Paulo Cesar Paschoalini

Paulo Cesar Paschoalini
Pirafraseando

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sábado, 7 de maio de 2016

CINEMA:

Gandhi

1 - INTRODUÇÃO:
Essa produção britânico-indiana de 1982, dirigida por Richard Attenboroug, foi indicada ao Oscar em 11 categorias, ganhando 8 estatuetas, entre elas de melhor filme e direção, além de melhor ator para Bem Kingsley, no papel-título.
Conta a vida do líder indiano Mohandas Karamchand Gandhi e sua luta para independência de seu país sob domínio do império britânico. Destaque para a sua política de não violência, que aos poucos vai minando o poderio inglês. Mais tarde ficou popularmente conhecido como Mahatma Gandhi (Mahatma, a grande alma, em sânscrito).
Narra também sua tentativa de conciliação entre os diferentes segmentos religiosos, buscando a unificação da Índia numa única nação, já que para ele deveria ser algo que independesse da opção religiosa.
Numa época de conflitos sociais em várias partes do mundo, o filme é um convite a uma reflexão a respeito de atitudes de violência do ser humano, onde ficam explícitos os atos extremos, que visam a dominação do homem pelo próprio homem, que nos remete ao filósofo inglês Thomas Hobbes e sua célebre frase “o homem é o lobo do homem”.

2.1 - O DOMÍNIO INGLÊS:
O filme é sobre a história do líder indiano Mahatma Gandhi e sua luta pela independência de seu país sob domínio britânico. Após sua chegada à Índia, Gandhi mantém contato com figuras expressivas do Congresso Nacional Indiano e é convidado a viajar de trem pelo país para conhecer a realidade vivida pelo povo, com desigualdades sociais gritantes.
Ao ver-se diante de situações em que o império britânico se impunha pela força para manter seu domínio, Gandhi surge como conciliador visando a unificação de hindus e muçulmanos no processo de libertação. Para isso, conclama o povo a assumir sua própria identidade, como uso de roupas simples, de confecção artesanal, boicotando, assim, o comércio de tecido inglês, além de organizar a marcha do sal como forma de resistência ao poder militar de seu opressor.
Como é possível observar ao longo da história, toda vez que um país vence seu oponente através de um conflito armado, acaba por impor ao povo vencido sua cultura, crença religiosa e costumes, a fim de deixar claro seu domínio pelo uso da força.
Porém, em situações dessa natureza é comum ao povo oprimido lutar pela sua liberdade, já que ela é inerente à condição humana. Thomas Hobbes, no seu livro Leviatã ou Matéria, forma e poder de um Estado eclesiástico e civil: “porque quanto à força corporal o mais fraco tem força suficiente para matar o mais forte, quer por secreta maquinação, quer aliando-se com outros que se encontrem ameaçados pelo mesmo perigo”.
Embora algumas ações militares britânicas tenham sido respondidas com violência, principalmente por parte do segmento muçulmano, as tropas militar bem treinadas e seu aparato armamentista foram sendo paulatinamente desmoralizados por atitudes pacifistas, planejadas e implementadas por Gandhi, baseadas na sua estratégia de não violência.

2.2 - A POLÍTICA DA NÃO VIOLÊNCIA:
A trajetória de Gandhi é mostrada, desde sua juventude na África do Sul, quando teve contato com o “apartheid”, regime britânico de segregação racial. Naquela oportunidade era um recém formado advogado, que acaba sendo expulso de um trem em que viajava, por recusar-se a deixar a primeira classe, destinada a pessoas de pele clara, diferente da sua. Desde essa época, suas atitudes sempre foram pacíficas, que não deve ser confundida com passividade.
Ao retornar à Índia e encontrar um país subjugado pelo império britânico, decide adotar a política de não agressão, acompanhada de desobediência civil, como enfrentamento às ações militares de seu dominador. Essa sua estratégia pacifista ganha o apoio não só das massas, mas também da burguesia, alcançando, inclusive, reconhecimento internacional. Para se ter uma idéia dessa abrangência, ao ser convidado a uma visita à Inglaterra, conquista também a simpatia dos trabalhadores da indústria têxtil britânica.
Ao mencionar a frase “olho por olho e o mundo acabará cego”, que sintetiza sua visão peculiar de enfrentamento, Gandhi conseguiu enxergar muito além do que aqueles que, impedidos pela cegueira do ódio, insistem em ações de retaliações cada vez mais violentas.
Ironicamente, justamente ele que lutou pela paz, acabou por ser covardemente assassinado a tiros por um fanático indiano.

3 - CONSIDERAÇÕES FINAIS:
Apesar da independência da Índia, Gandhi, ele não consegui atingir seu princípio humanista de unificação de seu país. Posteriormente o país foi dividido, com a fundação do Estado do Paquistão, que ele não chegou a ver.
Porém sua maior vitória foi seu legado calcado no princípio da não violência. Através de atitudes baseadas em estratégias pacíficas, conseguiu obter resultados de muito mais eficiência do que as ações de represálias contra seu oponente britânico.
Na busca da paz em todos os segmentos sociais e no eterno desejo pela paz interior, o ser humano encontra em Gandhi um líder singular, que conseguiu atingir com eficiência seu objetivo de libertar seu país, sem o uso da força, como normalmente acontece.
Outra frase desse pacifista indiano, que vem ao encontro de suas atitudes ao longo de sua vida: “não existe um caminho para a paz; a paz é o caminho”. Sendo assim, embora possa parecer utópica, fica a expectativa de que a paz seja o caminho a ser trilhado pelo ser humano contemporâneo.

4 - REFERÊNCIAS:
- Caderno de Referência de Conteúdo-Filosofia Política, Unidade 4 / Prof. Dr. Daniel Arruda Nascimento, Claretiano-Rede de Educação/Batatais 2013.
- Pensador UOL, Link: <http://pensador.uol.com.br/gandhi/>, acesso em 15 set 2013.
- Wikipédia – A Enciclopédia Livre, Link: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Mahatma_Gandhi>, acesso em 16 set 2013.

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TEXTO: Paulo Cesar Paschoalini
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COMENTÁRIO:
Trabalho do componente curricular de AACC - Atividade Acadêmica Cultural e Científica, apresentado durante a graduação em Licenciatura em Filosofia, pela Faculdade "Claretiano - Rede de Educação", Polo de Rio Claro-SP.
A publicação no blog é uma sugestão para quem ainda não viu o filme e também um convite para aqueles que já o assistiram, para tornarem a vê-lo, agora sob uma análise filosófica. Vivemos num mundo em que o exercício da força do poder econômico sobre os mais fracos é cada dia mais visível e, para tal constatação, basta lançarmos um olhar reflexivo em torno de nós, que veremos isso das maneiras mais veladas e dissimuladas.
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sábado, 30 de abril de 2016

UMA CITAÇÃO...

Um planeta melhor

“Todo mundo fala sobre como deixar um planeta melhor para os nossos filhos. Na verdade, deveríamos tentar deixar filhos melhores para o nosso planeta.”

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AUTOR: Clint Eastwood
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COMENTÁRIO - Paulo Cesar Paschoalini:
Clinton Eastwood Jr. nasceu em 31 de maio de 1930, na cidade de São Francisco, Califórnia, EUA. É um artista estadunidense ligado a área de cinema, conhecido por sua interpretação de personagens "durões", ou anti-heróis, em filmes do gênero western, conhecido no Brasil como "bang-bang". Atuou também como diretor em algumas produções, tendo recebido duas estatuetas como "Melhor Diretor" e outras duas na categoria de "Melhor Filme". É considerado um dos atores favoritos do público que aprecia a chamada "sétima arte" (Fonte: Wikipédia).
A frase mencionada acima consta em alguns sites como sendo de autoria do ator em questão. Mas em outros, porém, é de "Autor desconhecido", podendo ter sido apenas dita por ele, sem que seja necessariamente o autor. De qualquer maneira, por ser uma figura muito conhecida, foi importante tê-la mencionado, para se ter maior repercussão. Ela nos leva a refletir a respeito do futuro que estamos construindo para as próximas gerações.
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sexta-feira, 22 de abril de 2016

MINHA CITAÇÃO:

Dia do planeta Terra
"A alta temperatura, decorrente do chamado 'efeito estufa', nada mais é do que a constatação do estado febril em que o planeta doente se encontra."

Hoje, 22/04, é comemorado o “Dia do planeta Terra”, mais conhecido como “nossa casa”. Muitos pensam equivocadamente que cuidar do planeta é tarefa afeta somente às autoridades, eximindo-se, assim, de qualquer tipo de responsabilidade.

Apesar de ser também uma empreitada de grandes proporções, penso que a atitude reside na grandeza de pequenas, mas importantes ações individuais, como, por exemplo, começar com a seletividade do lixo dentro da própria casa (residência), colocando materiais orgânicos e recicláveis em volumes separados. Simples, não? Deveria ser.

Lembre-se: quem tem mais interesse em cuidar da casa é quem mora nela, não é verdade? Pois, bem, a “sua casa” está esperando pelos seus cuidados. Aproveite para começar hoje mesmo!

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TEXTO: Paulo Cesar Paschoalini
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COMENTÁRIO:
Acesse o site "Pensador.uol.com.br" e encontre outras frases do autor no link: http://pensador.uol.com.br/autor/paulo_cesar_paschoalini.
Depois, aproveite para curtir e/ou compartilhar algumas delas nas Redes Sociais. Também fica o convite para acessar a página do Facebook: https://www.facebook.com/Paulo.cesar.paschoalini.Pirafraseando.
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domingo, 10 de abril de 2016

MEU TEXTO:

Construção consciente

1 - INTRODUÇÃO:
No ano seguinte após o fim da II Guerra Mundial, o filósofo francês Jean Paul Sartre publica seu livro “O Existencialismo é um humanismo”. Embora o cenário fosse de pessimismo por ter conhecido os horrores do conflito, Sartre dizia que o Existencialismo não era uma filosofia passiva, mas algo capaz de tornar possível a vida humana.
O Existencialismo proposto por Sartre prega que nós não nascemos prontos e, por essa razão, temos a possibilidade de nos construir durante a vida. Sendo assim, é preciso estar consciente de que nossa ação individual acabará por refletir para toda a humanidade.
Mas o que seria, então, essa nova visão existencialista? O que ela trazia de novo para o ser humano, que faz com que seja objeto de estudos filosóficos para nossa vida?
Para responder esses questionamentos, apresentamos no trabalho que se segue uma reflexão sobre o artigo “A construção consciente do homem”, que trata do tema mencionado, de autoria do Prof. Isaias Kniss Sczuk, publicado na revista “Filosofia - Ciência e vida”, de setembro de 2012.

2.1 – ANGÚSTIA E LIBERDADE:
Há duas correntes diferentes no Existencialismo: os cristãos e os ateus, que nessa segunda situação Sartre está incluído. Apesar dessa divergência, ambas admitem que a existência precede a essência, ou que o ponto de partida deva ser a subjetividade. Pois, para o Existencialismo, como o próprio nome sugere, o homem simplesmente existe e sua essência será aquilo que ele projetar, levando em consideração onde estiver inserido.
Dessa forma, Sartre diz que o homem tem de construir a si mesmo, pois, caso contrário, ele não será nada enquanto não fizer algo coisa. Conforme mencionado no artigo, “o homem é, antes de qualquer coisa, um projeto que vive subjetivamente”, não existindo, portanto, nada que anteceda esse projeto.
A construção do ser humano é resultado de processos históricos e esse “ser no mundo” não é somente responsável pela sua individualidade, mas por toda a humanidade, pois influenciamos e somos influenciados por tudo. E isso que gera no homem a angústia, a responsabilidade em decidir seu futuro, já que não encontra nenhum fator externo para se agarrar, para fazer isso por ele, visto que para o filósofo, Deus não existe.
Para Sartre, não existe determinismo, pois o homem é livre e “está condenado a ser livre”, o único responsável por suas escolhas, sendo ele, assim, agente e fruto da própria liberdade. Ser livre não pertence à essência, mas a liberdade dá suporte à sua essência. O homem não escolhe a liberdade, mas é lançado nela, já que ela precede o ser.
O homem não nasceu pronto e sua liberdade de escolha possibilita que se torne aquilo que ele ainda não é. Então, seria ele o que se poderia chamar de “não ser”, algo indefinido e indeterminado, que só será construído por suas ações.

2.2 – O SER EM-SI, PARA-SI  E PARA-O-OUTRO:
Quando o homem passa a ter consciência de si mesmo e do outro, passa a perceber-se como existência consciente. Uma consciência existindo no mundo, dirigida e transcendente na direção do mundo.
A relação do homem no mundo se faz com outro ser, distinto de si; o ser das coisas. Esse ser é pleno e idêntico a ele mesmo, que Sartre denomina “em-si”. Esse ser “em-si” não possui história, devir ou potencialidade. O homem é tão somente o movimento em direção às coisas. De acordo com o filósofo francês “o ser ‘em-si’ apenas é em sua plenitude”.
Além do ser “em-si”, Sartre fala sobre a existência do ser “para-si”, um ser essencialmente humano, que, diferentemente do “em-si”, não é pleno e busca constantemente completar-se. Por ser incompleto, inacabado, é que esse “para-si” vai se construindo através do fato de ser livre, sendo impossível a ele não fazer escolhas, uma vez que a opção por não escolher já significa uma escolha que ele faz.
Assim, podemos constatar uma situação paradoxal, já que, sendo o homem dotado de liberdade para fazer escolhas, é impossível escolher não ser livre. O fato de ele existir é uma contingência, ou manifestações da “factilidade da liberdade”, ou seja, um lugar, um corpo, um passado, condição social e contexto histórico.
Sartre concebe também o que ele chama de ser “para-o-outro”. Nesse caso, ele diz que “é necessário reconhecer primeiro o outro como outro para depois o sujeito se reconhecer”. O homem percebe-se e se constrói através da relação com o ser “para-o-outro”, de estrutura conflituosa. Para o filósofo, “quando duas pessoas se medem pelo olhar, é inevitável que uma tente paralisar a outra, isto é, apossar-se da liberdade da outra”. Ele menciona, ainda, que o outro representa o limite do seu ser.
Podemos constatar que o homem se vê condenado a ser livre e também a ser responsável por si mesmo. No entanto, muito embora Sartre exponha a existência de limites para as coisas e para os outros, não coloca-os como sendo obstáculos à sua liberdade.

3 – CONSIDERAÇÕES FINAIS:
A contribuição de Sartre é sem dúvida alguma muito importante para o pensamento humano. Instiga o homem a refletir sobre a sua plena liberdade e faz com que tenha a consciência de que deva assumir a responsabilidade pelo seu futuro.
Embora o Existencialismo tenha surgido num momento após a II Guerra Mundial, os conflitos agora não são propriamente envolvendo confrontos entre grandes potências, mas eles não deixam de existir de maneira localizada. Quer sejam entre países diferentes, disputas internas, ou mesmo relações sociais, estamos assistindo a momentos de elevadas tensões, pelos mais variados motivos.
A relação com o outro é marcada por conflitos que soam como absurdos ao próprio homem, mas ele mesmo não se dá conta de que tudo é fruto da sua liberdade de escolha. Apesar de ser responsável pela construção de si, suas atitudes estão muito mais pautadas em atos que tem contribuído para a destruição da relação com esse outro.
Talvez seja esse o ponto crucial que Sartre nos convida a refletir. Realmente é de fato angustiante ter a consciência de que ser único responsável pelo seu futuro e ter a percepção de que aquilo que escolhe tem influência em toda a humanidade.

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TEXTO: Paulo Cesar Paschoalini
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COMENTÁRIO: Trabalho do componente curricular de AACC - Atividade Acadêmica Cultural e Científica, apresentado durante a graduação em Licenciatura em Filosofia, pela Faculdade "Claretiano - Rede de Educação", Polo de Rio Claro-SP.
A publicação no blog é um convite para uma reflexão sobre o tema do artigo, além de estimular a leitura desse e outos assuntos que abordam aspectos da natureza humana. A imagem mostra o filósofo francês Jean-Paul Sarte. É claro que existem fotos que retratam melhor a pessoa de Sartre, do que a escolhida. Porém, achei essa muito mais expressiva, que mostra o filósofo francês sozinho na imagem (apesar da outra sombra), que nos remete a uma atmosfera de angústia, justamente numa paisagem cinza, com o ser humano rumo a um horizonte indefinido.

REFERÊNCIA: SCZUK, Isaias Kniss, A construção consciente do homem. Filosofia Ciência & Vida, São Paulo, ano VII, n. 75, p. 60-71, out. 2012.
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terça-feira, 29 de março de 2016

UMA CITAÇÃO...

Sozinho

“No passado os homens cantavam em coro ao redor de uma mesa; agora é um homem que canta sozinho, pela razão absurda de que canta melhor. Se a civilização o aprova, em breve um só homem rirá, porque rirá melhor que os outros.”

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AUTOR: Gilbert Keith Chesterton
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COMENTÁRIO - Paulo Cesar Paschoalini:
Também conhecido como G. K. Chesterton, Gilbert Keith Chesterton nasceu em 29 de maio de 1874, em Londres, e faleceu em 14 de junho e 1936, em Beaconsfield, ambas na Inglaterra. Foi um escritor, poeta, narrador, ensaísta, jornalista, historiador, biógrafo, teólogo, desenhista e conferencista britânico. Sua obra destaca-se pelo conteúdo argumentativo, que o levou a ser conhecido como “o príncipe do paradoxo”. Sua obra principal é “Ortodoxia”, onde defende os valores cristãos contra o que se convencionou chamar de valores modernos, como o cientificismo reducionista e determinista. Suas obras também são conhecidas pelo humor absurdo e, devido à sua retórica exemplar, debate as idéias de personalidades consagradas, como Mark Twain e Friedrich Nietzsche (Fonte: Wikipédia).
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domingo, 20 de março de 2016

MINHA POESIA:

Perdoando o tempo

Perdoo o tempo,
que fez o depois e o agora,
o chegar e o ir embora;
o coletivo e o sozinho,
o sem rumo e o caminho.

Perdoo o tempo,
que, interferindo em nossas vidas,
produz dores, mas cura as feridas;
que nos faz rir e chorar de alegria
e clareia a noite e escurece o dia.

Perdoo o tempo,
que me faz dormir para repousar
e cria mil fantasias para eu sonhar;
que me dá forças para encarar a realidade
e, vez por outra, faz despertar a saudade.

Perdoo o tempo,
que movimenta minutos e segundos,
fazendo girar os ponteiros do mundo;
que rege com exatidão cada estação
e me dá idade nova no fim do verão.

Perdoo o tempo,
que me faz sentir velho e criança
e me ver incrédulo de esperança;
que cria a lucidez e o destino
e nos dá o arbítrio e o desatino.

Perdoo o tempo,
que traça linhas por toda a minha face
para eu entender as entrelinhas, em disfarce;
que me nutre de lições e conhecimentos,
trazendo experiências a cada momento.
           
Perdoo o tempo,
que leva embora a beleza da juventude
para trazer a velhice de forma tão rude;
que prateia os meus cabelos escuros 
e clareia os meus caminhos obscuros.

Perdoo o tempo,
que passa apressado em suas andanças,
deixando as pernas lentas de lembranças;
que vez por outra me faz esquecer
e dia após dia me faz envelhecer.

Perdoo o tempo,
que tenta me convencer ser imortal
me revestindo de uma eternidade fatal;
que é o melhor remédio para o viver,
mas não tem o antídoto para o morrer.

Perdoo o tempo,
já que, a despeito de minhas indagações,
desconheço as suas reais intenções;
pois, apesar de eu sempre estar pensativo,
pouco sei sobre meus próprios objetivos.

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AUTOR: Paulo Cesar Paschoalini
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COMENTÁRIO: Selecionada em 13º lugar no “II Concurso Nacional de Poesia”, da cidade de Descalvado-SP, que teve a participação de 684 trabalhos inscritos e foi publicada nas páginas 29 e 30 do livro “Marcas do Tempo V”, do ano de 2003, cuja imagem escolhida é reprodução da capa alusiva a esse evento organizado pela Biblioteca Pública Municipal “Prof. Gerson Alfio de Marco”.
A postagem tem como finalidade marcar mais um período de sete anos, já que acredita-se que “durante o curso de da existência diferentes tipos de energia fluem pelo organismo. Cada tipo de energia tem seu próprio circuito e finalidade específica, manifestando-se no tempo certo” (http://www.pistissophiah.org/a_lei_do_sete.htm). Se é exatamente assim (ou se exatamente "sete") eu não sei, mas pode ser considerado, sob vários aspectos, mais um período da vida. E que seja mais uma época importante a ser vivida plenamente!!!... 
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sexta-feira, 11 de março de 2016

UMA CITAÇÃO...

Mundo plural

"Na realidade não há nenhum eu, nem mesmo no mais simples, não há unidade, mas um mundo plural, um pequeno firmamento, um caos de formas, de matizes, de heranças e possibilidades."

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AUTOR: Hermann Hesse
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COMENTÁRIO - Paulo Cesar Paschoalini:
Hermann Karl Hesse nasceu em 2 de julho de 1877, na cidade de Calw, na Alemanha, e faleceu em 9 de agosto de 1962, em Montagnola, na Suíça. Esse escritor alemão deixou seu país natal e emigrou para a Suíça em 1912 e naturalizou-se suíço em 1923. Passou a dedicar-se à literatura à partir de contato com a espiritualidade oriental e também flertou com a psicologia, tomando conhecimento da Psicologia Analítica, em razão da atmosfera emocional decorrente da Primeira Guerra Mundial. Escreveu muitos contos e poemas, além de ensaios irônicos sobre a própria alienação de escrever, sendo que seu último romance foi "O jogo das contas de vidro" (Wikipédia). A frase acima foi extraída do site "Pensador.uol.com.br".
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