Paulo Cesar Paschoalini

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Pirafraseando

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segunda-feira, 21 de março de 2022

MINHA POESIA:

USE POESIA! 

Uma poesia deveria ser... 

usada como uma oração, 
ousada feito invenção,
abusada pela intuição,
pausada como reflexão
e repousada no coração!


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AUTOR: Paulo Cesar Paschoalini
(Protegido por Lei de Direitos Autorais, 9.610/98)
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sexta-feira, 28 de agosto de 2020

MINHA POESIA:

USE POESIA!

Uma poesia deveria ser...

usada como uma oração,

ousada feito invenção,
abusada pela intuição,
pausada como reflexão
e repousada no coração! 

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AUTORPaulo Cesar Paschoalini
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sábado, 3 de agosto de 2019

MINHA POESIA:

USE POESIA: 

Uma poesia deveria ser...

usada como uma oração,

ousada feito invenção,
abusada pela intuição,
pausada como reflexão
e repousada no coração! 

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AUTOR: Paulo Cesar Paschoalini 
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segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

MINHA POESIA:

Use poesia!

Uma poesia deveria ser...

usada como uma oração.
ousada feito invenção,
abusada pela intuição,
pausada como reflexão
e repousada no coração!

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AUTOR: Paulo Cesar Paschoalini
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terça-feira, 18 de julho de 2017

MINHA CITAÇÃO:

Amigo

“Amigo é aquela pessoa que, quando nos diz um 'não', ao invés de querermos argumentar, nós sentimos necessidade de refletir.

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AUTOR: Paulo Cesar Paschoalini
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sexta-feira, 21 de abril de 2017

CINEMA:

“Benjamin Button” e o eterno desejo de rejuvenescer

Produção de 2008, baseada no conto homônimo de F. Scott Fitzgerald, “O curioso caso de Benjamin Button” traz no elenco nomes como Brad Pitt e Cate Blanchett. Foi um dos filmes que mais concorreu ao Oscar, com 13 indicações, conquistando apenas três, em categorias voltadas ao quesito visual.

Conta a história de Benjamin, um homem que nasce em 1918 com aparência e características de envelhecimento e, devido ao seu aspecto incomum, é abandonado pelo pai após a morte da mãe, logo depois do parto. Ele, então, é encontrado por Queenie, que trabalha em um Lar para idosos, que passa a criar o menino. Convive em igual condição com os outros moradores, apesar de sua mente ser como a de um garoto; inseguro e curioso sobre a vida.

Ainda na infância conhece a menina Daisy, que se tornaria seu grande amor. Benjamin, no entanto, tem uma característica curiosa. Diferentemente dos demais, ao invés de manter ou adquirir novas rugas, ele vai rejuvenescendo, o que torna o filme intrigante.

Agostinho de Hipona:
O tempo muitas vezes foi objeto de reflexão da Filosofia. A literatura também se serviu de conceitos temporais como pano de fundo em narrativas de ficção, como é o caso de Benjamin Button. A ideia surgiu depois que Fitzgerald leu a frase de Mark Twain: “A vida seria infinitamente mais feliz se pudéssemos nascer aos 80 anos e gradualmente chegar aos 18”.

Essa subversão na cronologia nos remete ao pensamento de Santo Agostinho, que dizia ser o tempo essencialmente psicológico. Desse modo, o passado não existe, pois é uma lembrança; o presente não passa de uma percepção, ou intuição, e o futuro é algo que nunca aconteceu e, portanto, é apenas uma expectativa.

Kant e Heidegger:
Segundo o filósofo alemão Immanuel Kant, o tempo (além do espaço) é uma condição de possibilidade da experiência, não sendo, portanto, uma realidade, já que não é visível, nem tangível e trata-se de uma intuição antes da experiência.

Assim, a capacidade de intuição, em conjunto com a capacidade de pensar, é responsável pela organização das informações dos sentidos e permite por meio da reflexão o surgimento do conhecimento humano. Podemos, portanto, questionar a respeito de nós mesmos; ou seja, porque nossa natureza é nascer criança e morrer velho?

Interessante mencionar, ainda, Martin Heidegger, que tratou de algo muito visível no personagem; a angústia. De acordo com esse outro pensador alemão, angústia é uma insegurança que sentimos da nossa própria existência perante o mundo, isolados de tudo; uma solidão, inclusive, perante a nossa condição humana, em que o futuro não oferece nenhuma forma de garantia.

Não importa se o tempo é uma ilusão ou uma intuição, que age no sentido de contribuir para a aquisição de conhecimento. Independente de nos envelhecer ou remoçar, em ambos os casos necessitamos nos submeter a uma experiência de vida, dentro de um período, com o objetivo (talvez) de adquirir conhecimento e consciência para nossa evolução.

Não estamos imunes ao mesmo fim
É curioso notar nossa insatisfação com relação ao tempo. Quando somos crianças, torcemos para ser rapidamente adultos. Ao avançarmos na idade adulta, queremos colocar um freio no tempo. Assim que nos aproximarmos da velhice, gostaríamos que nossa idade retrocedesse gradualmente, a ponto de nos tornarmos novamente jovens, conforme sugere o autor F. Scott Fitzgerald.

Ao refletirmos sobre o filme, percebemos que um eventual processo de inversão da idade, partindo da velhice, só alteraria a cronologia e aspectos das características físicas. Embora a maioria das pessoas se queixe do natural processo de envelhecimento, se o tempo caminhasse no sentido oposto, não estaríamos imunes ao nosso inevitável destino.

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TEXTO: Paulo Cesar Paschoalini
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COMENTÁRIO:
Um filme curioso, como mencionado no título, mas, acima de tudo, sensível, que nos convida a uma reflexão sobre a inevitável passagem do tempo e suas consequências. Destaque para as atuações de Brad Pitt e Cate Blanchett, além da bela ambientação de época.
O texto também foi publicado no site "Portal Raízes", e pode ser acessado através do link: http://www.portalraizes.com/8598-2/, ou pelo Facebook do "Portal": https://www.facebook.com/portalraizes/?fref=ts.
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domingo, 5 de março de 2017

MINHA CITAÇÃO:

Exceção

"A vida tem lá as suas regras,
mas cada um de nós se sente uma exceção."

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AUTOR: Paulo Cesar Paschoalini
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COMENTÁRIO:
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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

CINEMA:

“Sociedade dos Poetas Mortos”
Um filme que nos ensina a viver poeticamente

Trata-se de uma produção norte-americana do ano de 1989, indicada ao Oscar nas categorias de Melhor Filme, Melhor Diretor e Melhor Ator, além de Melhor Roteiro Original, sendo, nessa última, laureado com a estatueta.

Seus ingredientes são do final dos anos 50, numa época marcada por transformações sociais. Mostra a história de uma classe de alunos do tradicional colégio Welton, cujas palavras de ordem eram “tradição, disciplina, honra e excelência”, um modelo de educação que os pais almejavam para seus filhos, já que exerciam forte influência sobre o futuro deles.

Durante a cerimônia de abertura do ano letivo, o novo professor, John Keating, é apresentado aos estudantes e, devido a seus métodos pouco convencionais, ganha a simpatia dos alunos, mas, em contrapartida, provoca incômodo à Direção do Colégio.

Conhecimento, vontade e liberdade:

O filme é repleto de situações que podem nos remeter a muitos pensadores, haja vista que a busca do conhecimento, vontade e liberdade sempre foram objetos de reflexão. Para Sócrates, por exemplo, a educação tinha como finalidade não somente a transmissão de conhecimento, mas a busca do autoconhecimento, conforme sua célebre frase “conhece-te a ti mesmo”.

No decorrer da trama, o Prof. Keating acaba alimentando as divergências entre pais e filhos na escolha da carreira, instigando os alunos a se questionarem sobre suas vontades. Seus métodos de ensino acendem o conflito entre a tradição do Colégio e a liberdade de escolha dos jovens. Ainda mencionando Sócrates, “uma vida sem reflexão não vale a pena ser vivida”.

A questão da liberdade é levantada desde o início do filme, quando os alunos são obrigados a se curvarem aos princípios embasados nos quatro pilares da Instituição. Entregues aos cuidados do Colégio, passam a adotar uma postura quase militar, o que impede eventuais expressões “fora dos padrões”.

“O homem é condenado a ser livre”

No existencialismo de Jean Paul Sartre, o filósofo francês desvincula a liberdade da vontade divina e conceitua que ela é uma decisão individual. “O homem é condenado a ser livre”, sendo, portanto, único responsável por suas escolhas, não havendo determinismo, um destino pré-estabelecido na vida.

Destaque para o personagem Neil Perry, estudante entusiasta das ideias de Keating, que resolve seguir seu coração e, movido pela poesia, descobre o teatro como objetivo de vida. Mas essa escolha esbarra na vontade do pai, que decide que filho será médico. Ao ver seu sonho frustrado, o jovem lança mão de uma atitude trágica.

Entendo que “Sociedade dos Poetas Mortos” é um filme denso, que aborda vários níveis de relacionamento humano, ficando explicita a dissonância nas relações entre instituição e professor, colégio e alunos, educador e educandos, pais e filhos, além das diferenças de atitude entre os próprios estudantes.

Decorridos mais de meio século, ainda persistem os questionamentos quanto aos objetivos das instituições, padrões e qualidade de ensino, relações familiares e métodos de educação, insatisfações da juventude, entre outros. Enfim, reflexos do comportamento humano, na eterna e intrincada busca por uma convivência mais harmônica.

Para finalizar, vale lembrar a poesia de Henry Thoreau, mencionada no filme:

“Fui para os bosques para viver deliberadamente,
para sugar todo o tutano da vida.
Para aniquilar tudo o que não era vida,
e, para quando morrer, não descobrir que não vivi”.

Nela está contida a necessidade de se viver intensamente a vida, tal qual a expressão Carpe diem, que vem do latim e que significa “colha o dia”, ou “aproveite o momento”.

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TEXTO: Paulo Cesar Paschoalini
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COMENTÁRIO:
Apesar de ser um filme que retrata a metade do século passado, entendo que pode despertar em nós reflexões sobre diversas questões sociais, cujas consequências são tão comuns e visíveis nos dias atuais.
O texto também foi publicado no site "Portal Raízes", e pode ser acessado através do link: http://www.portalraizes.com/sociedade-dos-poetas-mortos-para-descobrir-poesia-da-vida, ou pelo Facebook do "Portal": https://www.facebook.com/portalraizes/?fref=ts.
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