Paulo Cesar Paschoalini

Paulo Cesar Paschoalini
Pirafraseando

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terça-feira, 23 de abril de 2013

UM TEXTO...


Afaste de mim este ‘Cale-se’

‘Constrangedor…’ Esta foi a resposta de um dos meus contatos, com apelo para que eu não mais envie ‘mails’ de caráter político, pois este assunto, para ele, é constrangedor… Outro contato anunciou-me que ‘os cães ladram e a caravana passa’, querendo jogar por terra nosso levante de voz.

Desculpe aí minha gente se sou alguém que não se conforma com o cenário que deparo diariamente e penso que todos devam ter acesso a pão, educação, saúde e prazer e que isso não se restrinja à minoria.

Fico a pensar na insensibilidade de alguns face às injustiças, embora demonstrem compaixão ao fitar cenas como aquela famosa do urubu próximo a um bebê raquítico, fotografada em país distante. As lágrimas de crocodilo devem escorrer sim pela face, porém estas mesmas pessoas, ao saírem de suas confortáveis poltronas e uma simples ida ao shopping, deixam para trás algo que a incomodou há pouco. 

A zona de conforto do indivíduo é um valado, pois enquanto qualquer perda ou prejuízo não chega diretamente até ele, está tudo bem e, qualquer reflexão sobre a realidade chega a ser constrangedora.

Ah, pessoas! Portam-se no formato ordenado pelo sistema governista e pela classe dominante que, através da mídia e imprensa esculpem na classe média o molde perfeito para propagar o que é de interesse da camada que está no topo. Achávamos que só a grande massa era manobrada…

A consolidação da classe média deu-se nos anos dourados com o governo JK, durante a revolução cubana que, para evitar o mesmo por aqui, passou a gerenciar as classes sociais e, neutralizando seus anseios, passou a promover o ego de uma camada da população que estava ávida por diferenciar-se dos pobres, fomentando assim, aquisição de bens de consumo, mas suscitando o distanciamento em suas relações humanas.

Pensamentos que insurgem: “Nós, Classe Média, e eles, o povo, os que não sabem votar, os insatisfeitos, os ignorantes…”; “Nós, bossa nova, eles, do samba…”; “Nós, temos automóvel e eles andam a pé ou de ônibus…”. Bem ao estilo terceiro mundo.

Até hoje lembramos quão eram de boa qualidade as escolas públicas dessa época e por uma razão simples eram boas: os filhos dos ricos lá estudavam, onde ali era socializada a educação entre a classe abastada, a classe média e os pobres. E, por conta disso, muitos tiveram boa formação, e mesmo assim hoje empinam o nariz e dizem: “minha família não era rica (como pobres eles não gostam de ser classificados), mas eu me fiz por mim mesmo…” e nisto veem justificativa para menosprezar os que hoje ficam estagnados, sem perspectivas.

Conseguiram bom nível cultural, colecionando diplomas, graduações e domínio de outras línguas. Pois bem, gostam de ganhar notoriedade, mas para quê tanto conhecimento acadêmico se este jaz dentro de si? Utilizados o são para desdenhar, segregar e tentar desmobilizar os que trabalham desinteresseiramente por uma causa, pensando no bem do próximo e, por conseguinte, do coletivo.  

Oxalá que, em vez do constrangimento, a sensibilidade fosse maior para motivar bons propósitos, solidariedade, voluntarismo, extirpando atitudes que visam apenas às próprias conveniências.

Portanto, continuarei a criticar sim as ações de interesses megalomaníacos de um neoliberalismo que vê prioridade no vislumbre exibicionista em detrimento de áreas prioritárias como a Educação, a Saúde e outras.

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AUTORA: Daisy Ferraz - bancária aposentada:
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COMENTÁRIO - Paulo Cesar Paschoalini:
Agradeço à minha amiga Daisy por ter autorizado a publicação de seu texto. Tive o privilégio de trabalhar com ela durante muitos anos no Banco do Brasil, agência Piracicaba-SP. Ela é integrante do Movimento 'Reaja Piracicaba', que tem por objetivo impedir o aumento abusivo de 66% na subvenção dos vereadores de Piracicaba, a partir deste ano, além atuar ativamente na fiscalização da conduta da classe política local. Para maiores informações, acesse: www.facebook.com/reajapiracicaba.
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sábado, 30 de março de 2013

MEU CLICK:

Triângulo dourado

Vista do pôr do sol da casa localizada no Sítio Sinhoreti, bairro Volta Grande, na cidade de Piracicaba, estado de São Paulo, Brasil. Do ângulo em que me encontrava, era possível ver a lagoa, de formato triangular, refletindo a luz dourada dos últimos raios de sol. Como fica fácil de ver, é um lugar maravilhoso!

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AUTOR: Paulo Cesar Paschoalini
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DADOS TÉCNICOS:
Câmera digital Sony, modelo DSC P92, ISO 400, sem uso de flash.
Galeria acessível através do link: http://olhares.com/paulopira.
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sexta-feira, 22 de março de 2013

UM TEXTO...

Sonho...

“Todo conhecimento começa com o sonho.
O sonho nada mais é que a aventura pelo mar desconhecido,
em busca da terra sonhada.
Mas sonhar é coisa que não se ensina,
brota das profundezas do corpo,
como a alegria brota das profundezas da terra.
Como mestre só posso então lhe dizer uma coisa.
Contem-me os seus sonhos para que sonhemos juntos.”

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AUTOR: Rubem Alves
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COMENTÁRIO – Paulo Cesar Paschoalini:
Rubem Alves é um psicanalista, educador, teólogo e escritor brasileiro. É autor de livros e artigos que abordam temas religiosos, educacionais e existenciais, além de livros infantis (FONTE: wikipedia).
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sábado, 9 de março de 2013

MEU CLICK:

Admirando a beleza

Muitas vezes passamos por um determinado lugar, mas, em razão da pressa do dia-a-dia, não nos damos conta de admirar, por exemplo, a beleza de uma simples flor. A formiga da foto, se não estava propriamente contemplando a flor, ajudou a compor a imagem, para que nós pudéssemos admirar uma cena não muito comum aos nossos olhos.

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AUTOR: Paulo Cesar Paschoalini
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DADOS TÉCNICOS:
Câmera digital marca Canon, modelo EOS REBEL T3i, ISO 400, sem uso de flash. Imagem número 5524939. Galeria acessível através do link: http://olhares.com/paulopira.
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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

UMA POESIA...


Incompletude

A maior riqueza do homem
é a sua incompletude.
Nesse ponto sou abastado.
Palavras que me aceitam como sou - eu não aceito. 

Não agüento ser apenas um sujeito que abre portas, 
que puxa válvulas, que olha o relógio, 
que compra pão às 6 horas da tarde,
que vai lá fora, que aponta lápis, 
que vê a uva etc. etc. 

Perdoai
mas eu preciso ser Outros.
Eu penso renovar o homem usando borboletas.

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AUTOR: Manoel de Barros
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COMENTÁRIO – Paulo Cesar Paschoalini:
Assisti a uma entrevista há alguns anos, não me lembro a emissora, com esse poeta brasileiro pouco conhecido, inclusive por mim, até então. Como me causou a melhor das impressões, procurei saber mais sobre ele e ler um pouco alguns de seus textos. Nascido em 19/12/1916, portanto, com 96 anos, escreve sobre a natureza, em especial. Para conhecer alguns de seus textos e frases, fica a sugestão para acessar o link: http://pensador.uol.com.br/manoel_de_barrosO título foi extraído do próprio texto.
No final do poema, quando ele diz que pensa em "renovar o homem usando borboletas", eu entendo que ele lança mão dessa linguagem como sentido figurado, utilizando-se da transformação que acontece com as borboletas, para servir como exemplo ao ser humano, na sua necessidade de renovar-se continuamente.
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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

MEU CLICK:


Espírito das águas

Foto noturna do chafariz do jardim do Hotel Monreale, da cidade de Poços de Caldas, Estado de Minas Gerais, Brasil, feita em março de 2012. No alto da foto, onde se vê o escuro do céu, podemos imaginar que a água parece querer assumir a forma humana.

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AUTOR: Paulo Cesar Paschoalini
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DADOS TÉCNICOS:
Câmera digital marca Canon, modelo EOS REBEL T3i, ISO 1600, sem uso de flash. Galeria acessível através do link: http://olhares.com/paulopira.
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domingo, 10 de fevereiro de 2013

UMA CITAÇÃO...


Amor...

Porque eu fazia do amor
um cálculo matemático errado:
pensava que,
somando as compreensões,
eu amava.
Não sabia que,
somando as incompreensões
é que se ama verdadeiramente.

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AUTORA: Clarice Lispector (imagem ao lado)
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COMENTÁRIO - Paulo Cesar Paschoalini:
Mais uma vez recorro à uma citação de Clarice Lispector, onde mostra que o amor não é algo exato, previsível ou premeditado. Requer atenção e cuidados constantes.
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