Paulo Cesar Paschoalini

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Pirafraseando

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quinta-feira, 3 de novembro de 2022

MINHA MÚSICA:


MÚSICA: "Caminhada"
[ Composição: (Alex, Zé Roberto e Paulo) Paschoalini ]

Cada pedra em que tropecei 
Durante a minha caminhada
Guardei comigo cada uma
E com elas, lado a lado,
Construí o meu abrigo

A cada queda aprendi a levantar
E seguir, apesar das feridas
Que o tempo se encarregou de cicatrizar
Dia após dia, com toda a sua sabedoria.

( REFRÃO )
Não lembro bem o ponto de partida
Nem sei onde vai ser a chegada
Mas sei que sempre, por toda a vida, 
É preciso seguir a caminhada

A cada passo não se esquecer
Que o que passou já é passado
Viver intensamente o presente 
E olhar para o futuro com os pés no chão

Dar as costa pra derrota
Encarar de frente os desafios
Andar ao lado da alegria
E saber que sempre cada anoitecer
É o aperitivo de um novo amanhecer

( REFRÃO )
Não lembro bem o ponto de partida
Nem sei quando vai ser a chegada
Mas sei que sempre, por toda a vida, 
É preciso seguir a caminhada

VÍDEO DISPONÍVEL NO YOUTUBE:

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SOBRE A MÚSICA: 

“Caminhada” é uma composição feita na metade dos anos 90, quando vivíamos a expectativa da virada do milênio, que mexia com o imaginário das pessoas, trazendo as mais curiosas teorias para o “Novo Tempo”. Dentre elas, destacava-se um cenário apocalíptico, num clima negativo para os dias que se aproximavam. Diante dessa atmosfera, a letra sugere uma visão otimista, mostrando que “cada pedras em que tropecei” serviu para fortelecimento pessoal para seguir a caminhada, com a firme disposição de “viver intensamente o presente e olhar para o futuro com os pés no chão”, sabendo que “cada anoitecer é o aperitivo de um novo amanhecer”. Apesar de ter passado mais de 25 anos, acredito que o tema abordado na composição (feita em parceria com Alex e Zé Roberto) também encontra eco no momento atual, em razão dos diversos conflitos em todos os cantos do mundo.


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AUTOR: Paulo Cesar Paschoalini
(Protegido por Lei de Direitos Autorais, 9.610/98)
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 < CURRÍCULO LITERÁRIO E PREMIAÇÕES > 

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sexta-feira, 28 de outubro de 2022

MINHA MÚSICA:


MÚSICA: "Fragmentos"
[ Composição: (Alex, Zé Roberto e Paulo) Paschoalini ]

Pessoas seguem suas trilhas
pelos trilhos da estação,
onde a mãe carrega nos braços
o futuro em forma de criança.

O estudante tem nos livros,
em que leva a tiracolo, 
a sabedoria impressa
nas rugas do velho, no outro extremo.

O tempo passa tão depressa quanto a paisagem,
que na janela vai ficando para traz.
Tantos sonhos são deixados em estações passadas,
feito bagagem esquecidas em algum lugar.

São pedaços da vida...

Pessoas seguem suas trilhas
preocupadas com o tempo,
contrastando com a calma
do turista em férias da rotina.

O operário adormece
encostado em seu cansaço,
sonhando encontrar na volta 
a paz e o aconchego de um abraço.

Cada um tem seu destino, que a realidade
quase sempre insiste em querer mostrar. 
Tantos sonhos são deixados em estações passada
feito bagagem esquecidas em algum lugar.

São pedaços da vida, de uma vida inteira;
Fragmentos de vida, de uma vida inteira.
Fragmentos da vida...

VÍDEO DISPONÍVEL NO YOUTUBE:

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SOBRE A MÚSICA: 

“Fragmentos” traz na letra um cenário que eu vi e fiz parte em meados dos anos 90, quando tive alguns compromissos na cidade de São Paulo, essa capital gigantesca, que, ao mesmo tempo acolhe e oprime, com suas nuances e particularidades. Eu tinha embarcado no Metrô, por volta das 15:00h, um horário mais tranquilo, e foi possível observar o semblante de diversos personagens anônimos, que traziam consigo sua história particular, cujo roteiro era certamente calcado em sonhos e frustrações. Cada pessoa seria um pedaço, desse imenso quebra-cabeça (puzzle) que é a vida. Lá, eu vi a mãe com a criança no colo, o estudante e seus livros, o velho no outro extremo (do vagão e da vida) o operário, o executivo, o rapaz com roupa turista, todos eles invariavelmente subordinados ao relógio. Quando cheguei em casa, rascunhei o que vi e com a preciosa colaboração do Alex e do Zé Roberto nós fizemos a composição. Certamente muitos já vivenciaram algo parecido.


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MINHA MÚSICA:



MÚSICA: "Bocas"
[ Composição: (Alex, Zé Roberto e Paulo) Paschoalini ]

Bocas em silêncio, depois de falar de amor
bocas que se buscam, lábios que se tocam
bocas que acendem o fogo da paixão,
para incendiar corpo e coração.

Bocas de crianças reclamando do abandono;
bocas que insistem em clamar por Deus;
bocas sempre abertas esperando o pão,
pois a fomo dói como a solidão.

Ah!... Os homens se esquece
que as bocas existem
pra sorrir, cantar, falar
e não pra se calar.
Ah!... Bocas que calam,
que nada falam, 
mas dizem tudo.

Bocas que se abrem num sorriso de alegria;
bocas que declamam versos, poesias;
bocas que transformam com o seu cantar
sentimento em sons, pensamento em voz.

Bocas que ordenam a matança de milhões;
bocas que se calam ante o mais forte;
boca de uma arma pode ser capar
de calar a voz e ferir a paz.

Ah!... Os homens se esquecem
que as boca existem...

DISPONÍVEL NO YOUTUBE:

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SOBRE A MÚSICA:

“Bocas” é uma composição que surgiu da música “Como nossos pais”, de Belchior, quando ele diz: “para abraçar seu irmão e beijar sua menina na rua, é que se fez o seu braço o seu lábio e a sua voz”. Desse trecho originou a ideia de outras expressões que podem vir das bocas, como o beijo, a dor da fome, o clamor por Deus, cantar e declamar poesia e as bocas da violência. Ela foi composta há mais de 25 anos, mas reflete uma triste realidade também percebida nos dias de hoje. Não é uma música de apelo comercial (com refrão “fácil” de cantar), mas uma crítica social atemporal.

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MINHA MÚSICA:

Festival do Compositor 2022

Compartilho o vídeo referente a apresentação veiculada pelo YOUTUBE no dia de ontem (26/10) do “Festival do Compositor 2022” (online). As 4 músicas que foram enviadas por mim (compostas em parceria com Alex e Zé Roberto) poderão ser acessadas entre os minutos 2:31:29 ao 2:49:22:

https://www.youtube.com/watch?v=LCPMAkmrICs

MÚSICAS: Bocas, Fragmentos, Miragem e Caminhada ]


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sexta-feira, 2 de setembro de 2022

MINHA MÚSICA:


Música: "CORAÇÃO DIVIDIDO"

Logo agora que eu estava convencido
De que eu tinha te esquecido
Você chega e insiste em me olhar
Como quem quer voltar

Eu sei como eu fui feliz em ter você
Também sei o quanto sofri por te perder.

Já não quero ter de volta a incerteza
Se eu serei correspondido
Nem o medo que você vá embora
Numa hora qualquer

Porém meu desejo me diz 'te quero amar'
Pois quando se trata de amor vale a pena apostar.

( REFRÃO )
Viver um dilema me faz sofrer demais
De dia me tira a calma de noite a paz
Dividido entre a voz da razão e a emoção
Eu sinto que quem vai perder é o meu coração.

Logo agora que eu estava convencido...

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COMPOSITORES: (Alex, Zé Roberto e Paulo) Paschoalini
Registro nº: 124.498, em 04.02.1997 - EDA / FBN.
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Ritmo latino: 

Trata-se de um bolero, com levada romântica e envolvente, de grande aceitação de diversos públicos, cuja origem é ainda controversa. Alguns acreditam que surgiu na Espanha, no século X, enquanto outros afirmam que nasceu em Santiago, Cuba, entre 1883 e 1885. Mais tarde teria chegado ao México, onde se popularizou e se espalhou por toda a América Latina (fonte: culturaespanhola.com.br). 

Esta música foi feita há mais de vinte anos (final dos anos 1990), em parceria com meus irmãos Alex e José Roberto. Foi uma época em que nos dedicamos a composições musicais, com o objetivo de que alguma(s) dela(s) fosse(m) gravada(s) por algum artista... E ainda temos essa esperança!

O Zé Roberto é músico profissional, inscrito na "Ordem dos Músicos do Brasil". Muito embora tenha trabalhado principalmente em serviços burocráticos, sempre atuou em diversos eventos musicais em Piracicaba e Região, especialmente àqueles voltados à entidades beneficentes. É dele a criação musical, o arranjo e a segunda voz. Também é responsável pelos diversos detalhes da gravação, que, apesar de ter sido feita em "home studio", reúne qualidade para ser ouvida e avaliada.

O Alex é professor universitário, escritor de dois livros, que estão disponíveis no site "estantevirtual.com.br". Também escreveu um terceiro livro, intitulado "Diário de um coveiro", aguardando patrocínio/parceria para publicação. Gosta também de tocar violão, contribuindo com a parte musical, além de participação nas letras desta de outras composições.

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TEXTOPaulo Cesar Paschoalini
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COMENTÁRIO: O texto/música foi publicado no blog da "Revista Vicejar" em 24.07.2021, onde o escritor possui vários textos de sua autoria, atuando como Colaborador. Para ler mais acesse:
BLOG DA REVISTA VICEJAR: http://revistavicejar.blogspot.com/
LINK DO TEXTO:
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quinta-feira, 6 de janeiro de 2022

MINHA MÚSICA:

MÚSICA: Caminhada 

- Composição: (Alex, Zé Roberto e Paulo) Paschoalini
- Interpretação: Zé Roberto

Cada pedra em que tropecei
durante a minha caminhada,
guardei comigo cada uma
e com elas, lado a lado,
construí o meu abrigo.

A cada queda aprendi a levantar
e seguir, apesar das feridas
que o tempo se encarregou
de cicatrizar, dia após dia,
com toda a sua sabedoria.

( REFRÃO )
Não lembro bem o ponto de partida,
nem sei onde vai ser a chegada;
mas sei que sempre, por toda a vida,
é preciso seguir a caminha.

A cada passo não se esquecer
que o que passou já é passado;
viver intensamente o presente
e olhar para o futuro
com os pés no chão.

Dar as costas pra derrota,
encarar de frente os desafios;
andar ao lado da alegria
e saber que sempre cada anoitecer
é o aperitivo de um novo amanhecer.

( REFRÃO )
Não lembro bem o ponto de partida...

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Andar ao lado da alegria  

_____Iniciamos mais uma caminhada a ser percorrida. Desse modo, somos convidados a agir como coautores do livro da vida, agora em sua página 2022, com a possibilidade de imprimirmos, assim, nossa melhor versão.  

_____Alguns costumam dizer que a passagem de Ano Novo é apenas ‘mais um dia igual aos outros’. De certa forma poderia ser vista dessa maneira, afinal é ‘somente mais uma página em branco’ para ser preenchida. No entanto, observando alguns acontecimentos de 2021, o despertar de um novo dia, por si só, não é mesmo algo extraordinário?!  

_____Gosto muito do poema de Carlos Drummond de Andrade, ‘O Tempo’, em especial onde ele menciona: “Quem teve a ideia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial (...) Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui para diante tudo vai ser diferente”.  

_____E com essa ‘vontade de acreditar’, meus irmãos Alex, Zé Roberto (interpretação e arranjo) e eu compusemos há mais de vinte anos uma música chamada ‘Caminhada’, de conteúdo positivo, com intenção mostrar um olhar poético sobre a vida, muito embora existam ‘questões’ para serem resolvidas, que podemos (ou não) transformá-las em ‘problemas’. Sei que não é fácil, mas talvez possa ser algo um pouco mais simples.  

_____Deixo aqui minha mensagem de Ano Novo a todos os leitores e amigos, desejando que durante essa nova ‘Caminhada’ possamos “andar ao lado da alegria”, pelas linhas e entrelinhas que a vida assim traçar.


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TEXTO: Paulo Cesar Paschoalini

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COMENTÁRIO: O texto foi publicado na "Revista Vicejar", em 04.01.2022, onde o escritor possui vários textos de sua autoria, atuando como Colaborador do Blog. Para ler mais acesse: 
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