Paulo Cesar Paschoalini

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Pirafraseando

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quarta-feira, 1 de julho de 2020

MINHA CRÔNICA:

. “Gênio indomável” e o autoconhecimento
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O filme “Gênio indomável” (Good Will Hunting) é uma produção estadunidense de 1997, dirigido por Gus Van Sant, tendo como roteiristas Matt Damon e Bem Affleck, sendo indicada em oito categorias ao Prêmio Oscar de 1998, ganhando as estatuetas de Melhor Ator Coadjuvante, pela atuação de Robin Williams, e de Melhor Roteiro Original.

Narra a história de Will Huntig, interpretado por Matt Damon, um jovem superdotado, com talento matemático incomum, que trabalha como faxineiro na Universidade de Boston, quando o Prof. Lambeau expões no corredor um teorema complexo, desafiando seus alunos.

Assim, devido às suas habilidades, Hunting, que não era aluno da Universidade, consegue facilmente encontrar a solução, contudo sem se identificar, deixando intrigado o professor desafiante. Porém, quando descobre quem é o autor da façanha, acaba por encontrar uma pessoa, que apesar de muito inteligente, possui sérios problemas de adaptação social.

Quem Sou eu?
Supõe-se que os primeiros questionamentos filosóficos teriam sido as três perguntas cruciais: “quem eu sou?”, “de onde vim?” e “para onde vou?”. Elas não só originaram a busca do homem pelo conhecimento, como também continuam a ser objeto de reflexões sobre a natureza humana nos dias de hoje.

Ao mostrar a vida de Will Hunting, um jovem órfão, com poucos recursos financeiros e possuidor de uma capacidade intelectual incomum, o filme quer abordar o que talvez seja a primeira questão existencial; quem na verdade seria esse sujeito com tamanho potencial? 

Ao longo da história, o Prof. Lambeau coloca o jovem em contato com alguns psicólogos, o que não deixa de ser uma forma de entender melhor seu comportamento. Hunting, entretanto, dificulta qualquer possibilidade nesse sentido, numa atitude de autodefesa, a fim de se esconder dos problemas de agressividade e distanciamento social.

Assim, apesar de o jovem possuir um conhecimento lógico-matemático invejável, portanto, uma questão considerada externa, no seu interior é um estranho a si próprio. Para Sócrates, a busca do conhecimento tinha como objetivo o autoconhecimento; “conhece-te a ti mesmo”, que propiciaria também o conhecimento do universo.

Gênio ou talentoso:
Embora o título “Gênio indomável” seja uma tradução brasileira do original “Good Will Hunting”, é interessante levantar a questão se o correto seria o uso do adjetivo “gênio” para pessoas que possuem altas habilidades individuais. Para muitos, o termo que melhor se adequaria ao personagem seria “talento” e não propriamente “genialidade”.

De acordo com o livro “Talento e superdotação: problema ou solução?”, o autor M. L. P. Sabatella destaca que deveria ser reconhecida como “gênio” a pessoa que tivesse dado uma contribuição original e de grande valor e transformação social, casos com o quilate de Albert Einstein ou Leonardo da Vinci, por exemplo.

Segundo o filósofo alemão Arthur Schopenhauer, “talento é quando um atirador atinge um alvo que os outros não conseguem. Gênio é quando um atirador atinge um alvo que os outros não veem”. Assim, no caso do protagonista, ele apenas demonstrou possuir uma habilidade incomum, não esboçando sequer novas teses ou teorias relevantes.

Natureza humana
Sem dúvida, um filme que nos leva obrigatoriamente a uma reflexão acerca da natureza humana. Primeiramente, uma autoanálise, refletindo sobre nosso comportamento pessoal na vida em sociedade, questionando sobre nossas potencialidades e encarando nossas fraquezas e medos.

Em segundo lugar, lançar um olhar sobre as pessoas de convivência mais próxima, visando detectar eventuais problemas de relacionamento e criar condições para que dificuldades interpessoais possam ser dirimidas, se for o caso, com ajuda de profissionais de áreas como a psicologia, por exemplo.

Enfim, uma produção cinematográfica que certamente deverá ser incluída no rol das chamadas “obrigatórias”, com objetivo de um melhor dimensionamento das diversidades presentes no espírito humano.

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AUTOR: Paulo Cesar Paschoalini
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 < CURRÍCULO LITERÁRIO E PREMIAÇÕES > 
COMENTÁRIO: O texto foi publicado no blog da "Revista Vicejar" em 01.07.2020, onde o escritor possui vários textos de sua autoria, atuando como Colaborador do blog e do site. Para ler mais acesse:
BLOG DA REVISTA VICEJAR: http://revistavicejar.blogspot.com/
LINK DO TEXTO: https://revistavicejar.blogspot.com/2020/07/genio-indomavel-e-o-autoconhecimento.html .
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domingo, 21 de abril de 2019

MINHA CITAÇÃO:

Paz 

"Mais importante que a 'paz eterna',
que vemos como distante de nós,
é cuidarmos mais da paz interna,
que está ao nosso alcance." 

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AUTOR: Paulo Cesar Paschoalini
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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

UM TEXTO...


Como se fosse a primeira vez

Eu quero acreditar que vou olhar cada dia como se fosse a primeira vez. Ver as pessoas que me cercam com surpresa e espanto, alegre por descobrir que estão ao meu lado dividindo algo chamado amor, muito falado, pouco entendido (...)

(...) Eu olharei tudo e todos como se fosse a primeira vez – principalmente as pequenas coisas, com as quais já estou habituado e esqueci-me da magia que me cerca... Tantas coisas no mundo, tantos caminhos percorridos, tantas entradas e saídas na minha vida(...)

(...) Quero olhar pela primeira vez o sol, se amanhã fizer sol; o tempo nublado, se amanhã estiver nublado. Acima de minha cabeça existe um céu que a humanidade inteira, em milhares de anos de observação, já deu uma série de explicações. Pois eu esquecerei todas as coisas que aprendi a respeito das estrelas e elas se transformarão de novo em anjos, ou em crianças, ou em qualquer coisa que eu sentir vontade de acreditar no momento (...)

(...) Que eu olhe a mim mesmo como se fosse a primeira vez que estivesse em contato com meu corpo e minha alma. Que eu olhe esta pessoa que caminha, que sente, que fala como qualquer outra, que eu fique admirado com seus gestos mais simples, como conversar com o carteiro, contemplar sua mulher dormindo, perguntando a si mesmo com o que ela estará sonhando.

E assim, permanecerei o que sou e o que gosto de ser, uma constante surpresa para mim mesmo. Este eu que não foi criado nem por meu pai, nem por minha mãe, nem pela minha escola, mas por tudo aquilo que vivi até hoje, que esqueci de repente e estou descobrindo de novo.

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AUTOR: Paulo Coelho
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COMENTÁRIO - Paulo Cesar Paschoalini:
Li dois livros de Paulo Coelho e eu destacaria “O Alquimista”. Porém, costumo ler muitos de seus textos, que são publicados em diversos jornais de todo o país. Assim como acontece com todo escritor, alguns textos me chamam a atenção, outros, nem tanto. Dentre aqueles que me agradaram, eu escolhi este, que li na Gazeta de Piracicaba, edição de 29.01.2012. De todo o conteúdo, eu destaquei os trechos que entendo que melhor sintetizam a idéia do autor sobre a necessidade de o ser humano se redescobrir continuamente, na busca do autoconhecimento. Se preferir ler o texto na íntegra, clique no link abaixo:
http://www.redebomdia.com.br/blog/detalhe/3259/Como+se+fosse+a+primeira+vez
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