Paulo Cesar Paschoalini

Paulo Cesar Paschoalini
Pirafraseando

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sábado, 12 de dezembro de 2015

MEU TEXTO:

Graduação

Sem dúvida nenhuma, foi uma experiência muito interessante e fundamental para um curso de Licenciatura. Ao me colocar numa posição de expectador, tive oportunidade de acompanhar o desenrolar de cerca de seis meses de aulas, podendo observar a melhor maneira de expor um assunto e as diversas reações dos alunos em sala.

Especificamente no caso de “Filosofia”, por se tratar de uma Disciplina de conteúdo muitas vezes subjetivo, pude presenciar as formas que o professor procurava trazer os conceitos para a realidade do mundo em que vivemos, facilitando, assim, o entendimento e relevância do assunto abordado.

Pude constatar a eficiência e melhor aproveitamento de conteúdo quando da utilização recursos audiovisuais, muito embora reconheça a dificuldade em se preparar frequentemente aulas nesse formato, o que requer uma disponibilidade de tempo fora de sala de aula, nem sempre possível ao professor.

Gostaria de destacar a postura profissional e ao mesmo tempo humana do Prof. Vitor Medina, tanto no trato com os estudantes, como também na preocupação e dedicação na transmissão de sua vivência como educador. Além da atenção dispensada em sala de aula, colocou-se à disposição para a preparação de aulas fora do ambiente escolar.

Toda vez que foi solicitado, sempre procurou se posicionar de maneira objetiva, expondo seu ponto de vista de maneira clara e detalhada acerca dos questionamentos. A comparação, por exemplo, de aulas com o mesmo conteúdo, aplicadas em classes distintas, com desenrolar diferente, era motivo de reflexão tanto para mim, como para ele próprio, que algumas vezes chegou a fazer uma espécie de “mea culpa”, mostrando que a arte de ser educador requer também humildade e constantes avaliações.

Importante mencionar, também, a postura dos alunos, que desde o início até o final do estágio, sempre se comportaram de maneira respeitosa para com a minha pessoa, apesar do estranhamento inicial pela “invasão de seu espaço”, eles se acostumaram com a minha presença e se relacionavam comigo de uma forma muito saudável.

Também de suma importância a postura das demais pessoas vinculadas à escola, que em todo momento se colocaram à disposição para toda e qualquer informação por mim solicitada, e, com o passar do tempo, trataram-me de tal maneira que me fez sentir “quase que integrado” ao Colégio.

Certamente foi uma experiência ímpar, que me proporcionou conhecer com mais propriedade as “dores e delícias” de ser professor, num contexto social algumas vezes conturbado, dentro de um país que valoriza muito pouco um segmento tão importante que é a Educação.

Enfim, a conclusão pessoal de que ser professor não é apenas uma opção por uma profissão, mas a certeza de que se trata de uma vocação. Muito embora a compensação financeira não seja algo tão certo na carreira de quem se propõe a abraçar, fica a satisfação interior de poder contribuir de maneira singela, mas também importante e decisiva, para a construção de um futuro melhor. Talvez aí resida o maior desafio e, ao mesmo tempo, seja o mais gratificante.

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TEXTO: Paulo Cesar Paschoalini
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COMENTÁRIO: Hoje foi um dia muito especial, pois foi realizada a cerimônia de Colação de Grau do curso de "Licenciatura em Filosofia", no auditório do "Claretiano - Centro Universitário", na cidade de Rio Claro-SP. Iniciei o curso nessa Faculdade em 2011, terminando em 2013, ficando para os anos seguintes o cumprimento dos demais componentes para a conclusão da graduação, em especial o Estágio, que fiz no "Colégio Tales de Mileto", em Piracicaba-SP em 2014. Por essa razão, eu resolvi publicar o texto de "Conclusão dos Relatórios em Sala de Aula", que resume muito rapidamente a experiência por mim vivenciada.
Gostaria de aproveitar a oportunidade para agradecer ao Prof. Antonio Filogênio de Paula Júnior, cujas aulas na Faculdade foram extremamente proveitosas, graças ao seu conhecimento e, principalmente, pela exposição dos temas abordados. Sou grato, também, ao Prof. Vitor Medina, do colégio "Tales", pela atenção e dedicação durante o período e estágio.
Um agradecimento especial ao meu irmão Alex, também formando nesta data, que me convidou à fazer o curso e que me orientou durante os estudos, por ter sido a sua segunda graduação. Grato, principalmente, à minha esposa e minha filha pelo apoio e incentivo manifestados desde o início, até o dia da graduação.
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quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

UMA CITAÇÃO...

Idade

"Vista pelos jovens, a vida é um futuro infinitamente longo; vista pelos velhos, um passado muito breve."

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Arthur Schopenhauer
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COMENTÁRIO - Paulo Cesar Paschoalini:
O alemão Arthur Schopenhauer nasceu em 1788 na cidade de Danzig e faleceu em 1860 em Frankfurt. Foi um importante filósofo do século XIX e seu pensamento tem como ponto de partida alguns conceitos da filosofia kantiana. Introduziu o pensamento indiano e conceitos budistas na metafísica alemã e essa influência o fez aceitar o ateísmo. Sua principal obra foi "O mundo como vontade e representação" e ficou conhecido por sua visão realista-pessimista. Influenciou o pensamento de importantes figuras, como Edwar von Hartmann e Friedrich Nietzsche. Segundo ele, o amor seria como uma meta a ser alcançada e não acreditava que se relacionava com a felicidade (Wikipédia).
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sexta-feira, 20 de novembro de 2015

MINHA POESIA:

Ver

Ver-me,
verme vermelho,
verminado.

Ver-te;
verte vertigem;
vertente.

Ver-se,
verso versátil;
versejar.

Vê-la,
vela veloz;
velejar.

Ver,
verte verso
veloz.

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AUTOR: Paulo Cesar Paschoalini
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COMENTÁRIO: O texto acima é um jogo de palavras, onde elas se relacionam dentro de cada estrofe, sendo que, na última delas, foi extraída uma palavra de cada uma das anteriores para compor o fechamento. A visão é um dos sentidos pelos quais o poeta exercita a sua percepção. O ato de ver a si mesmo, ver a ti, ou uma terceira pessoa, permite velejar ao sabor dos sentidos e sentimentos. Assim, ver e observar faz com que os versos vertam rapidamente, soprados pelos ventos da inspiração, com a intenção de convidar a imaginação do leitor a navegar. O poema etá na página 57 do livro "Arcos e Frestas", selecionado em concurso literário promovido pela Editora Blocos, RJ, e publicado em 2003. É um dos textos disponibilizados no site da editora, onde é mencionado o autor: http://www.blocosonline.com.br/literatura/autor_poesia.php?id_autor=1503&flag=nacional. 
OBSERVAÇÃO: Por se tratar de conteúdo poético, é possível que, ao utilizar um aplicativo para tradução do texto, não se preserve o mesmo efeito visual e/ou fonético pretendido pelo autor e também não haja total fidelidade de sentido da escrita original.
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quarta-feira, 11 de novembro de 2015

UMA CITAÇÃO...

Perguntas...

"Um dos problemas do nosso tempo é que perdemos a capacidade de fazermos as perguntas que são importantes. A escola nos ensinou a dar respostas: a vida nos aconselha a que fiquemos quietos e calados."

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AUTOR: Mia Couto
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COMENTÁRIO - Paulo Cesar Paschoalini:
Mia Couto é o pseudônimo de António Emílio Leite Couto, que nasceu em 5 de julho de 1955, na cidade de Beira, capital da Província de Sofala, em Moçambique, um dos países africanos cujo idioma é o português. É o escritor moçambicano mais traduzido e o seu primeiro romance "Terra sonâmbula", publicado em 1992, ganhou o Prémio Nacional de Ficção da Associação dos Escritores Moçambicanos em 1995, sendo considerado um dos 10 melhores livros africanos de século XX. Muito embora seja graduado em Biologia, é em literatura que ele se destaca, devido a qualidade de seus livros, o que já lhe rendeu reconhecimento em vários países, além de sucessivas premiações (Wikipédia). A frase acima foi extraída do site português "Citador", que vale a pena ser visitado.  
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terça-feira, 3 de novembro de 2015

MINHA CRÔNICA:

Viagem através da música

“A música é uma revelação superior à filosofia.” (Beethoven)

Muitas vezes somos convidados a fazer uma determinada viagem e antes mesmo de iniciá-la nos perguntamos se vele a pena tal empreitada. Pois bem, fui convidado para um espetáculo musical chamado “Viagem através da música”, apresentado no Teatro Municipal “Dr. Losso Neto”, dia 29 de julho, às 20 horas, cujos músicos que se apresentariam eram todos “guardinhas” ou recém ex-guardas-mirins.

Sem pestanejar, lá fui eu embarcar naquela “viagem”, levando na bagagem a lembrança e saudade dos tempos em que fui guarda-mirim, entre os anos de 1973 a 1976. Recordo até mesmo a matrícula: 364. Uma das coisas mais marcantes naquela época foi o som inconfundível da Banda da Guarda Mirim, regida pelo Prof. Romeu, já falecido. Embalado por aquelas notas musicais, que ainda ecoam na lembrança, lá estava eu acomodado na poltrona à espera do show.

Além do prazer em rever algumas pessoas que não via há muito tempo, o que eu vi foi, literalmente, de encher os olhos. A princípio, dezenas de jovens músicos executando obras, sob a batuta de Marcos Granado, também ex-guardinha. Execuções perfeitas. Em seguida, a participação da Banda “B”, composta de alunos iniciantes, sob a regência do ainda guarda-mirim Robson Agostini, o que garante a continuidade de músicos e regentes competentes.

Grande emoção tomou conta do Teatro quando o Prof. Luis Cláudio Alves regeu obras consagradas, com arranjos musicais feitos por ele mesmo. Esse ex-guardinha, que é um verdadeiro exemplo de vida, mostrou que garra e talento podem superar as maiores adversidades. E por falar em exemplo, foi feita a leitura de um texto comovente, escrito pelo Comandante Frederico Ciappina Neto, em que narra a história do ex-guardinha, Dr. Wilson Roberto de Barros, médico falecido em março de 2003, que para custear seus estudos contava com seu próprio esforço e, graças ao seu talento musical, tocava seu trompete em finais de semana para manter vivo o sonho de tornar-se médico.

Para fechar com chave de ouro, a Banda, com status de Filarmônica, sob o comando do regente João José Leite (mais um ex-guardinha), executou obras mais complexas, com a ilustre participação especial do solista Joel Barbosa, outro ex-guardinha, que graduou-se em clarineta em Tatuí e após anos de estudo obteve o grau de Mestre Doutor em Artes Musicais, no início da década de 90, pela “University Of Washington” e atualmente é Professor Titular de clarineta da Escola de Música da Universidade Federal da Bahia-UFBA. Já realizou apresentações solo e de câmara no Brasil, EUA, Áustria, Alemanha e Colômbia.   

Essa foi a terceira apresentação da Banda Musical denominada “João Romeu Pitoli”, homenagem ao professor que conseguiu transformar menores carentes em músicos brilhantes. É oportuno citar uma frase de Platão: “A educação deve começar pela arte”.

Vendo aqueles adolescentes de origem humilde, pude constatar que o verdadeiro talento artístico é algo tão sublime que transcende o comum e não escolhe classe social. É pena que para se fazer sucesso é necessário dinheiro e influência, haja vista o “nepotismo musical” que assola a mídia, onde filhos de artistas, com atributos musicais e vocais discutíveis, também tornam-se “artistas”, interpretando composições de qualidade duvidosa.

Parabéns a todos os organizadores e participantes do espetáculo. Apenas lamento o fato de que os órgãos de comunicação locais deram modesta divulgação e pouca importância ao evento. Era uma ótima oportunidade para mostrar que, apesar da violência e caos social em que vivemos, as classes menos favorecidas são capazes de produzir artistas de alto nível.

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AUTOR: Paulo Cesar Paschoalini
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COMENTÁRIO:
Resolvi postar a crônica acima, depois de ler na edição de hoje na Gazeta de Piracicaba, na página 7, Seção "Gente", uma reportagem convidando o público piracicabano para assistir à apresentação da Banda Musical composta por alunos do "Instituto Formar", antiga Guarda Mirim. Há cerca de dez anos, em meados de 2005, depois de eu ter assistido a um evento semelhante a esse, eu redigi o texto, que dias depois foi publicado no Jornal de Piracicaba, dessa vez graças ao Mário Evangelista, Editor do "JP" na época. Aos professores, músicos e demais pessoas envolvidas os meus parabéns antecipado pela apresentação, que será logo mais às 20:00 horas, no Teatro Erotides de Campos, no Engenho Central.
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domingo, 18 de outubro de 2015

UMA CITAÇÃO...

A vida...

"A vida não pode ser menos do que uma linda história de amor."

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AUTOR: Desconhecido (?)
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COMENTÁRIO:
No dia de hoje, eu estive mais uma vez presente à missa das 11:00 horas, no Santuário Nossa Senhora dos Prazeres, em Piracicaba-SP. Durante a homilia, o Padre Edvaldo de Paula Nascimento citou uma frase, que eu fiz questão de gravar na memória, devido à intensidade e leveza presente no seu conteúdo. Procurei na internet, conforme ele tinha mencionado, mas não encontrei nada parecido. Ele mesmo não citou o nome de nenhum(a) escritor(a), como costuma fazer em certas oportunidades, quando destaca alguma citação de escritores consagrados. Pode ser que ele mesmo seja o autor, o que não é difícil de se supor, já que trata-se de uma pessoa de muita cultura, além de ter como característica pessoal a sensibilidade. De qualquer forma, não quis cometer uma eventual leviandade ao atribuir a frase como sendo dele, para não se injusto com algum possível autor. O que importa, no entanto, é que está feito o registro dessa citação simples e sutil, mas, ao mesmo tempo, forte e abrangente.
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terça-feira, 6 de outubro de 2015

MEU TEXTO:

Opção

"Enquanto seus amigos gostavam de sair com garotas para 'pintar e bordar', o jovem só saía com rapazes, pois só gostava de bordar."

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AUTOR: Paulo Cesar Paschoalini
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COMENTÁRIO: Recebi na tarde de ontem, pelo correio, o encarte relativo ao "5º Concurso Microcontos de Humor de Piracicaba" e, para a minha surpresa, encontrei na página 24 o meu texto, reproduzido acima, que foi um dos selecionados para compor o livreto do evento, sem que eu tivesse recebido a informação. Esta foi a terceira vez que participei e estou muito feliz por ter sido selecionado pela terceiro ano consecutivo. Nada mal, não é mesmo? A imagem acima é a vista de um dos galpões do Engenho Central de Piracicaba. É em prédios semelhantes a esse, devidamente revitalizados na parte interna, que acontece a exposição dos trabalhos. Parabéns a todos os selecionados!
OBSERVAÇÃO: A palavra 'pintar' e a palavra 'bordar', quando escritas separadamente, são expressões artísticas ou, então, fazer um tipo de trabalho manual. Porém, quando grafadas juntas e entre aspas, o termo 'pintar e bordar' significa 'passar dos limites', ou 'agir de maneira inconsequente'. No caso específico do texto, podemos dizer que seria 'abusar dos desejos comuns à juventude'. Essa observação tem por finalidade facilitar o entendimento das pessoas de outros países que acessam este blog (para minha surpresa e satisfação, em número expressivo) e se utilizam de aplicativos/sites para Tradução de texto, nem sempre com a devida fidelidade.
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