ESCRAVIDÃO:
é acorrentar-se
demasiadamente
às próprias certezas."
- RECANTODAS LETRAS: recantodasletras/Pirafraseando .
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ESCRAVIDÃO:
é acorrentar-se
demasiadamente
às próprias certezas."
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“Caminhada” é uma composição feita na metade dos anos 90, quando vivíamos a expectativa da virada do milênio, que mexia com o imaginário das pessoas, trazendo as mais curiosas teorias para o “Novo Tempo”. Dentre elas, destacava-se um cenário apocalíptico, num clima negativo para os dias que se aproximavam. Diante dessa atmosfera, a letra sugere uma visão otimista, mostrando que “cada pedras em que tropecei” serviu para fortelecimento pessoal para seguir a caminhada, com a firme disposição de “viver intensamente o presente e olhar para o futuro com os pés no chão”, sabendo que “cada anoitecer é o aperitivo de um novo amanhecer”. Apesar de ter passado mais de 25 anos, acredito que o tema abordado na composição (feita em parceria com Alex e Zé Roberto) também encontra eco no momento atual, em razão dos diversos conflitos em todos os cantos do mundo.
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"Miragem" é uma música de tema romântico, mencionando a solidão decorrente do fim de um relacionamento, quando alguém passa a ver detalhes que lembram a pessoa amada em outras pessoas, algo como o olhar, o sorriso, o jeito de falar e de andar. Tudo isso é visto como se fosse miragem, um sonho, uma ilusão ou um vulto "querendo sempre me acordar de um sonho que já não me deixa mais dormir". Traz um refrão interessante, que leva o ouvinte a cantar. A letra foi escrita junto com meus irmão Alex e Zé Roberto. A interpretação é na bela voz do Zé Roberto, que também fez o arranjo. O áudio da gravação é antigo e a nova versão (com recursos de 'home studio' mais atuais) está em processo de elaboração/gravação para breve.
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“Fragmentos”
traz na letra um cenário que eu vi e fiz parte em meados dos anos 90, quando
tive alguns compromissos na cidade de São Paulo, essa capital gigantesca, que,
ao mesmo tempo acolhe e oprime, com suas nuances e particularidades. Eu tinha
embarcado no Metrô, por volta das 15:00h, um horário mais tranquilo, e foi
possível observar o semblante de diversos personagens anônimos, que traziam consigo
sua história particular, cujo roteiro era certamente calcado em sonhos e
frustrações. Cada pessoa seria um pedaço, desse imenso quebra-cabeça (puzzle)
que é a vida. Lá, eu vi a mãe com a criança no colo, o estudante e seus livros,
o velho no outro extremo (do vagão e da vida) o operário, o executivo, o rapaz
com roupa turista, todos eles invariavelmente subordinados ao relógio. Quando
cheguei em casa, rascunhei o que vi e com a preciosa colaboração do Alex e do
Zé Roberto nós fizemos a composição. Certamente muitos já vivenciaram algo parecido.
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