paixão do torcedor do interior. Começa na família e vai contagiando toda a população da cidade, até se tornar a imensa família quinzista.
Parabéns ao time do XV de Piracicaba e, em especial, a toda a imensa torcida piracicabana!

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quinta-feira, 21 de abril de 2011

MEU CLICK:


Fogo no céu

Fotografia tirada durante o Festival de Balões de 2004, realizado na cidade de Piracicaba, estado de São Paulo, Brasil.
Foto denominada "Fogo no céu" e disponível no site de Portugal:
http://olhares.com/.

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AUTOR: Paulo Cesar Paschoalini
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DADOS TÉCNICOS: Câmera digital Sony, modelo DSC-92, exposição 10/400, abertura f/5.6, ISO 100.
Galeria acessível através do link:
http://br.olhares.com/paulopira.
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sexta-feira, 25 de março de 2011

MINHA CRÔNICA:

Uma web menos anônima

Por natureza, o ser humano sempre foi um ser social. A necessidade da convivência em sociedade permitiu a sua sobrevivência, através da proteção mútua, e permitiu a sua evolução, graças principalmente ao autoquestionamento e a constante troca de experiências.

A evolução que se processou ao longo da história foi extraordinária e os meios empregados com essa finalidade foram as mais variadas possíveis, cada qual guardando relação com o momento vivido na cadeia evolutiva. A chamada tecnologia permitiu que o ser humano alcançasse tamanho desenvolvimento, que culminou com a criação da internet. Aquilo que no começo parecia ser apenas uma fundamental ferramenta para pesquisas, acabou por tornar-se uma fonte inesgotável de banalidades.

De acordo com Sigmund Freud, “tudo em nós emana de dois motivos: o desejo sexual e o desejo de ser grande”, ou importante. Assim, de posse desse manancial de possibilidades de relacionamentos virtuais, o ser humano tem feito uso dessa tecnologia para dar vazão a esses dois aspectos freudianos. Em razão de o mundo atual nos cobrar constantemente a tal necessidade de nos diferenciar dos demais, o cidadão comum se entregou a chamada superexposição não só de suas qualidades, como também de sua intimidade.

Dessa forma, ao invés de acessos à feitos grandiosos de personagens históricos do passado ou contemporâneos, o que vemos é a profusão de informações particulares nas chamadas redes sociais, que vão “do nada para lugar nenhum”. Ao invés de se focar em notáveis, o que vemos é um excesso de notoriedade.

Com base nas mais variadas informações pessoais, a chamada vasta rede mundial foi criando mecanismos para chegar cada vez mais fácil ao internauta. As trocas de mensagens via e-mail deixaram de ser uma prática consentida entre o emissor e o destinatário para tornarem-se uma ferramenta de publicidade em massa. Quem de nós nunca recebeu um “span”?

Entretanto, talvez o mais preocupante atualmente são os chamados “cookies”, uma espécie de pequenos arquivos que servem para registrar a preferência e os acessos do internauta enquanto navega. Sendo assim, quer seja de maneira consentida ou por rastreamento, o fato é que todos nós que utilizamos a internet deixamos de ser um anônimo passamos a ser vítimas de invasão de nossa privacidade.

Ao analisarmos esses fatos mencionados, fica impossível não nos preocuparmos com tudo isso. E, baseado no início do texto, que destaca o desenvolvimento humano, cabe um inevitável questionamento: seria a falta de anonimato um elemento de evolução social?
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AUTOR: Paulo Cesar Paschoalini
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sábado, 22 de janeiro de 2011

MEU CLICK:

Chuva de perfume

Sempre gostei muito de fotografia. Certa vez, li uma frase, não me lembro o autor, que dizia que o "fotógrafo é um poeta que escreve com a luz". Isso para mim é uma verdade incontestável. Entendo que ambas se completam e que a poesia pode ser expressada das mais variadas formas. Por intermédio de minha sobrinha Juliana Arthuso, também fotógrafa amadora, tomei conhecimento do site de Portugal http://olhares.com, que publica obras de fotógrafos amadores. Sendo assim, enviei a foto ao lado com o título "chuva de perfume", que foi publicada no dia 20.01.2011.

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AUTOR: Paulo Cesar Paschoalini
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DADOS TÉCNICOS: Câmera digital Sony, modelo DSC-P92, exposição 10/400, abertura f/5.6, ISO 100. Disponível através do link: http://br.olhares.com/paulopira.
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quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

UMA POESIA...


Alguém muito especial

Todo dia, ao acordar,
logo penso em ALGUÉM.
ALGUÉM que venho a amar
como jamais amei ninguém.

É esse ALGUÉM quem me dá forças,
sem ao menos eu precisar.
Com ELE posso muitas coisas;
tudo o que eu imaginar.

Quando nós nos conhecemos,
foi apenas atração.
Hoje, porém, convivemos
com harmonia e devoção.

O nosso dia-a-dia
é repleto de alegria.
Se a tristeza tenta ancorar,
nem consegue nos desanimar.

Não há nada nesse mundo
capaz de me convencer.
Podem até tentar de tudo,
esse ALGUÉM nunca vou esquecer!

Vocês devem estar pensando:
De QUEM é que estou falando?
Pois então, prestem atenção:
Estou falando de JESUS CRISTO,
Meu amigo, nosso irmão!

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AUTOR: Alexandre Sesso, de Piracicaba-SP.
Texto publicado no Jornal de Piracicaba, edição de 25/12/2010.
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COMENTÁRIO - Paulo Cesar Paschoalini:
Recebi esta poesia de Alexandre Sesso, pai do Vítor, coleguinha de classe de minha filha. O Alexandre é uma dessas pessoas que a gente tem prazer em conhecer, mas essa vida corrida dificulta um pouco estreitar ainda mais o relacionamento. Agradeço pelo envio do texto e por autorizar a publicação. Uma mensagem de Natal, numa época em que muito se fala em presentes, mas pouco sobre espiritualidade.
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