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sexta-feira, 17 de maio de 2024

MINHA POESIA:

ARTIFICIAL: 

Para sintetizar o odor de rosas, 
a química mata todo um roseiral. 
A 'razão' e sua face danosa; 
pobre 'inteligência artificial'! 

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AUTOR: Paulo Cesar Paschoalini
(Protegido por Lei de Direitos Autorais, 9.610/98)
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sábado, 11 de maio de 2024

MINHA POESIA:

MÃE: 

Ser mãe é ser luz, 
que se faz de prontidão, 
toda vez que  vida 
insistir em querer 
se perder na escuridão. 

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terça-feira, 30 de abril de 2024

MINHA POESIA:

ENTRE... 

Para muitos, a realidade 
é algo que, na verdade, 
está, assim, localizada
entre o céu e o inferno.

Já no caso da poesia,
eu diria estar contida,
para ser mais preciso,
entre o céu e o paraíso.

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AUTOR: Paulo Cesar Paschoalini
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sexta-feira, 5 de abril de 2024

MINHA POESIA:

ADORMECER: 

Da natureza, o outono 
nada mais é que o sono, 
um adormecer somente.
A flor, o sonho da semente

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AUTOR: Paulo Cesar Paschoalini
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domingo, 3 de março de 2024

MINHA CRÔNICA:

MÚSICA: 'Bocas'  

"Bocas que transformam, com o seu cantar, 

sentimento em sons, pensamento em voz.


REVISTA VICEJAR – ARTE E CULTURA ( Música ) 

.Text written in Portuguese - Select a language in TRANSLATE >.


MÚSICA: "Bocas"
- Composição: Paulo, Alex e Zé Roberto Paschoalini
- Interpretação: Dênnis

Bocas em silêncio, depois de falar de amor;
bocas que se buscam, lábios que se tocam.
Bocas que acendem o fogo da paixão,
para incendiar corpo e coração.

Bocas de crianças reclamando do abandono;
bocas que insistem em clamar por Deus.
Bocas sempre abertas esperando o pão,
pois a fome dói como a solidão.

(REFRÃO)
Ah!... Os homens se esquecem
que as bocas existem pra sorrir, contar, falar...
E não pra se calar!
Ah!... Bocas que calam,
que nada falam, mas dizem tudo.

Bocas que se abrem num sorriso de alegria;
bocas que declamam versos poesias.
Bocas que transformam, com o seu cantar,
sentimento em sons, pensamento em voz.

Bocas que ordenam a matança de milhões;
bocas que se calam ante o mais forte.
Boca de um arma pode ser capaz
de calar a voz e ferir a paz.

(REFRÃO)

Ah!... Os homens se esquecem...

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_____Antes do surgimento da escrita, e na falta de uma maneira para a propagação de imagens, toda a sabedoria que sucedeu e chegou até os dias atuais foi transmitida de maneira verbal, ou “boca a boca”, de pessoa para pessoa.  

_____O cantor e compositor Belchior mencionou em sua música “Como nossos pais” o seguinte verso: “para abraçar seu irmão e beijar sua menina na rua, é que se fez o seu braço, seu lábio e a sua voz”. Desse modo, além de se expressar através da fala, a boca pode demonstrar sentimento através do beijo, por exemplo.  

_____E foi justamente esse trecho da composição o ponto de partida. Bocas que também se alimentam, sorriem e cantam, além de acompanhar a dor do choro pela fome, silenciar por vontade própria ou calar-se por imposição. Daí veio à tona a poesia/música “Bocas”, composta em parceria com meus irmãos José Roberto e Alex, há mais de 25 anos, numa época em que o mundo tinha seus conflitos inerentes àquele momento.  

_____O tema abordado na composição não era algo exclusivo daquela época, uma vez que, “desde que o mundo é mundo”, aquilo que menciona o conteúdo é algo recorrente. No entanto, ao tomarmos contato com as informações que temos acesso nos dias de hoje, infelizmente talvez essa letra seja mais atual ainda.  

_____Sempre se falou em amor, mas nunca de maneira tão superficial. Nunca se viu tanta fome, mas poucas vezes de forma tão cruel e desumana. A necessidade de se expressar sentimentos tem extrapolado o que se convencionou chamar de urgência. O ódio, a violência e armamentos sofisticados jamais mataram tanto. 

_____Apesar de escrever quase sempre de forma livre, dessa vez na letra da música foi utilizada uma estrutura poética chamada de “anáfora”, que caracteriza-se pela repetição de uma ou mais palavras no início de duas ou mais frases sucessivas.  

_____A gravação foi feita em home studio, mas entendo que reúne condições para ser ouvida. Penso ser tipo de canção capaz de instigar nossa reflexão sobre a necessidade de se ter vez e voz no mundo, justamente quando botões e gravatas deliberadamente nos sufocam, não apenas dificultando a respiração, mas, principalmente, para interferir na nossa “inspiração”. 

_____Que a ausência de tempo não nos impeça de ver com a devida clareza e com a dose de humanidade que tanto está em falta ultimamente! 


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AUTORPaulo Cesar Paschoalini
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 < CURRÍCULO LITERÁRIO E PREMIAÇÕES > 
COMENTÁRIO: O texto foi publicado no blog da "Revista Vicejar" em 03.03.2024, onde o escritor possui vários textos de sua autoria, atuando como Colaborador do blog e do site. Para ler mais acesse:
BLOG DA REVISTA VICEJAR: http://revistavicejar.blogspot.com/
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sexta-feira, 2 de fevereiro de 2024

MINHA POESIA:

PERDOANDO O TEMPO:

.

Perdoo o tempo, 
que fez o depois e o agora,
o chegar e o ir embora;
o coletivo e o sozinho,
o sem rumo e o caminho.

Perdoo o tempo,
que, interferindo em nossas vidas,
produz dores, mas cura as feridas;
que nos faz rir e chorar de alegria,
clareia a noite e escurece o dia.

Perdoo o tempo,
que me faz dormir para repousar
e cria mil fantasias para eu sonhar;
que me dá forças para encarar a realidade
e, vez por outra, faz despertar a saudade.

Perdoo o tempo,
que movimenta minutos e segundos,
fazendo girar os ponteiros do mundo;
que rege com exatidão cada estação
e me dá idade nova no final do verão.

Perdoo o tempo,
que me faz sentir velho e criança
e me ver incrédulo de esperança;
que cria a lucidez e o destino
e nos dá o arbítrio e o desatino.

Perdoo o tempo,
que traça linhas por toda a minha face,
para entender as entrelinhas, em disfarce;
que me nutre de lições e conhecimentos,
trazendo experiências a cada momento.
       
Perdoo o tempo,
que leva embora a beleza da juventude
para trazer a velhice de forma tão rude;
que prateia os meus cabelos escuros    
e ilumina os meus caminhos obscuros.

Perdoo o tempo,
que passa apressado em suas andanças,
deixando as pernas lentas de lembranças;
que vez por outra me faz esquecer
e dia após dia me faz envelhecer.

Perdoo o tempo,
que tenta me convencer ser imortal,
revestindo-me de uma eternidade fatal;
que é o melhor remédio para o viver,
mas não tem o antídoto para o morrer.

Perdoo o tempo,
já que, apesar de minhas indagações,
desconheço as suas reais intenções;
pois, mesmo quando estou pensativo,
pouco sei de meus próprios objetivos.

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AUTOR: Paulo Cesar Paschoalini
(Protegido por Lei de Direitos Autorais, 9.610/98)
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OBSERVAÇÃO: Poesia  selecionada no “II Concurso Nacional de Poesia”, da cidade de Descalvado-SP, que teve a participação de 684 trabalhos inscritos e é um dos textos que integra a coletânea “Marcas do Tempo V”, de 2003.

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