Paulo Cesar Paschoalini

Paulo Cesar Paschoalini
Pirafraseando

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sábado, 4 de junho de 2016

MEU TEXTO:

Deus, um delírio

1 – INTRODUÇÃO:
“Deus, um delírio”. Podemos constatar que, do ponto de vista comercial, sem dúvida um título como esse já é capaz de suscitar interesse de inúmeros leitores. Mas, no decorrer do livro, a impressão que fica não é somente na questão comercial, mas objetivamente o autor Richard Dawkins, biólogo e escritor britânico, nos mostra uma intenção mais ousada: “Se este livro funcionar do modo como espero, os leitores religiosos que o abrirem serão ateus quando o terminarem”.
Desse modo, ele apresenta seu ponto de vista sobre a crença em um deus, seja ele de qualquer manifestação religiosa, que se inicia na doutrinação das crianças, é alimentada pelo fanatismo e culmina por alimentar guerras mundo afora. 
Com base na teoria das probabilidades, sua intenção é desmontar um a um os argumentos daqueles que acreditam na existência de um ser superior. Ataca todas as formas de sobrenatural e agarra-se à ciência para afirmar categoricamente: “Sei que Deus não existe, com a mesma convicção que Jung ‘sabe’ que ele existe”.
O que se segue neste trabalho é uma análise da visão contida no livro desse autor, seu “orgulho ateu” e de ter um enfoque racional alicerçado na ciência, sem, contudo, que isso mereça ser visto como aspecto negativo nessa sua compreensão sobre o assunto.
De fato, é um ponto de vista que merece ser lido e, apesar de polêmico, certamente irá levantar questionamentos a respeito da visão do autor e, principalmente, sobre nossa visão particular a respeito daquilo que cremos. Afinal, acreditar numa divindade seria propriamente uma atitude irracional, ou mesmo uma imposição social, como afirma o autor?

2.1 – DEUS E A CIÊNCIA:
Richard Dawkins não relaciona Deus ao início da criação, simplesmente porque não acredita que tenha havido um criador. A origem da vida se deve a um evento químico, ou uma série deles, que proporcionaram reunir condições de vida e a continuidade decorrente da seleção natural. Essa seleção “elevou a vida da simplicidade primitiva a altitudes estonteantes de complexidade, beleza e aparente desígnio que hoje nos deslumbram”, menciona ele.
Desse modo, tudo o que há no universo é plausível de explicações científicas e toda crença que possa envolver a ideia de um ato de criação superior, existência de um deus, é inconcebível. Segundo ele, “o cérebro humano é muito bom em construir modelos”, atribuindo às crenças religiosas o status de meras lendas. Sendo assim, as pessoas não seriam loucas, mas suas crenças sim.
Seu suporte científico fica basicamente alicerçado na seleção natural, que para ele seria a única alternativa viável, diferente da lógica criacionista, que considera ser sempre a mesma. Aliás, acredita ser não apenas viável, mas a única verdadeira. Ela funciona como uma mão única e cumulativa para o aperfeiçoamento.
Como cientista, é hostil com relação à religião fundamentalista porque ela desdenha da ciência. Diz ele que os cientistas da área da biologia são ainda mais ateus. As pessoas mais instruídas têm menor inclinação às questões religiosas, ou qualquer tipo de crença. Aqueles que possuem tendências teológicas, não conseguem fazer a distinção entre o que é verdadeiro daquilo que gostariam que fosse a verdade.
De acordo com Dawkins, os criacionistas adoram e se escoram nas lacunas deixadas por registros fósseis, mas alerta que a ciência sempre nos mostra alguma coisa. Na contramão dessa ideia, o fato de acreditarmos em “algo maior” não nos leva a lugar algum e estamos simplesmente chamando de Deus nossa própria ignorância.
Muito embora sejamos frutos de mutações consequentes de evento químico, a evolução da ciência pode ser notada, por exemplo, com o surgimento da teoria quântica, que, para ele, quem não se espantar com ela é porque não a entendeu. A ciência é uma forma de racionalismo, ao passo que a religião não passa de uma superstição.

2.2 – AS RELIGIÕES E AS GUERRAS:
Desde cedo as crianças, tanto no cristianismo como no islamismo, são ensinadas que a fé inquestionável é uma virtude. Todos nós somos “criaturas de Deus”, mas cada qual segundo o modo difundido nas respectivas religiões.
Apesar de os segmentos religiosos se colocarem numa atmosfera de harmonia e na busca da paz, o que elas fazem na verdade é acirrar os ânimos e contribuir de maneira a acentuar as diferenças religiosas. Embora os ensinamentos do que poderíamos chamar de “religião moderna” não são necessariamente extremistas, os fiéis são compelidos ao extremismo.
Para ilustrar a consequência das divergências religiosas, menciona uma frase do dramaturgo irlandês Sean O’Casey: “A política já matou uns bons milhares, mas a religião já matou umas boas dezenas de milhares”. Também acrescenta uma citação do físico norte-americano Steven Weinberg: “A religião é um insulto à dignidade humana. Com ou sem ela, teríamos gente boa fazendo coisas boas e gente ruim fazendo coisas ruins”.
Esses dois exemplos mostram a maneira negativa com que Dawkins enxerga a influência das religiões. Para ele os homens são capazes de cometer o mal de maneira plena quando movidos pelo entusiasmo de suas convicções religiosas.
Em favor dos ateus, como ele, afirma que pessoas que não crêem em Deus podem cometer maldades, mas não as fazem em nome o ateísmo. Por outro lado, ao observarmos a história, podemos ver com freqüência conflitos que foram movidos pelas religiões. Diz, ainda, que as pessoas são capazes de atos de insanidades em nome da fé.
Numa obra repleta de frases que criticam as questões religiosas, a maioria de autores relativamente recentes, ele também se vale de uma citação de Sêneca para reforçar sua tese: “A religião é considerada verdade pelas pessoas comuns, mentira pelos sábios e útil pelos governantes”.

3 – CONSIDERAÇÕES FINAIS:
Em “Deus, um delírio”, Richard Dawkins deixa patente que sua aversão pelas religiões é algo que está acima do fato de ser ateu. Sua paixão pela ciência fica evidente na citação de uma frase de Carl Sagan: “Quando estamos apaixonados, queremos contar ao mundo todo. Este livro é uma declaração pessoal, que reflete meu caso de amor de vida inteira com a ciência”.
Apesar de muito bem escrito, amparado em frases de efeitos e muitos conceitos, entendo que um dos pontos capazes de gerar polêmica é a linguagem agressiva dos textos, quando se utiliza do termo “ignorância” de maneira pejorativa, com o propósito de diminuir quem “se atreve” a pensar de maneira diferente da dele.
Apresenta suas teorias com convicção e intenção explícita de “converter” os crentes religiosos em ateus. Menciona, por exemplo, que a religião convenceu as pessoas que existe um homem invisível, que vigia tudo e que vai punir com fogo por toda a eternidade quem não cumprir as dez coisas de uma lista especial... E ironiza: “Mas Ele ama você”.
Podemos observar que o autor se utiliza de trechos como esse para dar suporte aos seus conceitos, o que é perfeitamente válido. Porém “peca” ao conferir a eles o valor de “uma prova”, quando na verdade se trata de um ponto e vista. Afinal, a crítica a essa visão transmitida pela religião cristã não prova que Deus não existe, apesar nos levar a admitir ser um contra-senso a existência de um “ser superior” com características que transitam de um sublime amor a eternas punições.
O livro mostra-se importante quando dá uma “chacoalhada” na imposição das crenças religiosas, que somos obrigados “a engolir” desde criança. Nossa atitude passiva de aceitação por inércia fica realmente abalada quando confrontada pela forma contundente com que o autor apresenta suas teses.
Todavia, ao contrário das pretensões do autor, fica a dúvida se sua obra seja realmente capaz de transformar seus leitores em “ateus de carteirinha”.

4 – REFERÊNCIA:
DAWKINS, Richard, Deus, um delírio. São Paulo: Companhia as Letras, 2007.

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AUTOR: Paulo Cesar Paschoalini
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COMENTÁRIO: Trabalho do componente curricular de AACC - Atividade Acadêmica Cultural e Científica, apresentado durante a graduação em Licenciatura em Filosofia, pela Faculdade "Claretiano - Rede de Educação", Polo de Rio Claro-SP.
Tenho uma dificuldade particular em aceitar imposições, sejam elas de qualquer natureza. Aliás, para mim, qualquer tipo de imposição não pode ser considerada natural, mas sinal de limitação  e frustração pessoal. Num mundo reinado pela dúvida, os que se consideram “donos da verdade” carregam um visível fardo de insatisfação para consigo mesmos. Tenho minhas convicções pessoais, certas para alguns, equivocadas para outros, contudo sempre escancaradas para novas reflexões e trancadas para toda e qualquer forma de imposição. Dawkins não conseguiu me convencer do seu intento. Como questionamento, acredito que o livro tem seu valor, mas o ponto negativo foi a prepotência do autor. Tanto ateus, como aqueles que creem, não me incomodam quando às suas crenças, ou não. Desde, porém, que considerem o que pensam como “opinião pessoal” e não como “verdade universal” e que, principalmente, respeitem pontos de vista antagônicos.
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sexta-feira, 27 de maio de 2016

MINHA CITAÇÃO:

Expressões

“Quando alguém quiser impor a você uma maneira de pensar, se expressar, ou agir, cuide de examinar com atenção o que foi que pensamentos, palavras e ações fizeram da vida dessa pessoa.”

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AUTOR: Paulo Cesar Paschoalini
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COMENTÁRIO: É curiosa a necessidade patológica que muitas pessoas têm de insistir em enfiar “goela abaixo”, de qualquer maneira, aquilo que é apenas a “sua verdade”. A História é grata aos seus grandes personagens e mostra que a riqueza de suas ideias estava alicerçada na disposição em PROPOR algo à sociedade. Por outro lado, existiram também aqueles que todo o tempo se ocuparam em IMPOR, o que quer que seja. Incapazes de emergir do mar de prepotência em que se dispuseram a mergulhar, tomando emprestado palavras de Fernando Pessoa, esses “pobres” impositores acabaram ficando à margem si mesmos.
Acesse o site "Pensador.uol.com.br" e encontre outras frases do autor no link: http://pensador.uol.com.br/autor/paulo_cesar_paschoalini.
Depois, aproveite para curtir e/ou compartilhar algumas delas nas Redes Sociais. Também fica o convite para acessar a página do Facebook: https://www.facebook.com/Paulo.cesar.paschoalini.Pirafraseando.
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sábado, 14 de maio de 2016

UMA CITAÇÃO...

Progresso

"O progresso é tudo aquilo que diminui o poder de um homem sobre outro homem."

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AUTOR: Gillo Pontecorvo
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COMENTÁRIO - Paulo Cesar Paschoalini:
Gillo Pontecorvo nasceu em 19 de novembro de 1919, na cidade de Pisa, e faleceu em 12 de outubro de 2006, em Roma. Foi um cineasta italiano que se tornou conhecido por suas produções que retratam a complexa relação entre colonizadores e colonizados, com destaque para as ações desumanas dos dominadores. Entre seus filmes mais conhecidos estão “Queimada”, de 1969, em que narra a história do agente inglês Walker, interpretado por Marlon Brando, enviado ao chamando “Novo Mundo” para pregar a revolução nas colônias sob o domínio de Portugal e Espanha, para oferecer aos nativos apoio financeiro da Inglaterra. Outra produção de destaque é “A Batalha de Argel” (La Battaglia di Algeri), de 1965, em que conta a revolta da Argélia contra o domínio francês, ocorrido durante o século XX. Nesse filme é mostrada a prática da tortura que os colonizadores aplicavam aos revoltosos capturados (Fonte: Wikipédia).
Por ocasião de sua morte, o jornal “O Estado de São Paulo” publicou em 2006 uma reportagem de Luiz Zanin, que finaliza com a seguinte frase de Pontecorvo: “A dominação colonial mudou muito em sua forma exterior, mas não em sua essência. Sua forma moderna é a democracia imperial americana” (Link: http://cultura.estadao.com.br/blogs/luiz-zanin/gillo-pontecorvo-1919-2006/).
Se tomarmos como referência as visões tecnológicas e científicas, evidentemente que o entendimento será diferente do abordado. No entanto, acredito que a frase mencionada reflete um olhar mais humano, justamente um contraponto daquilo que a sociedade moderna convencionou chamar de "progresso".
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sábado, 7 de maio de 2016

CINEMA:

Gandhi

1 - INTRODUÇÃO:
Essa produção britânico-indiana de 1982, dirigida por Richard Attenboroug, foi indicada ao Oscar em 11 categorias, ganhando 8 estatuetas, entre elas de melhor filme e direção, além de melhor ator para Bem Kingsley, no papel-título.
Conta a vida do líder indiano Mohandas Karamchand Gandhi e sua luta para independência de seu país sob domínio do império britânico. Destaque para a sua política de não violência, que aos poucos vai minando o poderio inglês. Mais tarde ficou popularmente conhecido como Mahatma Gandhi (Mahatma, a grande alma, em sânscrito).
Narra também sua tentativa de conciliação entre os diferentes segmentos religiosos, buscando a unificação da Índia numa única nação, já que para ele deveria ser algo que independesse da opção religiosa.
Numa época de conflitos sociais em várias partes do mundo, o filme é um convite a uma reflexão a respeito de atitudes de violência do ser humano, onde ficam explícitos os atos extremos, que visam a dominação do homem pelo próprio homem, que nos remete ao filósofo inglês Thomas Hobbes e sua célebre frase “o homem é o lobo do homem”.

2.1 - O DOMÍNIO INGLÊS:
O filme é sobre a história do líder indiano Mahatma Gandhi e sua luta pela independência de seu país sob domínio britânico. Após sua chegada à Índia, Gandhi mantém contato com figuras expressivas do Congresso Nacional Indiano e é convidado a viajar de trem pelo país para conhecer a realidade vivida pelo povo, com desigualdades sociais gritantes.
Ao ver-se diante de situações em que o império britânico se impunha pela força para manter seu domínio, Gandhi surge como conciliador visando a unificação de hindus e muçulmanos no processo de libertação. Para isso, conclama o povo a assumir sua própria identidade, como uso de roupas simples, de confecção artesanal, boicotando, assim, o comércio de tecido inglês, além de organizar a marcha do sal como forma de resistência ao poder militar de seu opressor.
Como é possível observar ao longo da história, toda vez que um país vence seu oponente através de um conflito armado, acaba por impor ao povo vencido sua cultura, crença religiosa e costumes, a fim de deixar claro seu domínio pelo uso da força.
Porém, em situações dessa natureza é comum ao povo oprimido lutar pela sua liberdade, já que ela é inerente à condição humana. Thomas Hobbes, no seu livro Leviatã ou Matéria, forma e poder de um Estado eclesiástico e civil: “porque quanto à força corporal o mais fraco tem força suficiente para matar o mais forte, quer por secreta maquinação, quer aliando-se com outros que se encontrem ameaçados pelo mesmo perigo”.
Embora algumas ações militares britânicas tenham sido respondidas com violência, principalmente por parte do segmento muçulmano, as tropas militar bem treinadas e seu aparato armamentista foram sendo paulatinamente desmoralizados por atitudes pacifistas, planejadas e implementadas por Gandhi, baseadas na sua estratégia de não violência.

2.2 - A POLÍTICA DA NÃO VIOLÊNCIA:
A trajetória de Gandhi é mostrada, desde sua juventude na África do Sul, quando teve contato com o “apartheid”, regime britânico de segregação racial. Naquela oportunidade era um recém formado advogado, que acaba sendo expulso de um trem em que viajava, por recusar-se a deixar a primeira classe, destinada a pessoas de pele clara, diferente da sua. Desde essa época, suas atitudes sempre foram pacíficas, que não deve ser confundida com passividade.
Ao retornar à Índia e encontrar um país subjugado pelo império britânico, decide adotar a política de não agressão, acompanhada de desobediência civil, como enfrentamento às ações militares de seu dominador. Essa sua estratégia pacifista ganha o apoio não só das massas, mas também da burguesia, alcançando, inclusive, reconhecimento internacional. Para se ter uma idéia dessa abrangência, ao ser convidado a uma visita à Inglaterra, conquista também a simpatia dos trabalhadores da indústria têxtil britânica.
Ao mencionar a frase “olho por olho e o mundo acabará cego”, que sintetiza sua visão peculiar de enfrentamento, Gandhi conseguiu enxergar muito além do que aqueles que, impedidos pela cegueira do ódio, insistem em ações de retaliações cada vez mais violentas.
Ironicamente, justamente ele que lutou pela paz, acabou por ser covardemente assassinado a tiros por um fanático indiano.

3 - CONSIDERAÇÕES FINAIS:
Apesar da independência da Índia, Gandhi, ele não consegui atingir seu princípio humanista de unificação de seu país. Posteriormente o país foi dividido, com a fundação do Estado do Paquistão, que ele não chegou a ver.
Porém sua maior vitória foi seu legado calcado no princípio da não violência. Através de atitudes baseadas em estratégias pacíficas, conseguiu obter resultados de muito mais eficiência do que as ações de represálias contra seu oponente britânico.
Na busca da paz em todos os segmentos sociais e no eterno desejo pela paz interior, o ser humano encontra em Gandhi um líder singular, que conseguiu atingir com eficiência seu objetivo de libertar seu país, sem o uso da força, como normalmente acontece.
Outra frase desse pacifista indiano, que vem ao encontro de suas atitudes ao longo de sua vida: “não existe um caminho para a paz; a paz é o caminho”. Sendo assim, embora possa parecer utópica, fica a expectativa de que a paz seja o caminho a ser trilhado pelo ser humano contemporâneo.

4 - REFERÊNCIAS:
- Caderno de Referência de Conteúdo-Filosofia Política, Unidade 4 / Prof. Dr. Daniel Arruda Nascimento, Claretiano-Rede de Educação/Batatais 2013.
- Pensador UOL, Link: <http://pensador.uol.com.br/gandhi/>, acesso em 15 set 2013.
- Wikipédia – A Enciclopédia Livre, Link: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Mahatma_Gandhi>, acesso em 16 set 2013.

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TEXTO: Paulo Cesar Paschoalini
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COMENTÁRIO:
Trabalho do componente curricular de AACC - Atividade Acadêmica Cultural e Científica, apresentado durante a graduação em Licenciatura em Filosofia, pela Faculdade "Claretiano - Rede de Educação", Polo de Rio Claro-SP.
A publicação no blog é uma sugestão para quem ainda não viu o filme e também um convite para aqueles que já o assistiram, para tornarem a vê-lo, agora sob uma análise filosófica. Vivemos num mundo em que o exercício da força do poder econômico sobre os mais fracos é cada dia mais visível e, para tal constatação, basta lançarmos um olhar reflexivo em torno de nós, que veremos isso das maneiras mais veladas e dissimuladas.
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sábado, 30 de abril de 2016

UMA CITAÇÃO...

Um planeta melhor

“Todo mundo fala sobre como deixar um planeta melhor para os nossos filhos. Na verdade, deveríamos tentar deixar filhos melhores para o nosso planeta.”

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AUTOR: Clint Eastwood
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COMENTÁRIO - Paulo Cesar Paschoalini:
Clinton Eastwood Jr. nasceu em 31 de maio de 1930, na cidade de São Francisco, Califórnia, EUA. É um artista estadunidense ligado a área de cinema, conhecido por sua interpretação de personagens "durões", ou anti-heróis, em filmes do gênero western, conhecido no Brasil como "bang-bang". Atuou também como diretor em algumas produções, tendo recebido duas estatuetas como "Melhor Diretor" e outras duas na categoria de "Melhor Filme". É considerado um dos atores favoritos do público que aprecia a chamada "sétima arte" (Fonte: Wikipédia).
A frase mencionada acima consta em alguns sites como sendo de autoria do ator em questão. Mas em outros, porém, é de "Autor desconhecido", podendo ter sido apenas dita por ele, sem que seja necessariamente o autor. De qualquer maneira, por ser uma figura muito conhecida, foi importante tê-la mencionado, para se ter maior repercussão. Ela nos leva a refletir a respeito do futuro que estamos construindo para as próximas gerações.
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sexta-feira, 22 de abril de 2016

MINHA CITAÇÃO:

Dia do planeta Terra
"A alta temperatura, decorrente do chamado 'efeito estufa', nada mais é do que a constatação do estado febril em que o planeta doente se encontra."

Hoje, 22/04, é comemorado o “Dia do planeta Terra”, mais conhecido como “nossa casa”. Muitos pensam equivocadamente que cuidar do planeta é tarefa afeta somente às autoridades, eximindo-se, assim, de qualquer tipo de responsabilidade.

Apesar de ser também uma empreitada de grandes proporções, penso que a atitude reside na grandeza de pequenas, mas importantes ações individuais, como, por exemplo, começar com a seletividade do lixo dentro da própria casa (residência), colocando materiais orgânicos e recicláveis em volumes separados. Simples, não? Deveria ser.

Lembre-se: quem tem mais interesse em cuidar da casa é quem mora nela, não é verdade? Pois, bem, a “sua casa” está esperando pelos seus cuidados. Aproveite para começar hoje mesmo!

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TEXTO: Paulo Cesar Paschoalini
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COMENTÁRIO:
Acesse o site "Pensador.uol.com.br" e encontre outras frases do autor no link: http://pensador.uol.com.br/autor/paulo_cesar_paschoalini.
Depois, aproveite para curtir e/ou compartilhar algumas delas nas Redes Sociais. Também fica o convite para acessar a página do Facebook: https://www.facebook.com/Paulo.cesar.paschoalini.Pirafraseando.
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domingo, 10 de abril de 2016

MEU TEXTO:

Construção consciente

1 - INTRODUÇÃO:
No ano seguinte após o fim da II Guerra Mundial, o filósofo francês Jean Paul Sartre publica seu livro “O Existencialismo é um humanismo”. Embora o cenário fosse de pessimismo por ter conhecido os horrores do conflito, Sartre dizia que o Existencialismo não era uma filosofia passiva, mas algo capaz de tornar possível a vida humana.
O Existencialismo proposto por Sartre prega que nós não nascemos prontos e, por essa razão, temos a possibilidade de nos construir durante a vida. Sendo assim, é preciso estar consciente de que nossa ação individual acabará por refletir para toda a humanidade.
Mas o que seria, então, essa nova visão existencialista? O que ela trazia de novo para o ser humano, que faz com que seja objeto de estudos filosóficos para nossa vida?
Para responder esses questionamentos, apresentamos no trabalho que se segue uma reflexão sobre o artigo “A construção consciente do homem”, que trata do tema mencionado, de autoria do Prof. Isaias Kniss Sczuk, publicado na revista “Filosofia - Ciência e vida”, de setembro de 2012.

2.1 – ANGÚSTIA E LIBERDADE:
Há duas correntes diferentes no Existencialismo: os cristãos e os ateus, que nessa segunda situação Sartre está incluído. Apesar dessa divergência, ambas admitem que a existência precede a essência, ou que o ponto de partida deva ser a subjetividade. Pois, para o Existencialismo, como o próprio nome sugere, o homem simplesmente existe e sua essência será aquilo que ele projetar, levando em consideração onde estiver inserido.
Dessa forma, Sartre diz que o homem tem de construir a si mesmo, pois, caso contrário, ele não será nada enquanto não fizer algo coisa. Conforme mencionado no artigo, “o homem é, antes de qualquer coisa, um projeto que vive subjetivamente”, não existindo, portanto, nada que anteceda esse projeto.
A construção do ser humano é resultado de processos históricos e esse “ser no mundo” não é somente responsável pela sua individualidade, mas por toda a humanidade, pois influenciamos e somos influenciados por tudo. E isso que gera no homem a angústia, a responsabilidade em decidir seu futuro, já que não encontra nenhum fator externo para se agarrar, para fazer isso por ele, visto que para o filósofo, Deus não existe.
Para Sartre, não existe determinismo, pois o homem é livre e “está condenado a ser livre”, o único responsável por suas escolhas, sendo ele, assim, agente e fruto da própria liberdade. Ser livre não pertence à essência, mas a liberdade dá suporte à sua essência. O homem não escolhe a liberdade, mas é lançado nela, já que ela precede o ser.
O homem não nasceu pronto e sua liberdade de escolha possibilita que se torne aquilo que ele ainda não é. Então, seria ele o que se poderia chamar de “não ser”, algo indefinido e indeterminado, que só será construído por suas ações.

2.2 – O SER EM-SI, PARA-SI  E PARA-O-OUTRO:
Quando o homem passa a ter consciência de si mesmo e do outro, passa a perceber-se como existência consciente. Uma consciência existindo no mundo, dirigida e transcendente na direção do mundo.
A relação do homem no mundo se faz com outro ser, distinto de si; o ser das coisas. Esse ser é pleno e idêntico a ele mesmo, que Sartre denomina “em-si”. Esse ser “em-si” não possui história, devir ou potencialidade. O homem é tão somente o movimento em direção às coisas. De acordo com o filósofo francês “o ser ‘em-si’ apenas é em sua plenitude”.
Além do ser “em-si”, Sartre fala sobre a existência do ser “para-si”, um ser essencialmente humano, que, diferentemente do “em-si”, não é pleno e busca constantemente completar-se. Por ser incompleto, inacabado, é que esse “para-si” vai se construindo através do fato de ser livre, sendo impossível a ele não fazer escolhas, uma vez que a opção por não escolher já significa uma escolha que ele faz.
Assim, podemos constatar uma situação paradoxal, já que, sendo o homem dotado de liberdade para fazer escolhas, é impossível escolher não ser livre. O fato de ele existir é uma contingência, ou manifestações da “factilidade da liberdade”, ou seja, um lugar, um corpo, um passado, condição social e contexto histórico.
Sartre concebe também o que ele chama de ser “para-o-outro”. Nesse caso, ele diz que “é necessário reconhecer primeiro o outro como outro para depois o sujeito se reconhecer”. O homem percebe-se e se constrói através da relação com o ser “para-o-outro”, de estrutura conflituosa. Para o filósofo, “quando duas pessoas se medem pelo olhar, é inevitável que uma tente paralisar a outra, isto é, apossar-se da liberdade da outra”. Ele menciona, ainda, que o outro representa o limite do seu ser.
Podemos constatar que o homem se vê condenado a ser livre e também a ser responsável por si mesmo. No entanto, muito embora Sartre exponha a existência de limites para as coisas e para os outros, não coloca-os como sendo obstáculos à sua liberdade.

3 – CONSIDERAÇÕES FINAIS:
A contribuição de Sartre é sem dúvida alguma muito importante para o pensamento humano. Instiga o homem a refletir sobre a sua plena liberdade e faz com que tenha a consciência de que deva assumir a responsabilidade pelo seu futuro.
Embora o Existencialismo tenha surgido num momento após a II Guerra Mundial, os conflitos agora não são propriamente envolvendo confrontos entre grandes potências, mas eles não deixam de existir de maneira localizada. Quer sejam entre países diferentes, disputas internas, ou mesmo relações sociais, estamos assistindo a momentos de elevadas tensões, pelos mais variados motivos.
A relação com o outro é marcada por conflitos que soam como absurdos ao próprio homem, mas ele mesmo não se dá conta de que tudo é fruto da sua liberdade de escolha. Apesar de ser responsável pela construção de si, suas atitudes estão muito mais pautadas em atos que tem contribuído para a destruição da relação com esse outro.
Talvez seja esse o ponto crucial que Sartre nos convida a refletir. Realmente é de fato angustiante ter a consciência de que ser único responsável pelo seu futuro e ter a percepção de que aquilo que escolhe tem influência em toda a humanidade.

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TEXTO: Paulo Cesar Paschoalini
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COMENTÁRIO: Trabalho do componente curricular de AACC - Atividade Acadêmica Cultural e Científica, apresentado durante a graduação em Licenciatura em Filosofia, pela Faculdade "Claretiano - Rede de Educação", Polo de Rio Claro-SP.
A publicação no blog é um convite para uma reflexão sobre o tema do artigo, além de estimular a leitura desse e outos assuntos que abordam aspectos da natureza humana. A imagem mostra o filósofo francês Jean-Paul Sarte. É claro que existem fotos que retratam melhor a pessoa de Sartre, do que a escolhida. Porém, achei essa muito mais expressiva, que mostra o filósofo francês sozinho na imagem (apesar da outra sombra), que nos remete a uma atmosfera de angústia, justamente numa paisagem cinza, com o ser humano rumo a um horizonte indefinido.

REFERÊNCIA: SCZUK, Isaias Kniss, A construção consciente do homem. Filosofia Ciência & Vida, São Paulo, ano VII, n. 75, p. 60-71, out. 2012.
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