Paulo Cesar Paschoalini

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Pirafraseando

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domingo, 3 de janeiro de 2021

MINHA POESIA:

SOPRO: 

Um último suspiro... 
Um sopro brando 
levou para longe um agito contido, 
que não se continha mais. 
A inquietação não se dissipava. 

Já não tinha mais 
aquele explosivo jeito sereno, 
que explodia serenidade. 
A tranquilidade foi abandonando 
a sua essência, pouco a pouco. 

Prefiro lembrar você 
no gozo de sua lucidez. 
Quando estava perto, 
seus pensamentos vasculhavam, 
ao longe, o infinito do saber. 

Agora, que está longe, 
vim saber que o infinito é muito perto. 
Aprendi que a distância que separa 
os limites da vida e o infinito 
é de exatamente um sopro... 


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AUTORPaulo Cesar Paschoalini
(Protegido por Lei de Direitos Autorais, 9.610/98)
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- COMENTÁRIO:
Hoje faz 20 anos que meu irmão Valter se foi. Eu sei que pode soar clichê,  mas realmente parece que foi ontem. Se isso foi "ontem", posso dizer que "anteontem" mesmo estávamos nós ali, no quiantal da nossa infância, brincando com coisas que nós mesmos fazíamos para nos divertir.
Foi uma das pessoas mais presentes na minha vida e com quem aprendi muito, já que era dois anos mais velho que eu. Estudamos nas mesmas escolas, frequentamos juntos muitos lugares em nossa juventude e também trabalhamos na mesma empresa.
Lembro-me que certa vez ele leu alguns de meus textos poéticos e me disse que eu deveria publicá-los. Foi uma das pessoas que me incentivou a seguir escrevendo.
O poema acima eu fiz três semanas depois de sua partida e dedico (como na época) aos seus filhos Jean, Vítor e Renata. Quis o destino que a Renata também nos deixasse em maio de 2014, mas nos deu o Theo, filho dela com o Felippe.
A palavra saudade certamente não é suficiente para expressar a falta que todos nós sentimos deles dois. 
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sexta-feira, 16 de março de 2018

MINHA POESIA:

Ventania

Sinto que estou em um lugar
que já não me oferece mais abrigo.
O que no começo era uma simples brisa,
transformou-se em uma ventania
capaz até mesmo de destruir.
Encontro, finalmente, um abrigo,
que me protege do frio do vento.
Já não sinto mais as rajadas.

Apenas sei mesmo que venta,
porque ouço um sopro penetrar
pelas frestas de um lugar qualquer.
Essa ventania agitada produz assobio,
que penetra por todas as cicatrizes,
chegando a provocar intensos arrepios.

Calafrios aumentam a pulsação
e deixam a respiração ofegante,
com inspirações e expirações contínuas,
feito um vento que insiste em soprar,
mas não desarruma os cabelos
e, sim, o que está sob a cabeleira.

Agora já não sei mais ao certo
qual temporal provoca mais estragos;
Se aquele que é provocado
pela agitação da atmosfera,
ou se aquele agito contido nas entranhas
da região temporal do crânio,
escondido entre as têmporas.
Só me resta esperar a calmaria!... 

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TEXTO: Paulo Cesar Paschoalini
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COMENTÁRIO:
O texto foi publicado na página 27 do livro “Arcos e Frestas”, Editora Blocos, no ano de 2003. A obra foi uma das 12 selecionadas no “3º Concurso Blocos de Poesia”, dentre 287 concorrentes inscritos. A imagem foi extraída do site " dds-bta.nl ".
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domingo, 3 de janeiro de 2016

MINHA POESIA:

Sopro

Um último suspiro...
Um sopro brando
levou para longe um agito contido,
que não se continha mais.
A inquietação não se dissipava.
Já não tinha mais
aquele explosivo jeito sereno,
que explodia serenidade.
A tranquilidade foi abandonando
a sua essência pouco a pouco.
Prefiro lembrar você
no gozo de sua lucidez.
Quando estava perto,
seus pensamentos vasculhavam,
ao longe, o infinito do saber.
Agora, que está longe,
vim saber que o infinito é muito perto.
Aprendi que a distância que separa
os limites da vida e o infinito
é de exatamente um sopro...

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AUTOR: Paulo Cesar Paschoalini
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COMENTÁRIO: Hoje faz precisamente 15 anos que meu irmão Valter se foi. Eu sei que pode parecer clichê, mas realmente me dá a impressão que foi ontem. Se isso foi ontem, posso dizer que anteontem mesmo estávamos ali em nosso quintal, brincando com os carrinhos que nós mesmos fabricávamos, lembra? A palavra saudade certamente não é suficiente para expressar a sua falta.
Foi uma das pessoas mais presentes na minha vida, até então, já que era dois anos mais velho que eu e eu aprendi muito, mas muito mesmo com ele! Estudamos nas mesmas escolas, frequentamos juntos muitos lugares em nossa juventude e também trabalhamos na mesma empresa.
Lembro-me que, certa vez, ele leu alguns de meus textos e um dia me disse que eu deveria publicá-los. Apesar da simplicidade de cada linha, o tipo de incentivo como esse me fizeram reunir os poemas e me levou a acreditar numa eventual publicação. Porém ele não chegou a ver meu livro pronto.
O poema acima eu escrevi três semanas depois de sua partida e foi publicado na página 51 do meu livro "Arcos e Frestas". Nos agradecimentos, eu mencionei que o texto era em sua memória e dediquei aos seus filhos Jean, Vitor e Renata. Quis o destino que a Renata nos deixasse em maio de 2014 e, independente da crença de cada um, de certa forma, eles estão juntos agora.
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