“Caminhada” é uma composição
feita na metade dos anos 90, quando vivíamos a expectativa da virada
do milênio, que mexia com o imaginário das pessoas, trazendo as mais curiosas
teorias para o “Novo Tempo”. Dentre elas, destacava-se um cenário apocalíptico,
num clima negativo para os dias que se aproximavam. Diante dessa atmosfera, a
letra sugere uma visão otimista, mostrando que “cada pedras em que tropecei”
serviu para fortelecimento pessoal para seguir a caminhada, com a firme
disposição de “viver intensamente o presente e olhar para o futuro com os pés
no chão”, sabendo que “cada anoitecer é o aperitivo de um novo amanhecer”. Apesar
de ter passado mais de 25 anos, acredito que o tema abordado na composição
(feita em parceria com Alex e Zé Roberto) também encontra eco no momento atual,
em razão dos diversos conflitos em todos os cantos do mundo.
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AUTOR: Paulo Cesar Paschoalini
(Protegido por Lei de Direitos Autorais, 9.610/98)
“Fragmentos”
traz na letra um cenário que eu vi e fiz parte em meados dos anos 90, quando
tive alguns compromissos na cidade de São Paulo, essa capital gigantesca, que,
ao mesmo tempo acolhe e oprime, com suas nuances e particularidades. Eu tinha
embarcado no Metrô, por volta das 15:00h, um horário mais tranquilo, e foi
possível observar o semblante de diversos personagens anônimos, que traziam consigo
sua história particular, cujo roteiro era certamente calcado em sonhos e
frustrações. Cada pessoa seria um pedaço, desse imenso quebra-cabeça (puzzle)
que é a vida. Lá, eu vi a mãe com a criança no colo, o estudante e seus livros,
o velho no outro extremo (do vagão e da vida) o operário, o executivo, o rapaz
com roupa turista, todos eles invariavelmente subordinados ao relógio. Quando
cheguei em casa, rascunhei o que vi e com a preciosa colaboração do Alex e do
Zé Roberto nós fizemos a composição. Certamente muitos já vivenciaram algo parecido.
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AUTOR: Paulo Cesar Paschoalini
(Protegido por Lei de Direitos Autorais, 9.610/98)
“Bocas” é uma
composição que surgiu da música “Como nossos pais”, de Belchior,
quando ele diz: “para abraçar seu irmão e beijar sua menina na rua, é que se fez o seu
braço o seu lábio e a sua voz”. Desse trecho originou a ideia de outras
expressões que podem vir das bocas, como o beijo, a dor da fome, o clamor por
Deus, cantar e declamar poesia e as bocas da violência. Ela foi composta há
mais de 25 anos, mas reflete uma triste realidade também percebida nos dias de
hoje. Não é uma música de apelo comercial (com refrão “fácil” de cantar), mas
uma crítica social atemporal.
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AUTOR: Paulo Cesar Paschoalini
(Protegido por Lei de Direitos Autorais, 9.610/98)
Compartilho o vídeo referente a apresentação veiculada pelo YOUTUBE no dia de ontem (26/10) do “Festival do Compositor 2022” (online). As 4 músicas que foram enviadas por mim (compostas em parceria com Alex e Zé Roberto) poderão ser acessadas entre os minutos 2:31:29 ao 2:49:22:
Trata-se de um bolero, com levada romântica e envolvente, de grande aceitação de diversos públicos, cuja origem é ainda controversa. Alguns acreditam que surgiu na Espanha, no século X, enquanto outros afirmam que nasceu em Santiago, Cuba, entre 1883 e 1885. Mais tarde teria chegado ao México, onde se popularizou e se espalhou por toda a América Latina (fonte: culturaespanhola.com.br).
Esta música foi feita há mais de vinte anos (final dos anos 1990), em parceria com meus irmãos Alex e José Roberto. Foi uma época em que nos dedicamos a composições musicais, com o objetivo de que alguma(s) dela(s) fosse(m) gravada(s) por algum artista... E ainda temos essa esperança!
O Zé Roberto é músico profissional, inscrito na "Ordem dos Músicos do Brasil". Muito embora tenha trabalhado principalmente em serviços burocráticos, sempre atuou em diversos eventos musicais em Piracicaba e Região, especialmente àqueles voltados à entidades beneficentes. É dele a criação musical, o arranjo e a segunda voz. Também é responsável pelos diversos detalhes da gravação, que, apesar de ter sido feita em "home studio", reúne qualidade para ser ouvida e avaliada.
O Alex é professor universitário, escritor de dois livros, que estão disponíveis no site "estantevirtual.com.br". Também escreveu um terceiro livro, intitulado "Diário de um coveiro", aguardando patrocínio/parceria para publicação. Gosta também de tocar violão, contribuindo com a parte musical, além de participação nas letras desta de outras composições.
COMENTÁRIO: O texto/música foi publicado no blog da "Revista Vicejar" em 24.07.2021, onde o escritor possui vários textos de sua autoria, atuando como Colaborador. Para ler mais acesse:
_____Iniciamos mais uma caminhada a ser percorrida. Desse modo, somos convidados a agir como coautores do livro da vida, agora em sua página 2022, com a possibilidade de imprimirmos, assim, nossa melhor versão.
_____Alguns costumam dizer que a passagem de Ano Novo é apenas ‘mais um dia igual aos outros’. De certa forma poderia ser vista dessa maneira, afinal é ‘somente mais uma página em branco’ para ser preenchida. No entanto, observando alguns acontecimentos de 2021, o despertar de um novo dia, por si só, não é mesmo algo extraordinário?!
_____Gosto muito do poema de Carlos Drummond de Andrade, ‘O Tempo’, em especial onde ele menciona: “Quem teve a ideia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial (...) Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui para diante tudo vai ser diferente”.
_____E com essa ‘vontade de acreditar’, meus irmãos Alex, Zé Roberto (interpretação e arranjo) e eu compusemos há mais de vinte anos uma música chamada ‘Caminhada’, de conteúdo positivo, com intenção mostrar um olhar poético sobre a vida, muito embora existam ‘questões’ para serem resolvidas, que podemos (ou não) transformá-las em ‘problemas’. Sei que não é fácil, mas talvez possa ser algo um pouco mais simples.
_____Deixo aqui minha mensagem de Ano Novo a todos os leitores e amigos, desejando que durante essa nova ‘Caminhada’ possamos “andar ao lado da alegria”, pelas linhas e entrelinhas que a vida assim traçar.
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TEXTO: Paulo Cesar Paschoalini
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COMENTÁRIO: O texto foi publicado na "Revista Vicejar", em 04.01.2022, onde o escritor possui vários textos de sua autoria, atuando como Colaborador do Blog. Para ler mais acesse: