"Deixe toda pressa de lado, o mais rápido possível. Abrace as pausas contidas na música da vida, encontre o seu ritmo e simplesmente dance!..." -----------------------------------------
AUTOR: Paulo Cesar Paschoalini -----------------------------------------
"Ao invés de despedaçar-me, para saber se alguém bem-me-quer ou mal-me-quer, decidi pelo florescer do 'bem-me-quero'!" -----------------------------------------
AUTOR: Paulo Cesar Paschoalini -----------------------------------------
Uma poesia deveria ser... usada como uma oração, ousada feito invenção, abusada pela intuição, pausada como reflexão e repousada no coração! -----------------------------------------
AUTOR: Paulo Cesar Paschoalini -----------------------------------------
Nasci e ainda moro em Piracicaba, que tem como uma de suas atrações mais conhecidas e encantadoras o Rio Piracicaba, cujas belezas foram fonte de inspiração para músicas, que sempre exultaram o que ele tem de belo, no estilo sertanejo, ritmo característico da região.
Mas o que nos motivou a compor essa música foi justamente o oposto. O descaso recorrente que tem vitimado todo o entorno que habitam a bacia hidrográfica conhecida como “Consórcio PCJ”, composta pelos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí, que dia após dia vêm se degradando e as autoridades fazem questão de não enxergar.
Porém, o mais alarmante é que esse não é um caso isolado, se levarmos em consideração os noticiários sobre ecologia, que abordam em especial a gestão pública de gestão dos recursos naturais, em especial os mananciais, que não recebem a devida atenção, devido à sua vital importância.
Chegamos a um ponto do chamado “desenvolvimento social”, quando devemos nos questionar a respeito do que se entende como sendo “progresso”. Para o cineasta italiano Gillo Pontecorvo, “O progresso é tudo aquilo que diminui o poder de um homem sobre outro homem.”
Desse modo, a industrialização desenfreada deixa evidente o poder que um homem (ou grupo de homens) exerce sobre aqueles classificados como “inferiores” na hierarquia social. A distância entre a classe dominante e a imensa maioria de dominados nunca foi tão visível e brutal.
Sendo assim, aquilo que se convencionou chamar de “desenvolvimento”, pode ser considerado somente do ponto de vista tecnológico, uma vez que a questão humana ficou relegada a um segundo ou terceiro plano.
Na natureza, o ser humano passou a ser somente um mero “detalhe” e o próprio meio ambiente tornou-se vítima do poder econômico. A água, que é considerada início da vida e fator essencial para mantê-la, agora é o símbolo mais emblemático dessa negligência.
Talvez um dos retratos ambientais do mundo atual seja constatar que a vida de uma cidade deve-se, normalmente, à presença de um rio nas proximidades; ao mesmo tempo, a morte de um rio ocorre, principalmente, pela existência de uma cidade nas imediações.
E a vida segue! Mas como?... E até quando?... Fica aqui esse grito de alerta, antes que se perceba que possa ser tarde demais!!!
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TEXTO: Paulo Cesar Paschoalini
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COMENTÁRIO: O texto foi publicado na "Revista Vicejar", em 01.08.2019, onde o escritor possui vários textos de sua autoria, atuando como Colaborador do Blog. Para ler mais acesse: