Paulo Cesar Paschoalini

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Pirafraseando

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sábado, 10 de outubro de 2026

MINHA POESIA:

BRUTA: 

. 

Por tanta insensibilidade 

e pelas violências já sofridas, 

a mulher foi ficando, na verdade, 

cada dia mais 'bruta da vida'. 


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AUTOR: Paulo Cesar Paschoalini
(Protegido por Lei de Direitos Autorais, 9.610/98)
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 10 DE OUTUBRO: 
 DIA NACIONAL DE LUTA CONTRA A VIOLÊNCIA À MULHER 

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quarta-feira, 7 de outubro de 2026

MINHA POESIA:

AQUELA NOTA: 


O amor é aquela nota musical 
que no peito ecoa, 
capaz de preencher a pausa 
na vida melódica 
de uma outra pessoa.

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AUTOR: Paulo Cesar Paschoalini
(Protegido por Lei de Direitos Autorais, 9.610/98)
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07/10: DIA DO COMPOSITOR BRASILEIRO 

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quinta-feira, 6 de agosto de 2026

MINHA CRÔNICA:

A insignificância de ser 'ninguém' 




Os ninguéns 
( Prosa poética de Eduardo Galeano ) 

Os ninguéns: os filhos de ninguém, os donos de nada.
Os ninguéns: os nenhuns, correndo soltos,
morrendo a vida, fodidos e mal pagos:
Que não são embora sejam.
Que não falam idiomas, falam dialetos.
Que não praticam religiões, praticam superstições.
Que não fazem arte, fazem artesanato.
Que não são seres humanos, são recursos humanos.
Que não tem cultura, têm folclore.
Que não têm cara, têm braços.
Que não têm nome, têm número.
Que não aparecem na história universal,
aparecem nas páginas policiais da imprensa local.
Os ninguéns, que custam menos do que a bala que os mata.

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A insignificância de ser ‘ninguém’ 

_____Apesar de tratar-se de um texto curto, é fácil notar a abrangência das palavras de Eduardo Galeano. Inicia falando do sujeito desde o nascimento, quando diz que a filiação de um ninguém é de outro desgraçado, também ‘desconhecido’ pela sociedade.

_____Os ‘sem nome’ são todos aqueles anônimos, ‘usados e abusados’ pelos detentores de sobrenomes de influência, que os oprime, lhes subtrai a dignidade e lhes confere a falta de identidade. Não se menciona nome, nacionalidade, cor, sexo, idade, ou qualquer qualificação, a não ser a miséria em que estão inseridos.

_____No mesmo estilo humanizador encontrado em outras de suas obras, o escritor uruguaio Eduardo Galeano retrata as mazelas e insignificância com que os indivíduos são tratados, em especial no chamado terceiro mundo, gravitando a miséria em que foram condenados ao longo da vida, tratados apenas como meros números a serviço de lucros, também medidos em números, de acordo com a devida conveniência de quem age para que se mantenha esse estado inalterado.

_____Os ‘ninguéns’ são todos aqueles considerados muito mais como ‘algo’ do que como um alguém dotado de sentidos e, acima de tudo, de sentimentos. São ignorados como pessoas, mas vistos como objetos a serviço de inúmeros interesses, abrangendo as áreas política e econômica, além das diversas crenças.

_____No final, o desfecho mais provável a esse tipo de vida, que, embora não seja diferente de nenhum outro indivíduo, talvez somente seja mesmo visto como ser humano no momento da morte, quando seu destino engrossa dados estatísticos frios, no mesmo tom da frieza com que se desenrolou sua anônima existência. 


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AUTOR: Paulo Cesar Paschoalini
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COMENTÁRIO: O texto foi publicado no blog da "Revista Vicejar" em 26.05.2026, onde o escritor possui vários textos de sua autoria, atuando como Colaborador do blog e do site. Para ler mais acesse:
BLOG DA REVISTA VICEJAR: http://revistavicejar.blogspot.com/

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sábado, 21 de fevereiro de 2026

MINHA POESIA:

PORTOS: 

Porto Alegre, Porto Rico, Porto Seguro...

Talvez por isso continuamos a navegar, enfim.

Esperançosos, seguimos viagem ao futuro,

desejando que todos os portos sejam assim.


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AUTOR: Paulo Cesar Paschoalini
(Protegido por Lei de Direitos Autorais, 9.610/98)
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sábado, 3 de janeiro de 2026

MINHA POESIA:

CADA DIA: 

Cada dia o céu se mostra único, 

uma versão que jamais de repete. 

Os tons de azul são diferentes, 

as nuvens têm novos formatos; 

até o brilho do sol não é igual 

e nem a escuridão é a mesma!


Cada dia o céu consegue  produzir 

mais um dia especial e inédito. 

Da mesma forma, todos os dias 

cada um de nós é único, ímpar, 

e suficientemente capaz de fazer, 

à sua maneira, o seu próprio céu! 

 

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AUTOR: Paulo Cesar Paschoalini
(Protegido por Lei de Direitos Autorais 9.610/98)
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[ Esse texto poético está na página 33 do livro "Mar adentro, mundo afora" ] 
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domingo, 12 de outubro de 2025

MINHA POESIA:

Faz de conta 



Outro dia mesmo estava me divertindo,
assim meio descuidado, meio distraído,
e pelas brincadeiras de infância atraído.

Vieram outros dias, outras noites,
e, então, o tempo, sorrateiramente,
foi levando para longe de mim, dia após dia,
o pião que fazia girar as minhas fantasias;
as bolinhas de sabão, que eram meu alento,
foram desmanchando-se ao sopro do vento.

O faz de conta, os pés descalços, as “partidas”,
o “bate-bola” nos campinhos de terra batida;
as alegres brincadeiras de “esconde-esconde”,
me escondiam do mundo adulto, não sei onde.
Enfim, até me dar conta que chegou o dia
de que esconder já não mais conseguia.

Eu não gostei de ter crescido, realmente.
Vez por outra eu me perco à minha procura.
Eu queria ter de novo aquela estatura,
aquela inocência, aquela candura.
Não queira esse mundo de loucura,
onde a verdade se vai e a mentira perdura.
Eu queria ser um menino eternamente.

Na verdade sou criança, apesar da aparência,
e luto para não ser adulto, com veemência,
para não adulterar de vez a minha essência.

O pião perdeu-se num mundo que continua a girar,
as bolinhas de sabão desfizeram-se de vez pelo ar
e nas ruas asfaltadas meus pés calçados vêm pisar.

Mas eu sigo brincando de esconde-esconde, contudo,
com o tempo que insiste em transformar tudo;
faz de crianças alegres, adultos sisudos;

Meu corpo de adulto pelo tempo foi esculpido,
embora me sinta criança, num corpo crescido,
com roupas de adultos, mas espírito despido.

Quanto mais ele muda, mais me contraponho,
pois muda um reino encantado de sonhos,
em um mundo ainda mais infeliz e tristonho.

Cresci e não gostei; isso me desaponta.
Por isso mantenho esse desejo oculto,
insistindo em brincar de faz de conta,
“fazendo de conta” que sou adulto.

Este texto poético consta do livro "Mar adentro, mundo afora", páginas 19 a 21.
Para adquirir a obra, acesse o site da Editora Clube de Autores através do link: 

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_____No dia 12 de outubro é comemorado no Brasil o "Dia das Crianças".

_____Esta poesia não é uma ratificação da chamada "Síndrome de Peter Pan", que é aceita na Psicologia como uma dificuldade de enxergar-se como adulto ou a negação dessa condição, justamente na fase madura da vida.

_____Ao invés disso, é a constatação de estar vivenciando a chamada fase intermediária entre a infância e a velhice, mas desejando, de maneira utópica, regressar cronologicamente a uma etapa considerada feliz, que passou de maneira tão fugaz.

_____É, de forma silenciosa, lançar mão de palavras que evocam um sentimento que transita entre a melancolia, capaz de ferir, e o consolo da lembrança de momentos alegres vividos pela criança, que ainda habita o meu ser e que vez por outra socorre-me de situações em que não me encaixo, diante de uma realidade que julgo que já não me serve.


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AUTOR: Paulo Cesar Paschoalini
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COMENTÁRIO: O texto foi publicado no blog da "Revista Vicejar" em 11.09.2025, onde o escritor possui vários textos de sua autoria, atuando como Colaborador do blog e do site. Para ler mais acesse:
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