Paulo Cesar Paschoalini

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Pirafraseando

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quarta-feira, 27 de abril de 2022

MEU TEXTO:

Flaviane Borges: 'Sobre a autora'


_____Foi a poesia, essa amiga comum a nós dois, que fez com que nos conhecêssemos. Aconteceu o que se poderia chamar de “admiração à primeira vista”. Confesso que não sei dizer com exatidão de quando isso aconteceu; só sei que aconteceu. Que bom!  

_____E isso é mesmo algo curioso. Depois de certo tempo, já não importa saber como nossos textos se encontraram. Desde então, os poemas que guardam alguma semelhança parecem ser reencontro. Nos entanto, os que apresentam diferentes nuances não têm aspectos de desencontro, mas de trazer novos ingredientes.  

_____No sabor de seu estilo, transporta com suavidade todo o encantamento de paisagens, que repousa nos versos, ao mesmo tempo com que é capaz de criar novas paisagens imaginadas e sentidas, utilizando como matéria-prima aquilo que as palavras carregam de melhor:  

"... É de manhã, o sol acabara de nascer.

E da janela irá vê-lo até ao longe, desaparecer
com risos de crianças, cores e brincadeiras adormecidas."

_____Seu universo particular é uma singela amostra da natureza humana. Seus textos reflexivos têm tons confessionais, quando encara com certa dose de visão crítica suas dores, mas com a certeza de que possui qualidades de reconhecer-se e superar adversidades: 

"... Sou porque sou/ E sendo me encontro

Num qualquer ponto desse universo
Tanto sou, que aqui confesso..."

_____Da mesma maneira, o leitor sente-se instigado a examinar-se diante do espelho, quando tem a oportunidade de constatar suas próprias fraquezas, não para encerrar-se nelas, mas como ponto de partida para construir sua particular fortaleza.  

_____Sua habilidade com o ofício da escrita faz com que as inquietações venham trajadas de encanto e todo tipo de beleza desfilem com a devida elegância pelas estradas da realidade, ou por caminhos concebidos pelo território mágico dos sonhos.  

_____É capaz de dar voz aos silêncios e de nos revelar um misto de intensidade e suavidade necessárias aos gritos, que muitas vezes a alma insiste em querer expressar. E todas as sensações omitidas e sentimentos revelados são ecos que reverberam não somente em todo canto, mas, principalmente no âmago de todos nós.

"... Todos ouvem meus gritos

mas não sentem meus silêncios
preso cá dentro..." 

_____O fato de cruzar o Atlântico permitiu não somente enfrentar desafios, mas navegar movida pelo vento da possibilidade de descobrir inéditos horizontes, vivenciando situações e acontecimentos que descortinaram experiências e contribuíram para apurar novos olhares.  

_____São assim mesmo os textos aqui contidos; saborosos! Desse modo, depois de experimentar essas palavras com paladar mineiro, salpicadas de tempero português, os poemas deste livro de Flaviane Borges serão companhia muito bem-vinda, em qualquer tempo.  

_____Algo que traz em cada versejar um alento para dias difíceis, ou para acentuar alegrias presentes a todo o momento. Tanto antes de alguma ocasião especial, como “Depois daqueles dias”... em que sentimos necessidade de um (re)encontro conosco.  

_____Enfim, um prato para alimentar a alma, sempre! 


PARA ADQUIRIR O LIVRO, ACESSE: 

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AUTOR: Paulo Cesar Paschoalini
(Protegido por Lei de Direitos Autorais, 9.610/98)
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AGRADECIMENTO: Este texto foi publicado nas páginas 15 a 17 do livro "Depois daqueles dias", de autoria de Flaviane Borges, escritora brasileira nascida na cidade de Dom Cavati-MG, residente em Lisboa, Portugal. Obra publicada pela Filos Editora, ano 2021. Minha gratidão pela honra do convite e por me permitir fazer parte discretamente de algo tão especial e pessoal para ela. 

(IMAGEM - Facebook: 'Depois daqueles dias') 

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segunda-feira, 21 de março de 2022

MINHA CRÔNICA:

Bendita Poesia:  .


_____Primeiramente, é necessário dizer que eu devo muito à poesia. Por certo tempo, foi em razão da leitura de grandes poetas que eu me protegia da realidade e, mesmo não conseguindo entender muitas coisas do mundo, eu procurava me compreender dentro do mundo. Primeiramente, é necessário dizer que eu devo muito à poesia. Por certo tempo, foi em razão da leitura de grandes poetas que eu me protegia da realidade e, mesmo não conseguindo entender muitas coisas do mundo, eu procurava me compreender dentro do mundo.  

_____Mia Couto disse certa vez, com propriedade: “Fernando Pessoa foi meu terapeuta”. Desse modo, tive muitos terapeutas que se manifestaram (e ainda o fazem) poeticamente. Os poemas pelos quais eu corria os olhos, faziam indicar atalhos para que eu pudesse percorrer a senda que levava ao meu coração e à minha alma.  

_____De leitor eu passei a sentir a necessidade de me expressar, chegando a ponto de, antes de dormir, deixar um pequeno caderno e caneta debaixo da cama, para que as palavras que saiam do coração e se alojavam na mente durante a noite não me escapassem. Por dividir o quarto com outro irmão, eu precisava ir a outro cômodo e escrever o que me vinha à mente, para que, somente assim, conseguisse adormecer novamente.  

_____Infelizmente muitas dessas anotações se perderam. Tenho curiosidade em saber de que maneira eu pensava sobre ‘as letras’ quando jovem, já que, por ter optado por um curso técnico, jamais tive aulas de Literatura. Desde então passei a escrever com frequência, de maneira intuitiva. Durante alguns anos eu me arrisquei a participar de concursos literários, sendo bem sucedido em dezenas deles. Isso me encorajou a prosseguir.  

_____Na falta de ler os textos que se perderam, dia desses eu estava revisitando minhas fotografias e, dentre elas, me deparei com a da imagem publicada, que guarda relação com os acontecimentos do mundo atual. É o registro da época em que TIVE de me alistar e fazer o Serviço Militar OBRIGATÓRIO. Hoje em dia, o termo ‘militar’ anda desgastado, quase sempre associado a conflitos bélicos ou outros tipos de violência. Fico feliz em saber que, depois de cumprida tal imposição social, naquilo que dependeu de minha vontade, trilhei outras direções, percorrendo caminhos especialmente ladrilhados de paz e esperança.  

_____Por essa razão, quando olho para a fotografia daquele jovem de 19 anos trajando uniforme (postura de soldado), sinto-me satisfeito que, no alvorecer da idade adulta, tenha achado por bem escolher a escrita como instrumento de mudança. Sem ter a tarefa de querer ‘mudar o mundo’, ao menos proporcionou significativas transformações no meu interior, que ao longo da vida repercutiram e culminaram na pessoa da qual me tornei, com minhas habilidades e limitações.  

_____Ao dedicar-me livremente à Literatura, senti que a poesia abraçou carinhosamente essa minha intenção. Assim, além da gratidão às palavras, gostaria também de agradecer imensamente a TODAS AS PESSOAS que dedicam seu tempo na leitura de meus textos, principalmente àquelas que gentilmente escrevem palavras repletas de generosidade nos comentários que seguem às publicações.  

_____Quero expressar meu agradecimento aos AMIGOS que fiz (e ainda faço) por todos os cantos desse imenso Brasil, pelas palavras de carinho e incentivo. Muitos deles, já há algum tempo, saltaram do monitor para dividir espaço no mesmo cantinho do peito de onde brota a sensibilidade dos poemas. 

_____Também no exterior, sou afortunado por manter contato com quem vive em países da América Latina, na África (Angola e Moçambique) e na Europa, como Espanha e Itália, entre outros. Destaque especial para aqueles que residem em Portugal, cujas pessoas eu tenho grande estima e a amizade por elas eu considero (me perdoem a pretensão) ser sensivelmente além de ‘virtual’.  

_____Tudo o que aqui escrevi, eu carrego dentro de mim e avalio como sendo uma PRECIOSA BÊNÇÃO, que continuará a ser cultivada continuamente. Assim, da mesma maneira de como comecei este texto, eu gostaria de finalizá-lo: é necessário dizer que eu devo muito à Poesia... e aos AMIGOS que ela felizmente me trouxe. 

_____Minha sincera gratidão a TODOS, sempre!!! 



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AUTORPaulo Cesar Paschoalini
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 < CURRÍCULO LITERÁRIO E PREMIAÇÕES > 
COMENTÁRIO: O texto foi publicado no blog da "Revista Vicejar" em 19.03.2022, onde o escritor possui vários textos de sua autoria, atuando como Colaborador do blog e do site. Para ler mais acesse:
BLOG DA REVISTA VICEJAR: http://revistavicejar.blogspot.com/
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quinta-feira, 31 de dezembro de 2020

MEU TEXTO:

AGRADECIMENTO: 

Num mundo pautado pela intolerância, escrever tornou-se uma tarefa arriscada. Ao expressar sentimentos e opiniões, quem escreve coloca-se como vidraça, arriscando-se a ser mal compreendido, ao sabor de eventuais pedras atiradas.

No meu caso, em particular, além de ser uma necessidade, quando escrevo e publico, eu tenho a satisfação de receber comentários repletos de gentileza e incentivo.

Dessa maneira, o que recebi ao longo de mais este ano foram flores lançadas em forma de palavras nos comentários, que ornamentaram as janelas da alma e todo o interior.

Quero agradecer MUITO a todos pela tenção recebida. Que o ano de 2021 seja abençoado, repleto de paz, amor e muita saúde, para todos os amigos e seus entes queridos.

QUE SEJA UM FELIZ ANO NOVO!!!


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AUTORPaulo Cesar Paschoalini
(Protegido por Lei de Direitos Autorais, 9.610/98)
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terça-feira, 31 de dezembro de 2019

MEU TEXTO:

Mensagem de Fim de Ano: 

Escrever (e publicar) é colocar-se numa situação vulnerável (feito vidraça), sob o risco de ver-se atingido, de alguma maneira.

Mas, quando as pessoas afastam eventuais cortinas e dirigem seu olhar pela janela do encantamento, na direção das palavras que foram ditadas pelo coração, é mesmo gratificante ver que existem almas dotadas de sensibilidade para acolhê-las.

Por essa razão, quero deixar aqui a minha GRATIDÃO a todos vocês que dedicam o seu tempo para ler aquilo que me proponho a escrever.

Acredito que a função da Literatura, em especial a da poesia, é trazer à tona o aspecto sensível que foi esquecido, ou que está encoberto pelas “obrigações” da vida.

Fica aqui o meu sincero agradecimento aos que me acompanharam durante o ano de 2019. Convido-os a continuarem a caminhar comigo em 2020!

A vidraça permanece intacta e, agora, ornamentada pelas cores de flores, que gentilmente foram lançadas!

Bom dia em abraço a todos!

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AUTORPaulo Cesar Paschoalini
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domingo, 31 de dezembro de 2017

MINHA CITAÇÃO:

Ano Novo

"Obrigado a todos vocês que em 2017 cruzaram (a tela do) meu caminho.

2018: UM ANO PAR
Que nos próximos 365 dias você possa ter como parceiras paz, saúde e muitas felicidades."

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AUTOR: Paulo Cesar Paschoalini
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Que tudo de bom possa ser seu par em 2018,
onde você for e com quem você estiver!

Acesse o site "Pensador.uol.com.br" e encontre outros textos e frases:
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sábado, 12 de dezembro de 2015

MEU TEXTO:

Graduação

Sem dúvida nenhuma, foi uma experiência muito interessante e fundamental para um curso de Licenciatura. Ao me colocar numa posição de expectador, tive oportunidade de acompanhar o desenrolar de cerca de seis meses de aulas, podendo observar a melhor maneira de expor um assunto e as diversas reações dos alunos em sala.

Especificamente no caso de “Filosofia”, por se tratar de uma Disciplina de conteúdo muitas vezes subjetivo, pude presenciar as formas que o professor procurava trazer os conceitos para a realidade do mundo em que vivemos, facilitando, assim, o entendimento e relevância do assunto abordado.

Pude constatar a eficiência e melhor aproveitamento de conteúdo quando da utilização recursos audiovisuais, muito embora reconheça a dificuldade em se preparar frequentemente aulas nesse formato, o que requer uma disponibilidade de tempo fora de sala de aula, nem sempre possível ao professor.

Gostaria de destacar a postura profissional e ao mesmo tempo humana do Prof. Vitor Medina, tanto no trato com os estudantes, como também na preocupação e dedicação na transmissão de sua vivência como educador. Além da atenção dispensada em sala de aula, colocou-se à disposição para a preparação de aulas fora do ambiente escolar.

Toda vez que foi solicitado, sempre procurou se posicionar de maneira objetiva, expondo seu ponto de vista de maneira clara e detalhada acerca dos questionamentos. A comparação, por exemplo, de aulas com o mesmo conteúdo, aplicadas em classes distintas, com desenrolar diferente, era motivo de reflexão tanto para mim, como para ele próprio, que algumas vezes chegou a fazer uma espécie de “mea culpa”, mostrando que a arte de ser educador requer também humildade e constantes avaliações.

Importante mencionar, também, a postura dos alunos, que desde o início até o final do estágio, sempre se comportaram de maneira respeitosa para com a minha pessoa, apesar do estranhamento inicial pela “invasão de seu espaço”, eles se acostumaram com a minha presença e se relacionavam comigo de uma forma muito saudável.

Também de suma importância a postura das demais pessoas vinculadas à escola, que em todo momento se colocaram à disposição para toda e qualquer informação por mim solicitada, e, com o passar do tempo, trataram-me de tal maneira que me fez sentir “quase que integrado” ao Colégio.

Certamente foi uma experiência ímpar, que me proporcionou conhecer com mais propriedade as “dores e delícias” de ser professor, num contexto social algumas vezes conturbado, dentro de um país que valoriza muito pouco um segmento tão importante que é a Educação.

Enfim, a conclusão pessoal de que ser professor não é apenas uma opção por uma profissão, mas a certeza de que se trata de uma vocação. Muito embora a compensação financeira não seja algo tão certo na carreira de quem se propõe a abraçar, fica a satisfação interior de poder contribuir de maneira singela, mas também importante e decisiva, para a construção de um futuro melhor. Talvez aí resida o maior desafio e, ao mesmo tempo, seja o mais gratificante.

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TEXTO: Paulo Cesar Paschoalini
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COMENTÁRIO: Hoje foi um dia muito especial, pois foi realizada a cerimônia de Colação de Grau do curso de "Licenciatura em Filosofia", no auditório do "Claretiano - Centro Universitário", na cidade de Rio Claro-SP. Iniciei o curso nessa Faculdade em 2011, terminando em 2013, ficando para os anos seguintes o cumprimento dos demais componentes para a conclusão da graduação, em especial o Estágio, que fiz no "Colégio Tales de Mileto", em Piracicaba-SP em 2014. Por essa razão, eu resolvi publicar o texto de "Conclusão dos Relatórios em Sala de Aula", que resume muito rapidamente a experiência por mim vivenciada.
Gostaria de aproveitar a oportunidade para agradecer ao Prof. Antonio Filogênio de Paula Júnior, cujas aulas na Faculdade foram extremamente proveitosas, graças ao seu conhecimento e, principalmente, pela exposição dos temas abordados. Sou grato, também, ao Prof. Vitor Medina, do colégio "Tales", pela atenção e dedicação durante o período e estágio.
Um agradecimento especial ao meu irmão Alex, também formando nesta data, que me convidou à fazer o curso e que me orientou durante os estudos, por ter sido a sua segunda graduação. Grato, principalmente, à minha esposa e minha filha pelo apoio e incentivo manifestados desde o início, até o dia da graduação.
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sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

MEU TEXTO:

Mais uma etapa...

Neste final de ano, cheguei ao término de meu estágio do curso de Licenciatura em Filosofia nessa instituição, conforme exigido para minha graduação junto à Faculdade Claretianos-Rede de Educação, da cidade de Rio Claro-SP.

Oportuno destacar a receptividade e aceitação que tive por parte dos alunos à minha presença em classe, de todas as séries, do ensino Fundamental e do Médio, e o respeito e empenho para que eu me sentisse à vontade durante as aulas. Sinceramente, pude aprender muita coisa com essa nova geração. Não esquecendo de mencionar também os demais funcionários pela contribuição, que, por mais singela que possa parecer, tem seu relevante grau de importância para o sucesso do Colégio.

Durante todo esse período, pude vivenciar uma experiência que, além de fazer parte do currículo de formação, também propiciou crescimento pessoal. Pude conviver com os professores dessa instituição e, principalmente, com o Prof. Vitor, que gostaria de enfatizar que desde o primeiro momento se colocou a disposição, se dedicando em contribuir com qualidade para o cumprimento dessa minha etapa.

Gostaria de agradecer em especial aos Mantenedores, Diretora e Coordenador do Colégio pela oportunidade, por nunca colocarem qualquer obstáculo e pela disposição em colaborar para que o estágio fosse cumprido da melhor maneira possível. Apesar de não ser propriamente um estranho, durante o período em que tive esse vínculo pessoal pude me sentir integrado ao “Tales”.

Grato a todos, mais uma vez, e o desejo de muito sucesso na difícil e fundamental arte de educar, nem sempre valorizada nesse país.
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TEXTO: Paulo Cesar Paschoalini
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COMENTÁRIO: Sem dúvida um momento marcante, graças às pessoas responsáveis pelo Colégio, que autorizaram/participaram desse meu processo de aprendizagem. As mais de 300 horas/aula que tive oportunidade de assistir, permitiram passar por uma experiência única e especial no convívio com estudantes de diversas idades e, particularmente no que me foi possível aprender com o Prof. Vitor Medina. Para saber mais sobre o Colégio, acesse: https://pt-br.facebook.com/pages/Colegio-Tales-de-Mileto/283718651640722.
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terça-feira, 8 de janeiro de 2013

MINHA CRÔNICA:

Ora, bolas!

O ano de 2013 inicia e lá se vão dois anos da última vez em que disputei uma “pelada sabadal”. O tempo voa e não me dei conta de que já se passaram 24 meses. Como costuma-se dizer, parece que foi ontem mesmo que eu recebi aquele cruzamento do Emerson e emendei para o gol, sem chance de defesa para o (quase) intransponível goleiro Preguiça.

Isso mesmo, quando fiquei sabendo pelo Departamento Médico que ficaria fora algum tempo por questões físicas, procurei me lembrar qual teria sido meu último gol e esse foi meu derradeiro tento, até então. Só não sabia que a volta levaria dois anos.

Para me certificar de que o retorno não seria vexatório, entrei logo em contato com o Emerson. Afinal, graças a sua genialidade, foi mentor do meu último balançar de redes, antes do “exílio esportivo” forçado. Também telefonei ao Mazine para me passar as coordenadas, com base “excrusive” em sua experiência internacional. Para completar, vim a bordo da Hilux dele, para poder manter a pose, é claro!

Depois desse período, assim que começou o jogo, notei que algumas coisas mudaram em mim. Recebi um colete de cor laranja e em poucos minutos de bola rolando ficou claro quem seria a “laranja podre” da equipe. Logo de cara, na primeira partida, minha participação foi fundamental nos principais lances que resultaram em dois gols... Do time adversário. E assim terminou 2 x 0 para os “Blues”.

Mas meus principais adversários não eram aqueles atletas de coletes azuis. O sol, por exemplo, estava implacável. O pulmão, que na verdade são dois, mesmo somados pareciam que não passavam de meio órgão com a intenção de me fazer respirar. Já a inspiração era zero, ou algo muito próximo disso.

Quanto às pernas, a direita não conseguia entrar num acordo com a esquerda. A cintura era apenas um acessório capaz de suportar a barriga, que já começa a marcar presença. O coração mais parecia que apanhava do que batia e os olhos mal acompanhavam o objeto esférico, que se movia numa velocidade espantosa. Os oito minutos, até ser substituído pelo Claudinho, pareceram uma eternidade...

Com relação aos demais, alguns fios de cabelos brancos a mais e uns quilinhos adicionais para deixar claro de que se trata de um lugar ideal para atletas de peso. De novidade mesmo a presença de dois atletas Gaúchos. Ambos, gente fina!

Mas as características regionais ficaram mais acentuadas assim que o “rango” ficou pronto. Parecia um bando de nordestinos (com todo o respeito), sem receber o Bolsa Família por pelo menos três meses. É nessas horas que o ser humano mostra o seu lado mais primitivo. Como a intenção de justificar esse tipo de comportamento, vale destacar que a comida estava mesmo uma delícia! Parabéns ao Dú e ao Marcelo Galina.

Podem ter certeza de que não me esquecerei facilmente desse momento. Desde ontem, domingo, é a primeira coisa que me vem à mente quando acordo. Minhas costas, a panturrilha, o joelho direito e o tornozelo esquerdo, todos doloridos, fazem questão de me lembrar de minha volta. Mas é questão de tempo... Depois piora.  

No próximo sábado, dia 12, estarei ausente em razão de um casamento para o qual eu fui convidado. Mania que essa gente tem de se casar aos sábados, não é mesmo?

A partir do dia 19, fico na expectativa que um novo casamento aconteça: a união entre eu e aquele objeto esférico muito rápido e que insiste em pular constantemente para dificultar ainda mais minha empreitada. Tenho certeza de que há dois atrás não era assim. Se não acontecer o casamento pretendido, que seja pelo menos o início de um namoro, em que a gente se entenda e que procure se tratar mutuamente, se não com carinho, ao menos com um mínimo de cortesia. Caso isso não seja possível, o que há de se fazer?

Ora, bolas! Afinal, para que servem as cervejas geladas? Embora elas sejam de Agudos, essa conotação lancinante não provoca qualquer ferimento. Pelo contrário, desde que com moderação, são capazes de aplacar eventuais frustrações decorrentes do inevitável caminhar do tempo.

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AUTOR: Paulo Cesar Paschoalini
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COMENTÁRIO:
Quero com esse texto expressar meu agradecimento pela maneira como fui acolhido por todos os amigos da Turma do Lupy, depois de dois longos anos de ausência dos gramados, apesar de minhas aparições esporádicas em outros eventos do grupo. A imagem utilizada é do site criacionismo.com.br
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