PELA VIDRAÇA:
- RECANTODAS LETRAS: recantodasletras/Pirafraseando .
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PELA VIDRAÇA:
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PRINCÍPIO:
trouxe chuva, água viva,
para lavar decepções
e regar expectativas.
O pó de onde passamos,
de calçados em desamarro,
espalhou-se pelo caminho
e agora tornou-se barro.
E, assim, como tal e qual,
será moldado na calma,
conforme vindouros sonhos
que brotarão da nossa alma...
Aguardando o sopro sagrado
de um novo tempo-criança.
Há de ser um ‘faça-se a luz’,
para iluminar esperanças!
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ESTADO LÍQUIDO:
As gotas de chuva nada mais são
que poesia em estado líquido.
Ao invés de leitos já percorridos,
saboreiam atmosfera celestial,
deixam-se precipitar das alturas,
para esparramarem-se pelo chão,
fazendo encantar olhos e ouvidos
e umedecendo a leveza da alma.
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ESTADO LÍQUIDO:
As gotas de chuva nada mais são
que poesia em estado líquido.
Ao invés de leitos já percorridos,
saboreiam atmosfera celestial,
deixam-se precipitar das alturas,
para esparramarem-se pelo chão,
fazendo encantar olhos e ouvidos
e umedecendo a leveza da alma.
SEMBLANTE:
"Nada é mais reconfortante
que a chuva.
É um consolo saber
que, às vezes,
até mesmo o céu
revela um semblante
de tristeza e permite-se
chorar, assim,
diante de todo mundo."
PELA VIDRAÇA:
No lado de fora,
vejo através do vidro
a chuva caindo branda,
gotejando prata,
rabiscando luminárias
e tilintando ritmada.
Escorrendo pelo asfalto
vai molhando a noite
e minimizando o breu.
Do lado de dentro,
percebo-me esmaecido
no reflexo da vidraça.
Os pingos se debatem,
umedecendo a transparência.
Aqui, no interior de tudo,
desejo calma de garoa.
Só, lido com tempestades;
trovões e relâmpagos 'do eu'!
PELA VIDRAÇA:
vejo através do vidro
a chuva caindo branda,
gotejando prata,
rabiscando luminárias
e tilintando ritmada.
Escorrendo pelo asfalto,
vai molhando a noite
e minimizando o breu.
Do lado de dentro,
percebo-me esmaecido
no reflexo da vidraça.
Os pingos se debatem,
umedecendo a transparência.
Aqui, no interior de tudo,
desejo calma de garoa.
Só, lido com tempestades;
trovões e relâmpagos ‘do eu’!