Paulo Cesar Paschoalini

Paulo Cesar Paschoalini
Pirafraseando

Translate

Mostrando postagens com marcador texto. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador texto. Mostrar todas as postagens

sábado, 16 de julho de 2022

MEU TEXTO:

Ampliando horizontes: 



_____A vida é feita de surpresas e, felizmente, muitas delas são agradáveis e elevam o nosso espírito. Graças à Literatura, eu tive a oportunidade de manter contato com pessoas incríveis através das Redes Sociais, de lugares distantes do mundo, ampliando meu relacionamento.

_____Uma dessas pessoas especiais que "cruzou o meu monitor" é o amigo escritor Gustavo Da Cruz, residente na cidade de Malanje, em Angola, que é estudante de Filosofia e a vida fez com que nos conhecêssemos através da poesia.

_____Com o tempo, fiquei honrado ao receber o seu convite para fazer parte de um livro digital (PDF) intitulado "ANTOLOGIA POÉTICA GERAÇÃO LUZ", prevista para lançamento em agosto.  

_____Nessa Antologia, constam textos de 22 escritores de língua portuguesa, de países como Angola, Brasil, Portugal e São Tomé e Príncipe.

_____A imagem publicada e o texto a seguir constam no perfil do Facebook do amigo Gustavo Da Cruz, Coordenador do Projeto, além de informações mais detalhadas sobre o livro digital mencionado. 

_____Que a LUZ das poesias ilumine o caminho de todos!

______________________________________________

 

A "ANTOLOGIA POÉTICA GERAÇÃO LUZ" contou com a participação de 22 escritores de diversas localidades da lusofonia: Angola, Brasil, Portugal e São Tomé e Príncipe. Foi admirável a entrega dos participantes da mesma, onde cada um dos escritores/poetas teve a oportunidade de ter dois (2) textos da sua autoria publicados na mesma obra.

Os participantes são: Divua AntônioDiana MoreiraEliane CarvalhoGustavo Da Cruz, Grande Atia, Haniela de Brito, Isabel Candeias (Isaa Aisia), Isaac Monteiro, Isaías Rodrigues, Isis Ramalho, Kélsia Adão, Lenny Cruz, Luís Naval ArmandoLuís Vidal, Luwé André, Marinela CapiloMauro CamposMarco Polo, Nuna Varela, Nunes Frost SmithPaulo Cesar PaschoaliniRosa AmbrizTiago Tembo.

Escritores que têm dado muito pela literatura juvenil em Angola, Brasil, Portugal e São Tomé e príncipe. Sei que já há um número bem grande de leitores aguardando por esta obra, garanto não se vão arrepender, aliás vocês conhecem o potencial dos participantes, portanto, aguardem.

Estará a custar num valor simbólico de

MIL Kwanzas (1000.00).

Formato: Pdf (Digital)

O que é bom merece tempo, e estivemos desde Março, a preparar esta antologia que felizmente, já está feita e que será lançada em breve, por assim dizer em AGOSTO.

No início.

Aguardem por ela, o vosso mil não será gasto desnecessariamente aliás "Quem lê nunca é a mesma pessoa e LER é crescer em silêncio."

__ Coordenador: Gustavo da Cruz

__ Participantes: 22 Poetas/ Escritores.

__ Aguardem vem aí boa coisa.

_______________________________________

segunda-feira, 19 de julho de 2021

MINHA CRÔNICA:

Máscaras .



_____Quem de nós não se lembra do tempo em que éramos criança? Das inocentes brincadeiras nas calçadas, do pular de cordas das meninas, do bate-bola dos meninos e do esconde-esconde que unia ambos os gêneros.

_____Para os meninos, havia ainda a fantasia de imaginar-se sendo super-heróis, utilizando máscaras de mais variados tamanhos, modelos e personagens a escolha. A maioria desses adereços faciais, quase sempre sobre os olhos, fazia com que sentissem com poderes suficientes para alçar voo às suas ilusões.

_____No caso das meninas isso era menos comum, muito embora recorressem a outros expedientes, com a chegada da adolescência. A força que propunham continha mais sutileza, vinda através da maquiagem. Assim, ao invés de ocultarem a “identidade secreta”, como os garotos, elas realçavam traços sobre o rosto a fim de corrigir eventuais imperfeições.

_____Dessa maneira, todos nós crescemos fazendo do rosto o nosso “cartão de visitas”, além de ensaiar expressões, esconder sentimentos e dissimular intenções, sustentando metafóricos disfarces como estratégias para finalidades bem definidas. Palavras cuidadosamente pensadas, sorrisos ensaiados e gestos aceitos como adequados sempre se encarregaram de mascarar a nossa personalidade. Foram úteis e ainda nos servem como persona no teatro da vida.

_____Se nossa fisionomia sempre foi uma grande ferramenta e aliada dos interesses do corpo, o mesmo não pode dizer dos olhos, também conhecidos como “janelas da alma”. Vez por outra os olhares costumam contradizer os lábios, podendo até mesmo um beijo ser elemento crucial para se caracterizar, inclusive, uma traição.

_____Numa época de tanta superficialidade pessoal e de flagrantes interesses comerciais, justamente quando o nosso exterior mais se submete às imposições visuais, subjugando-nos às ditaduras da contemporaneidade, eis que um inimigo invisível surge para desestabilizar o nosso interior.

_____Com a decretação da quarentena, abraços e beijos, tão comuns no mundo atual e vistos como ingredientes do jogo da sedução, podendo culminar na concepção de um novo ser, passaram a ser consideradas atitudes de ameaça à vida humana. Esses gestos de carinho, tão banais até pouco tempo, hoje tornaram-se “proibidos”. Em alguns casos, até mesmo respirar passou a inspirar certos cuidados.

_____Num momento de explosão de percepções visuais, um simples vírus, algo invisível e tão imperceptível, tratou de ditar novas normas de comportamento, condenando o ser humano, até então chamado “ser social”, a viver em isolamento, distanciando-se do “outro”, espelho de suas ações e, ao mesmo tempo, um concorrente da vida moderna.

_____Máscaras deixaram de ser figuras de linguagem para tornarem-se itens obrigatórios e imprescindíveis. As bocas, agora silenciadas pelo afastamento imposto, estão cobertas pela dúvida, e as feições reduziram-se a olhares reticentes e enigmáticos, com nuances de inquietação e beirando o desespero.

_____Numa sociedade em que as pessoas sempre usaram e abusaram de subterfúgios como camuflagem da realidade, tirando proveito daquilo que não se revela, todos desejam avidamente a chegada do dia em que as máscaras caiam, de uma vez por todas!


------------------------------------------------

AUTORPaulo Cesar Paschoalini
------------------------------------------------
 < CURRÍCULO LITERÁRIO E PREMIAÇÕES > 
COMENTÁRIO: O texto foi publicado no blog da "Revista Vicejar" em 16.07.2021, onde o escritor possui vários textos de sua autoria, atuando como Colaborador do blog e do site. Para ler mais acesse:

______________________________________ 

sábado, 20 de março de 2021

MINHA CRÔNICA:

Luzes que vagam na lembrança .


 

_____Desde o início deste ano tenho me lembrado com frequência da casa onde nasci. Uma casinha bem simples, construída no fundo de um terreno, e que tinha apenas três cômodos. Sala, cozinha e um único quarto, com um banheiro do lado de fora, próximo a um pequeno rancho que abrigava o tanque de lavar roupas.

_____Ficava na última rua do bairro, sem asfalto. Para dar mais “segurança”, uma cerca de bambu foi “edificada” na frente da casa, a poucos metros do acanhado terraço da sala. O chão de todos os cômodos era de tijolos e no alto as telhas eram visíveis, pois não havia forro. Isso quer dizer que no verão o interior da casa era “um forno” e no inverno as frestas não davam conta de segurar o vento frio, se muito forte.

_____Moramos nela até quando eu tinha pouco mais de seis anos e depois mudamos para uma nova casa na frente do mesmo terreno, dessa vez com todo o “luxo” de se ter quatro cômodos; ou seja, um dormitório a mais. Desse modo, deixamos de habitar uma casinha de fundo, para viver numa outra em que um vitrô e uma janela tinham a calçada por companhia. A rua continuou sem ser pavimentada ainda por mais algum tempo.

_____Apesar das dificuldades, tenho muita saudade de como a vida era simples. Sem ter aparelho de televisão, ao anoitecer a simplicidade convidava as crianças a olharem para o céu e observar as estrelas. Ou, então, admirar as “estrelas voadoras”, querendo iluminar as verduras da pequena horta, ou esparsas margaridas na cabeceira dos poucos canteiros.

_____Era maravilhoso ter alguns singelos pontos brilhantes, numa época em que não era comum instrumentos portáteis, pois o uso de objetos com pilhas ainda era uma raridade para o poder aquisitivo da maioria. Para clarear aqui ou ali, era preciso servir-se com cuidado de uma lamparina com querosene. Tarefa essa destinada a um adulto, é claro!

_____Desse modo, numa atmosfera de luzes tímidas e escassas, ali diante de nossos olhos, podíamos ver o bailado encantador de alguns vagalumes. Depois de crescido vim saber que também são conhecidos como pirilampos. Mas porque agora fui me lembrar de vagalumes?

_____Curiosamente (mas foi muita coincidência, mesmo!), numa dessas noites da semana passada, vi no chão da minha cozinha um inseto, com todas as características de um vagalume. Cheguei a ficar em dúvida, mas o menino que mora dentro de mim afirma categoricamente tratar-se de um vagalume.

_____Minha filha nunca viu um deles e, por essa razão, pensei em chamar ela e minha esposa, mas desisti. Como em nenhum momento o inseto esboçou qualquer sinal de luz, parecendo não estar portando sua “lanterna natural”, tudo que fiz foi recolhê-lo com cuidado numa pequena recipiente e colocá-lo próximo a algumas plantas, no pequeno jardim do lado de fora.

_____Logo depois de entrar e fechar a porta, o olhar percorreu o ambiente onde moro e um “filme” passou rapidamente pela minha mente. De uma residência de três cômodos, para uma casa com mais conforto. No interior dessas paredes, objetos que simbolizam alguns sacrifícios e alegrias de se chegar até aqui.

_____A diferença também podia ser percebida no lado de fora. Foquei o olhar na direção do lugar escuro em que tinha deixado o vagalume e tentei buscar pelo menos um mínimo de luz, mas não vi nenhum vestígio.

_____Tornei a recordar da casinha onde nasci. Apensar de não morar mais nela, constatei que ela continua a morar dentro de mim. Lembrei também das luzes dos vagalumes e de toda a magia que elas continham.

_____Mas somente agora me dei conta da intensidade delas. E de tão intensas, atualmente chegaram a provocar certo incômodo nos meus olhos, a ponto de verterem algumas gotas de saudade para aplacar o ardor de lampejos intermitentes, de um tempo que repousa num canto qualquer da memória.


------------------------------------------------

AUTORPaulo Cesar Paschoalini
------------------------------------------------
 < CURRÍCULO LITERÁRIO E PREMIAÇÕES > 
COMENTÁRIO: O texto foi publicado no blog da "Revista Vicejar" em 20.03.2021, onde o escritor possui vários textos de sua autoria, atuando como Colaborador do blog e do site. Para ler mais acesse:

______________________________________ 

terça-feira, 1 de setembro de 2020

MINHA CRÔNICA:

Retas matemáticas e contornos poéticos.


Álvaro de Campos, heterônimo de Fernando Pessoa, escreveu certa vez que o binômio de Newton é tão belo como a Vênus de Milo. O que há é pouca gente para dar conta disso”. Por ter colocado esses dois aspectos num mesmo plano estético, podemos dizer que a intenção dele era enfatizar a importância da matemática, atribuindo à Álgebra o mesmo nível de beleza dispensado à arte e igual necessidade humana.

Assim, desde essa citação desse genial poeta português, publicada em 1944, o mundo assistiu não somente ao final da Segunda Guerra, como em poucos anos se mostrou maravilhado com o progresso material, advindo após o conflito, e se aferrou às equações e avanços tecnológicos como sendo as novas e definitivas maravilhas para a humanidade.

Embora a Vênus de Milo ainda continue a ser admirada pelo seu esplendor, podemos observar que o segmento artístico foi relegado a um segundo plano, ficando em evidência nos dias de hoje tão somente a tecnologia criada, decorrente de cálculos matemáticos. Dia após dia, a arte tende a ocupar equivocadamente um degrau menor. Devido à sua subjetividade, quando uma obra não pode gerar lucro imediato, é posta em um patamar de algo supérfluo.

A poesia, em particular, muitas vezes tem merecido um tratamento próximo da banalidade. Podemos notar que o comércio não se interessa muito por poesia, já que seus “ingredientes” não passam por qualquer tipo de processamento artificial. Seus recursos sempre se encontram em estado natural. Portanto, o poeta é, acima de tudo, um extrativista!

Em Literatura, o uso de um software só consegue, quando muito, indicar rimas, mas não a semântica e todos os sentimentos contidos nas palavras. A máquina não consegue fazer poesia. Nenhum aplicativo é capaz de expressar a intensidade dos versos de Camões, ou as dores que Fernando Pessoa “deveras sente”, nem “todo o sentimento do mundo”, de Drummond, ou colorir de amarelo os ipês de Rubem Alves, descobrir as “insignificâncias” no quintal de Manoel de Barros, ou, ainda, compor os poemas que Mia Couto fez “para ti”.

O poeta é um afortunado, porque é atemporal e pode, por exemplo, visitar o futuro. O poeta não prevê; apenas lança seu olhar peculiar, muitas vezes entremeado de crítica. E se quando o futuro vier mostrar-se diferente ao descrito, a sua poesia teve a dádiva de vislumbrar uma variante, uma alternativa romântica àquilo que se instalou.

Na verdade a poesia não está morrendo; apenas está adormecida, ou encoberta. Ela foi substituída, esperamos que momentaneamente, pela necessidade patológica da urgência. A poesia depende, entre outras coisas, de tempo para contemplação do que é belo. O mundo tecnocrático somente se atém pontualmente ao que é rápido e lucrativo.

O aguçar da percepção foi substituída pela necessidade frenética de julgamento. Julgar, principalmente, se isso convém ou não, mas pela ótica das imposições sociais e interesses econômicos.

Desse modo, enquanto o Binômio de Newton trata daquilo que é “reto e quadrado” e estritamente matemático, poderíamos dizer, metaforicamente, que a Vênus de Milo circunda pelas redondezas daquilo que é belo e tenta revelar os contornos do que é puramente estético. Entendo que ambos são essenciais e não se excluem; pelo contrário, se completam.

Lamento que não tenhamos mais tempo para observar e nos emocionar! Foram criados conceitos sobre uma tal “inteligência emocional” e, assim, busca-se racionalizar até mesmo o sentir. Estamos caminhando a passos largos para a inércia de sentimentos.

Somente passando pelos batentes da contemplação daquilo que nos cerca é que será possível abrir a porta do encantamento, para, então, ultrapassar as fronteiras do êxtase contido no universo literário, em especial no cenário poético.

------------------------------------------------
AUTORPaulo Cesar Paschoalini
------------------------------------------------
 < CURRÍCULO LITERÁRIO E PREMIAÇÕES > 
COMENTÁRIO: O texto foi publicado no blog da "Revista Vicejar" em 01.09.2020, onde o escritor possui vários textos de sua autoria, atuando como Colaborador do blog e do site. Para ler mais acesse:
BLOG DA REVISTA VICEJAR: http://revistavicejar.blogspot.com/
LINK DO TEXTO: https://revistavicejar.blogspot.com/2020/09/retas-matematicas-e-contornos-poeticos.html .
______________________________________

terça-feira, 31 de dezembro de 2019

MEU TEXTO:

Mensagem de Fim de Ano: 

Escrever (e publicar) é colocar-se numa situação vulnerável (feito vidraça), sob o risco de ver-se atingido, de alguma maneira.

Mas, quando as pessoas afastam eventuais cortinas e dirigem seu olhar pela janela do encantamento, na direção das palavras que foram ditadas pelo coração, é mesmo gratificante ver que existem almas dotadas de sensibilidade para acolhê-las.

Por essa razão, quero deixar aqui a minha GRATIDÃO a todos vocês que dedicam o seu tempo para ler aquilo que me proponho a escrever.

Acredito que a função da Literatura, em especial a da poesia, é trazer à tona o aspecto sensível que foi esquecido, ou que está encoberto pelas “obrigações” da vida.

Fica aqui o meu sincero agradecimento aos que me acompanharam durante o ano de 2019. Convido-os a continuarem a caminhar comigo em 2020!

A vidraça permanece intacta e, agora, ornamentada pelas cores de flores, que gentilmente foram lançadas!

Bom dia em abraço a todos!

-----------------------------------------------
AUTORPaulo Cesar Paschoalini
-----------------------------------------------
ACESSE TAMBÉM ATRAVÉS DOS LINKS: 
- INSTAGRAM: @pirafraseando ;
- TWITTER: @PaschoaliniPc ;
- RECANTODAS LETRAS: recantodasletras/Pirafraseando . 
____________________________________

sexta-feira, 27 de dezembro de 2019

MINHA POESIA:

Poeternizar: 

A poesia insiste diante de nós.
De tão apressados, não a vemos;
de tão racionais, não a sentimos;
de tão pesados, não a carregamos.
Mas o poeta consegue percebê-la.

Ele é o porta-voz dos sentimentos.
É quem caminha na direção inexata,
marcando encontro com a inspiração,
sem lugar determinado ou definido.
Versar-se ofegante do verbo sentir.

Oxigênio, hidrogênio, nitrogênio;
o poeta também inspira tudo isso,
mas expira o ‘oxi’, o ‘hidro’ e o ‘nitro’...
e suspira o ‘gênio’ ao escrever poesia.
Que seria do papel, não fosse o poeta?

Ninguém torna-se poeta; revela-se.
Não se apresenta e nem se aposenta.
Assim, nasce poeta, vive poeta,
até chegar o derradeiro dia,
em que rende-se de vez à poesia!

-----------------------------------------------
AUTORPaulo Cesar Paschoalini
-----------------------------------------------
ACESSE TAMBÉM ATRAVÉS DOS LINKS: 
- INSTAGRAM: @pirafraseando ;
- TWITTER: @PaschoaliniPc ;
- RECANTODAS LETRAS: recantodasletras/Pirafraseando . 
____________________________________

quinta-feira, 19 de dezembro de 2019

MINHA POESIA:

Fome: 

Cortou aquele pedaço de pão
para poder matar a fome,
que já lhe cortava a carne.
Não desperdiçou nada daquele alimento,
recolhendo cada uma das migalhas,
já que, na maioria das vezes,
até mesmo elas lhe têm faltado.
O pão nosso de cada dia
só lhe vem à boca, ultimamente,
quando reza aquela oração.

Mas, para que querer pão,
se quase não tem dentes?!
Para que os dentes
se não tem mais sorriso?!
Para que o sorriso
se não tem esperança?!
Para que a esperança,
se quase não tem vida?!


Para que a vida,
se viver é ‘morrer de fome’
aos poucos, todos os dias,
até, literalmente, morrer de fome
num dia qualquer,
num canto qualquer?!

-----------------------------------------------
AUTORPaulo Cesar Paschoalini
-----------------------------------------------
OBSERVAÇÃO: Recebeu 'Menção Honrosa' no “XIII Concurso Nacional de Poesias Marcos Andreani”, da Academia de Letras e Artes de Paranapuã-ALAP, de Tijuca-RJ.
O texto foi publicado em livro no ano de 2003. 
ACESSE TAMBÉM ATRAVÉS DOS LINKS: 
- INSTAGRAM: @pirafraseando ;
- TWITTER: @PaschoaliniPc ;
- RECANTODAS LETRAS: recantodasletras/Pirafraseando . 
____________________________________

sexta-feira, 22 de novembro de 2019

MINHA POESIA:

Ventania: 

Sinto que estou em um lugar,
que não me oferece mais abrigo.
O que era uma simples brisa,
transformou-se numa ventania
capaz até mesmo de destruir.
Encontro, finalmente, um abrigo,
que me protege do frio do vento.
Já não sinto mais as rajadas.

Apenas sei mesmo que venta,
porque ouço um sopro penetrar
pelas frestas de um lugar qualquer.
Essa ventania agitada produz assobio,
que penetra por todas as cicatrizes,
chegando a provocar intensos arrepios.

Calafrios aumentam a pulsação
e deixam a respiração ofegante,
com inspirações e expirações contínuas,
feito um vento que insiste em soprar,
mas não desarruma os cabelos
e, sim, o que está sob a cabeleira.

Agora já não sei mais ao certo
qual temporal provoca mais estragos;
Se aquele que é provocado
pela agitação da atmosfera,
ou se o agito contido nas entranhas
da região temporal do crânio,
escondido entre as têmporas.
Só me resta esperar a calmaria... 

----------------------------------------
TEXTO: Paulo Cesar Paschoalini 
----------------------------------------  
 < CURRÍCULO LITERÁRIO E PREMIAÇÕES > 
ACESSE TAMBÉM ATRAVÉS DOS LINKS: 
- INSTAGRAM: @pirafraseando ;
- TWITTER: @PaschoaliniPc ;
- RECANTODAS LETRAS: recantodasletras/Pirafraseando . 
____________________________________