Paulo Cesar Paschoalini

Paulo Cesar Paschoalini
Pirafraseando

Translate

Mostrando postagens com marcador saúde. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador saúde. Mostrar todas as postagens

domingo, 1 de março de 2026

MINHA CRÔNICA:

Convivendo com especialistas 



_____Acredito que muitos de nós esperam ansiosamente pela chegada do fim de semana e, entre outras coisas, sair com os amigos para comer algo, acompanhado de uma bebida para ‘molhar as palavras’ e relaxar um pouco com conversas descontraídas...

_____Relaxar?... Será???

_____Tudo começa com o pedido de uma simples cerveja. É só você mencionar a marca de sua preferência que sempre aparece algum expert em bebidas para dizer que uma outra é mais saborosa. Ou então, se for pedir um tipo de vinho, vai melhor se for acompanhar determinada comida. Também, que não deveria tomar nada que tivesse certo teor alcoólico.

_____Depois vem o impasse por aquilo que se tem a intenção de comer. Não é bom pedir nenhuma fritura ou coisa muito calórica, nem muita massa e menos ainda essa ou aquela porção, que ‘é só gordura’! Essas polêmicas dizem ser calcadas em ‘leituras saudáveis’ ou orientações médicas. Mas eu não saí de casa para ir a um consultório, não é mesmo?!

_____Se você, por acaso, alegar que pode comer de tudo, uma vez ou outra, porque durante a semana vai fazer exercícios, aí é que a coisa piora! Se sua atividade física for no período da manhã, dirão que o melhor seria no final da tarde. Se você está acostumado a correr, deveria somente caminhar.

_____Se gosta de andar de bicicleta, é melhor tomar cuidado com o trânsito. Se frequenta uma academia, deve escolher com atenção os aparelhos que for utilizar. Se aquilo que fizer durar em torno de meia hora, não adianta. Se demorar uma hora ou mais, aí é loucura. Se... se...

_____Todos os amigos ali sentados ao seu lado, para fazer você se esquecer do estresse da rotina, sabem sempre tudo o que é melhor para VOCÊ! Entretanto, se observar com atenção, é provável que muitos deles estejam, por exemplo, um pouco acima do peso. Ou, ainda, depois de algum tempo de conversa, ficará sabendo que alguns tomam esse ou aquele medicamento, seja pra isso ou aquilo... E por conta de questões relacionadas à saúde DELES!

_____Por falar em remédios, se você disser que faz uso de complemento/suplemento alimentar ou toma pílulas para regime, dirão que não adianta. Perguntarão se você leva muito a sério o tal regime e, em caso positivo, alertarão para ter cuidado com o rigor. Em caso de fazer uso de homeopatia, ouvirá que isso é ‘bobagem’.

_____De um modo geral, curiosamente todos saberão ‘com autoridade’ e, principalmente, ‘conhecimento de causa’ sobre o que é ideal para você comer e beber, mesmo não sabendo sequer o que é bom para cada um deles.

_____Em se tratando de saúde, cheguei à conclusão de que só devo levar mesmo a sério aquilo que for dito pelo meu médico, depois de embasado em criteriosos exames. E somente assim se, eventualmente, ele me receitar algo pertinente ao meu caso específico. Então, a partir daí estarei disposto a pensar em fazer o que for necessário.

_____Se a orientação do doutor for, por exemplo, para que eu não possa mais ter esse luxo de ‘liberar a boca’ nem ao menos no fim de semana com amigos, para ‘relaxar’...

_____Bem, aí, não vai ter jeito mesmo. Muito a contragosto, eu me verei forçado a finalmente mudar...

_____... Mudar de médico!!! 



------------------------------------------------
AUTOR: Paulo Cesar Paschoalini
------------------------------------------------


COMENTÁRIO: O texto foi publicado no blog da "Revista Vicejar" em 25.02.2026, onde o escritor possui vários textos de sua autoria, atuando como Colaborador do blog e do site. Para ler mais acesse:
BLOG DA REVISTA VICEJAR: http://revistavicejar.blogspot.com/

Adquira seu livro "Mar adentro, mundo afora", Editora Clube de Autores:
______________________________________ 

terça-feira, 1 de janeiro de 2019

MINHA CRÔNICA:

Bom dia, Ano Novo!


Aprendemos desde criança a cumprimentar as pessoas com quem nos relacionamos, primeiramente com um informal “oi”, depois, mais crescidos, com os habituais “bom dia”, “boa tarde” e “boa noite”.

Conversando com gente mais vivida, tomei conhecimento de que, antigamente, pronunciar esses cumprimentos era algo que vinha mesmo do coração. Mais do que um simples gesto de gentileza, era o desejo de que a outra pessoa tivesse realmente um “bom dia”, por exemplo.

Com o tempo, o que era desejo passou a ser mera cortesia e esta, por sua vez, passou a ser uma formalidade qualquer, de tal maneira que muitas vezes nem nos damos conta de quem estamos cumprimentando, pois nem sequer olhamos nos olhos um do outro. Assim, o então “bom dia” acabou reduzindo-se num “... dia”, a fim de tão somente se cumprir uma imposição social.

Há cerca de quinze dias, eu estive no Instituto de Mama de Piracicaba, acompanhando uma pessoa muito próxima, que se recuperou de procedimentos cirúrgicos e tinha uma consulta marcada. Quando lá cheguei, cumprimentei as duas secretárias, que já nos conhecia, mas não foi possível estender a cortesia a todos, uma vez que a sala de espera estava tomada de outros pacientes e respectivos acompanhantes.

Uma das secretárias pediu que aguardássemos um pouco, pois aquele era um dos últimos dias do ano de atendimento médico e, além das rotineiras consultas, muitos dos pacientes que lá estavam iriam passar por tratamento quimioterápico.

Ao lançar um olhar pela ambiente, era possível ver mulheres de várias idades, muitas com penteados pouco convencionais. Algumas com cabelos bem curtos, outras com a cabeça raspada e outras, ainda, usando algum tipo de aplique, fato esse que só tomamos conhecimento depois que algumas delas se manifestaram sobre isso.

Lembrei-me, então, de uma frase que li, não me lembro onde; “a vaidade de uma mulher brota da raiz de seus cabelos”. Levando-se em conta essa máxima, podia-se notar que todas elas (todas mesmo!) haviam abdicado de sua vaidade e fizeram vir à tona uma força visivelmente maior do que os problemas que enfrentam.

Porém, o que mais me chamou a atenção foi um outro detalhe muito importante. No final de cada atendimento, ou saindo do consultório de algum médico, ou deixando a sala destinada à quimioterapia, elas passavam pelas secretárias e as cumprimentavam com um forte abraço.

Antes de ir embora, porém, todas elas, sem exceção, olhavam para as pessoas que estavam na sala de espera (lotada, repito) e, em razão da época do ano, acenavam para os presentes, desejando-lhes um “Feliz Natal” e um “Feliz Ano Novo”, com um brilho especial nos olhos e uma sinceridade muito diferente do nosso “bom dia” convencional. Aquilo foi uma experiência por demais emocionante.

Diante de tudo isso, podemos constatar que aquele pequeno grupo (e não apenas essas pessoas) representa uma singela amostra do comportamento humano. Somente quando está diante de situações extremas é que se lembra de que é um ser social, envolto numa atmosfera de solidariedade.

Quando se vê às voltas com algo que pode fazer referência à sua finitude, as pessoas são capazes de olhar para seus semelhantes com a humanidade que deveria ser comum no convívio diário. Chega a ser curioso notar que são muito mais os aspectos voltados à morte que nos faz refletir sobre a vida. Entretanto, quando devidamente saudáveis, as atitudes passam a ser de certo incômodo pela existência “do outro”.

Na rotina atual, fomos de certa forma adestrados “que viver é competir”, ser melhor em algum aspecto e ser mais bem sucedido que “o outro”, considerado um adversário (ou, em alguns casos, um inimigo) a ser batido. De acordo com o ponto de vista dos segmentos estritamente comerciais, viver nos dias de hoje é, de certa forma, estimular a prevalência sobre o outro, tido por muitos mentores do moderno mundo competitivo como um concorrente, ou um “grande obstáculo” a ser superado.

Minha particular lição de final/começo de ano é que tenhamos, acima de tudo, um olhar capaz de espargir energia saudável, quando lançado na direção do nosso próximo, e que eventuais diferenças sejam vistas apenas como normais características divergentes de “um outro eu”.

Que os cumprimentos de “Feliz Ano Novo” se tornem diferentes dos já desgastados “bom dia”. Que eles sejam um desejo intenso e sincero, não um balbuciar automático de palavras vazias, conforme fomos devidamente condicionados ao longo de nossa vida.

Bom dia, Ano Novo!!!


---------------------------------------
TEXTO: Paulo Cesar Paschoalini
--------------------------------------- 
COMENTÁRIO: O texto foi publicado na "Revista Vicejar", em 01.01.2019, onde o autor é colaborador, sendo que seus textos são publicados regularmente. Para ler mais acesse:
LINK DA REVISTA:
LINK DO TEXTO:
http://revistavicejar.blogspot.com/2018/12/bom-dia-ano-novo.html .
______________________________________

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

MEU TEXTO:

Reflexão de final de ano

Aprendemos desde criança a cumprimentar as pessoas com quem nos relacionamos, primeiramente com um informal “oi”, depois, mais crescidos, com os habituais “bom dia”, “boa tarde” e “boa noite”.

Conversando com aquelas mais vividas, tomei conhecimento que, antigamente (bem antigamente, mesmo), pronunciar esses cumprimentos era algo que vinha mais do coração. Mais do que um simples gesto de gentileza, era o desejo de que a outra pessoa tivesse realmente um bom dia, por exemplo.

Com o passar do tempo, o desejo passou a ser uma cortesia e esta, por sua vez, passou a ser somente uma formalidade qualquer, de tal maneira que muitas vezes nem nos damos conta de quem estamos cumprimentando, pois nem sequer olhamos nos olhos um do outro. Assim, o então “bom dia” acabou se reduzindo num “... dia”, a fim de tão somente se cumprir uma imposição social.

No último dia 22, eu estive no Instituto de Mama de Piracicaba, acompanhando uma pessoa muito próxima, que está se recuperando de procedimentos cirúrgicos e tinha uma consulta marcada para aquela data. Quando lá cheguei, cumprimentei as duas secretárias, que já nos conhecia (aliás, sempre muito atenciosas com todos), mas não foi possível cumprimentar a todos, uma vez que a sala de espera estava tomada de outros pacientes, com respectivos acompanhantes.    

Uma das secretárias pediu que fizéssemos a gentileza de aguardar, pois aquele era o último dia do ano de atendimento médico e, além das habituais consultas, muitos dos pacientes que lá estavam iriam passar por tratamento quimioterápico.

Ao lançar um olhar pela ambiente, era possível ver mulheres de várias idades e muitas delas com cortes de cabelo pouco convencionais. Algumas com cabelos bem curtos, outras com a cabeça raspada e outras, ainda, usando algum tipo de aplique, fato esse que só tomamos conhecimento depois que algumas delas assim se manifestaram, com quem eu acompanhava.

Lembrei-me, então, de uma frase que li, não me lembro onde; “a vaidade de uma mulher brota da raiz de seus cabelos”. Levando-se em conta essa máxima, podia-se notar que todas elas (todas mesmo!) haviam abdicado de sua vaidade e fizeram vir à tona uma força visivelmente maior do que os problemas que enfrentavam.

Mas o que mais me chamou a atenção foi um outro detalhe muito importante. Cada vez que terminavam de ser atendidas, ou por algum médico nos consultórios, ou saindo da sala destinada à quimioterapia, elas passavam pelas secretárias e as cumprimentavam com um forte abraço.

Antes de ir embora, porém, todas elas, sem exceção, olhavam para as pessoas que estavam na sala de espera (lotada, repito) e, em razão da época do ano, acenavam para os presentes, desejando a todos um “Feliz Natal” e um “Feliz Ano Novo”, com um brilho especial nos olhos e uma sinceridade muito diferente do nosso “bom dia” convencional. Para um observador mais atento, aquilo foi uma experiência por demais emocionante.

Diante de tudo isso, podemos constatar que aquele pequeno grupo (e não apenas essas pessoas) representa uma singela amostra do comportamento humano. Somente quando está diante de situações extremas é que o ser humano se lembra de ser solidário. Quando se vê às voltas com algo que pode fazer referência à morte, as pessoas são capazes de olhar para seus semelhantes com a humanidade que deveria ser comum no convívio diário. Chega a ser irônico notar que são muito mais os aspectos voltados à morte que nos faz refletir sobre a vida. Entretanto, quando devidamente saudáveis, nosso alvo passa a ser um certo incômodo pela existência “do outro”.

Na nossa rotina, fomos de certa forma adestrados "que viver é competir", ser melhor em algum aspecto e ser mais bem sucedido que “o outro”, considerado um adversário (ou, em alguns casos, um inimigo) a ser batido. De acordo com o ponto de vista dos segmentos estritamente comerciais, viver nos dias de hoje é, de certa forma, estimular a prevalência sobre o outro, tido por muitos mentores do mundo competitivo atual como um concorrente, ou um “grande obstáculo” a ser superado.

Minha particular lição de final/começo de ano é que tenhamos, acima de tudo, um olhar capaz de espargir saúde, quando lançado na direção do outro, e que eventuais diferenças sejam vistas apenas como normais características divergentes de “um outro eu”.

Que os cumprimentos de "Feliz Ano Novo" sejam diferentes dos já desgastados "bom dia". Que sejam um desejo intenso e sincero e não um balbuciar automático de palavras vazias, conforme fomos devidamente condicionados ao longo de nossa vida. 

------------------------------------------
AUTOR: Paulo Cesar Paschoalini
------------------------------------------
COMENTÁRIO: O texto acima pode parecer ingênuo, recorrente ou utópico. Mas ele reflete a maneira de como costumo ver o mundo, dentro de minha limitação,com meus acertos e equívocos, comum à qualquer pessoa. E os finais de ano, em especial, me remetem obrigatoriamente à John Lennon: "você pode dizer que eu sou um sonhador, mas eu não sou o único". Sou, portanto, um sonhador assumido e dentro dessa visão utópica, me socorro do escritor irlandês Oscar Wilde, para quem "o progresso não é senão a realização das utopias". Para finalizar, o que me refiro, em particular, é sobre o progresso humano. Utópico?... Será mesmo?
______________________________________

sábado, 29 de dezembro de 2012

MEU TEXTO:

Muita sorte

O número 13 é considerado místico. Para algumas pessoas, é sinal de azar. Para outras, no entanto, significa muita sorte.

Sendo assim, espero que no Ano Novo você tenha pelo menos 2.000 motivos para se achar uma pessoa de muita sorte. E mais 4 "s": saúde, sabedoria, serenidade e sucesso.

----------------------------------
AUTOR: Paulo Cesar Paschoalini
----------------------------------
COMENTÁRIO:
Esse é o desejo do blog Pirafraseando a todos os amigos, seguidores e leitores, para o ano de 2013.
____________________________________