Paulo Cesar Paschoalini

Paulo Cesar Paschoalini
Pirafraseando

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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

CINEMA:

“Sociedade dos Poetas Mortos”
Um filme que nos ensina a viver poeticamente

Trata-se de uma produção norte-americana do ano de 1989, indicada ao Oscar nas categorias de Melhor Filme, Melhor Diretor e Melhor Ator, além de Melhor Roteiro Original, sendo, nessa última, laureado com a estatueta.

Seus ingredientes são do final dos anos 50, numa época marcada por transformações sociais. Mostra a história de uma classe de alunos do tradicional colégio Welton, cujas palavras de ordem eram “tradição, disciplina, honra e excelência”, um modelo de educação que os pais almejavam para seus filhos, já que exerciam forte influência sobre o futuro deles.

Durante a cerimônia de abertura do ano letivo, o novo professor, John Keating, é apresentado aos estudantes e, devido a seus métodos pouco convencionais, ganha a simpatia dos alunos, mas, em contrapartida, provoca incômodo à Direção do Colégio.

Conhecimento, vontade e liberdade:

O filme é repleto de situações que podem nos remeter a muitos pensadores, haja vista que a busca do conhecimento, vontade e liberdade sempre foram objetos de reflexão. Para Sócrates, por exemplo, a educação tinha como finalidade não somente a transmissão de conhecimento, mas a busca do autoconhecimento, conforme sua célebre frase “conhece-te a ti mesmo”.

No decorrer da trama, o Prof. Keating acaba alimentando as divergências entre pais e filhos na escolha da carreira, instigando os alunos a se questionarem sobre suas vontades. Seus métodos de ensino acendem o conflito entre a tradição do Colégio e a liberdade de escolha dos jovens. Ainda mencionando Sócrates, “uma vida sem reflexão não vale a pena ser vivida”.

A questão da liberdade é levantada desde o início do filme, quando os alunos são obrigados a se curvarem aos princípios embasados nos quatro pilares da Instituição. Entregues aos cuidados do Colégio, passam a adotar uma postura quase militar, o que impede eventuais expressões “fora dos padrões”.

“O homem é condenado a ser livre”

No existencialismo de Jean Paul Sartre, o filósofo francês desvincula a liberdade da vontade divina e conceitua que ela é uma decisão individual. “O homem é condenado a ser livre”, sendo, portanto, único responsável por suas escolhas, não havendo determinismo, um destino pré-estabelecido na vida.

Destaque para o personagem Neil Perry, estudante entusiasta das ideias de Keating, que resolve seguir seu coração e, movido pela poesia, descobre o teatro como objetivo de vida. Mas essa escolha esbarra na vontade do pai, que decide que filho será médico. Ao ver seu sonho frustrado, o jovem lança mão de uma atitude trágica.

Entendo que “Sociedade dos Poetas Mortos” é um filme denso, que aborda vários níveis de relacionamento humano, ficando explicita a dissonância nas relações entre instituição e professor, colégio e alunos, educador e educandos, pais e filhos, além das diferenças de atitude entre os próprios estudantes.

Decorridos mais de meio século, ainda persistem os questionamentos quanto aos objetivos das instituições, padrões e qualidade de ensino, relações familiares e métodos de educação, insatisfações da juventude, entre outros. Enfim, reflexos do comportamento humano, na eterna e intrincada busca por uma convivência mais harmônica.

Para finalizar, vale lembrar a poesia de Henry Thoreau, mencionada no filme:

“Fui para os bosques para viver deliberadamente,
para sugar todo o tutano da vida.
Para aniquilar tudo o que não era vida,
e, para quando morrer, não descobrir que não vivi”.

Nela está contida a necessidade de se viver intensamente a vida, tal qual a expressão Carpe diem, que vem do latim e que significa “colha o dia”, ou “aproveite o momento”.

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TEXTO: Paulo Cesar Paschoalini
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COMENTÁRIO:
Apesar de ser um filme que retrata a metade do século passado, entendo que pode despertar em nós reflexões sobre diversas questões sociais, cujas consequências são tão comuns e visíveis nos dias atuais.
O texto também foi publicado no site "Portal Raízes", e pode ser acessado através do link: http://www.portalraizes.com/sociedade-dos-poetas-mortos-para-descobrir-poesia-da-vida, ou pelo Facebook do "Portal": https://www.facebook.com/portalraizes/?fref=ts.
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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

UMA CITAÇÃO...

Sofrimento:

“Quando uma pessoa faz você sofrer, é porque ela sofre profundamente dentro dela, e o sofrimento dela está vazando e se espalhando. Essa pessoa não precisa de uma punição, ela precisa de ajuda.”

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AUTOR: Thich Nhat Hanh
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COMENTÁRIO – Paulo Cesar Paschoalini:
Thich Nhat Hanh é um mestre zen e líder espiritual global, além de poeta e ativista pela paz. É admirado em todo o mundo por seus ensinamentos e pelos seus textos sobre a atenção plena e a paz. Foi chamado por Martin Luther King de "Apóstolo da paz e da não-violência". Segundo seus ensinamentos, é através da atenção plena que podemos aprender a viver um momento presente de felicidade, o que conduz a um mundo de paz (Fonte: http://plumvillage.org).
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terça-feira, 31 de janeiro de 2017

MINHA CITAÇÃO:

Mais ou menos

"Não quero ser mais e nem menos que as outras pessoas. O que importa, no entanto, é não ser 'mais ou menos' para mim mesmo."

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AUTOR: Paulo Cesar Paschoalini
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COMENTÁRIO:
Acesse o site "Pensador.uol.com.br" e encontre outras frases do autor no link: http://pensador.uol.com.br/autor/paulo_cesar_paschoalini.
Depois, aproveite para curtir e/ou compartilhar algumas delas nas Redes Sociais. Também fica o convite para acessar a página do Facebook: https://www.facebook.com/Paulo.cesar.paschoalini.Pirafraseando.
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sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

MEU TEXTO:

Tudo o que sei...

Quanto menor a autoestima, maior é a necessidade de dar a última palavra em tudo
  
Há cerca de 2.500 anos, o filósofo grego Sócrates foi um dos expoentes da época clássica e, entre outros pensamentos de enorme relevância até hoje, tornou-se célebre com a famosa frase: “tudo o que sei é que nada sei”. De fato, Sócrates tinha tudo para realmente nada saber. Afinal, naquela época não existiam jornais e revistas, de onde se tomam as notícias como “verdades absolutas e inquestionáveis”.

Outro ponto importante a se considerar é que na Grécia socrática não existia a internet. Porém, o fato que merece destaque é que não havia o maior veículo de informação, ou, muitas vezes, “deformação”: o Facebook. Desse modo, sem poder contar com jornais, revistas, internet e, principalmente, o “Face”, tudo o que o “pobre” do Sócrates só podia mesmo dizer é que “nada sei”.

Outros gregos, como, por exemplo, Platão, Aristóteles e Xenofontes, também se arriscaram a dizer “algumas coisinhas”, mas esses pensadores também não tinham acesso a tudo aquilo disponível nos dias atuais e que muitos julgam indispensável.

Hoje, quando é feita uma postagem, as pessoas sentem uma necessidade patológica não só de comentar, mas, sobretudo, contestar para mostrar que “elas existem”. Assim, uma outra máxima da Filosofia, dita por Descartes séculos mais tarde, também caiu por terra. Pensar já não é o bastante; a tônica de agora é se expressar. O que passou a valer é o “digito, logo existo”.

Convém observar que os filósofos da era clássica eram “meros pensadores” e, atualmente, as pessoas “evoluíram” para “postadores”. Mais do que nunca, estamos vivendo conforme a “Alegoria da caverna”, de Platão. E, envoltos no interior de sombras e escuridão, existem aqueles que insistem em impor ao mundo todos os seus “achismos”, com autoridade de “especialistas” que se consideram, sendo intolerantes com opiniões divergentes.

Tomam-se as “imagens projetadas” como pura expressão da verdade e as espalham o mais depressa possível, para alardearem que “sabem de tudo” antes de qualquer um. Movidos pela ditadura da velocidade e da ostentação de “bem informados”, eximem-se de algo que os filósofos fartavam-se; Reflexão. Enquanto os pensadores buscavam a verdade, e os de bom senso ainda continuam a procurá-la, muitos assumem a postura de já terem encontrado convicções para inflarem o ego, de acordo com a sua conveniência.

Numa época de tanta intolerância e fanatismo, o tal do Facebook é um canal essencial para quem se dedica a esse fim. Nele as pessoas também exacerbam seu narcisismo, além de utilizá-lo, inclusive, como sendo uma espécie de terapia, onde os indivíduos exercitam seus desejos, ou dão vazão às suas mais profundas frustrações. Quanto menor a autoestima, tanto maior a necessidade de postagens e de dar a última palavra em tudo.

Podemos concluir que, se os conceitos daqueles filósofos gregos ainda permanecem, mesmo depois de mais de 2.500 anos, embora eles “nada soubessem” e sem as Redes Sociais, imaginem só o quanto poderá durar esse “festival de genialidades”, em profusão no Facebook!

E, no futuro, quando os historiadores se depararem com o estudo das características deste nosso momento, em que muitos pensam que “tudo sabem”, constatarão que a vaidade é um atalho capaz de levar à insignificância. Poderão se deparar, por exemplo, uma famosa frase de Nelson Rodrigues: “invejo a burrice, porque é eterna”.

Assim, na ânsia de verem-se imortais de qualquer maneira, em razão de privilegiarem mais a quantidade que a qualidade, de certa forma, muitos poderão sentir-se “eternizados” devido ao conteúdo da maioria de suas postagens.

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TEXTO: Paulo Cesar Paschoalini
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COMENTÁRIO:
A crônica texto acima é um visão particular acerca das Redes Sociais, que, muito embora seja um avanço tecnológico fantástico, entendo que na maioria dos casos têm sido utilizadas de maneira pouco produtiva. O texto também pode ser encontrado no site "Portal Raízes", através do link: http://www.portalraizes.com/tudo-o-que-sei-e-que-nada-sei, ou acessado pelo Facebook do "Portal Raízes".
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sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

MINHA CITAÇÃO:

Arte da vida

"Dizem que a vida é uma obra de arte.
Talvez, por isso mesmo tão incompreendida."

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AUTOR: Paulo Cesar Paschoalini
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COMENTÁRIO:
Acesse o site "Pensador.uol.com.br" e encontre outras frases do autor no link: http://pensador.uol.com.br/autor/paulo_cesar_paschoalini.
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sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

MEU TEXTO:

Final de Ano: “Doce narcose da existência de um mundo melhor”
Mais uma vez os freios do tempo mostraram ser pouco eficientes, pois estamos novamente às voltas com outro final de ano. Fim de um ciclo… Começo das compras!
Atualmente, fazer comprar passou a ser sinônimo de ir a um Shopping Center, quer seja na própria cidade ou na região. Nesse local, o frequentador busca e acaba encontrando um espaço que considera seguro, limpo, com um visual agradável, onde é compelido a consumir produtos e serviços, de maneira quase que inconsciente.
Mas afinal, seria esse lugar algo positivo, ou negativo? Estaria ele sendo usado para acesso de qualquer cidadão, ou com objetivo segregacionista?

“Coisas divinizadas”
Em artigo publicado na revista “Filosofia Ciência & Vida”, o Dr. Renato Nunes Bittencourt apresenta uma visão sobre a configuração física de um shopping, fazendo analogia ao útero materno, já que a climatização do espaço permitiria comparar a sensação de acolhimento e bem estar vivida no ventre da mãe.
No texto, menciona o cientista social Erving Goffman, para quem a intenção das lojas não é de consideração à pessoa, mas de atrativo para consumo. “Queremos o seu dinheiro, mas não sua permanência nesse recinto”. Esse formato é chamado de “não lugar” pelo antropólogo francês Marc Augé, que envolve as instalações para a rápida circulação das pessoas e os meios de transporte dos grandes centros.
O que parece ser uma liberdade de escolha para o consumidor, na verdade é uma indução à aquisição quase automática, já que as vitrines funcionam como um espaço sagrado para adoração de “coisas divinizadas”, passando por estudos minuciosos de design e cores, além de propaganda planejada para atrair o consumidor-cidadão.

“Doce narcose da existência de um mundo melhor”
O sistema de vigilância dos shoppings segue o modelo idealizado por Jeremy Bentham, que representa o olhar onisciente de Deus, capaz de ver tudo. Vivemos um momento social em que se evidencia a arquitetura do medo e esses locais se assemelhariam a condomínios fechados, onde “as muralhas” podem dar uma sensação de “segurança máxima” contra o mundo do “lado de fora”.
Segundo o pensador polonês Zygmunt Bauman, “a insegurança alimenta o medo” e seria natural essa preocupação contra as ameaças existentes. Cria-se, então, o que ele chama de “doce narcose da existência de um mundo melhor”, graças ao monitoramento permanente, visando blindar a pessoa de eventuais situações desfavoráveis.
Numa versão sócio-econômica de “apartheid”, os abastados podem usufruir desse espaço de lazer, com toda segurança. No entanto, aqueles considerados não economicamente viáveis devem apenas consumir os produtos, retornando para as suas residências tão logo finalizem as compras.
No final, é citado que a “meta comercial do capitalismo tecnocrático consistirá na criação de shopping-condomínio ou shopping-hotel”. Com isso, o ar respirável será aquele advindo dos shoppings e as cores em nosso entorno serão as que compõem esses ambientes e não as presentes em parques e jardins públicos.

“Feliz Compra”… Feliz?
As emblemáticas mensagens de “Feliz Natal” e “Feliz Ano Novo” foram, de maneira subliminar, substituídas pelo desejo de “Feliz Compra”… Feliz?
Difícil de imaginar ser feliz quando se tem de cumprir imposições sociais, adquirindo produtos da moda e que atendam às necessidades do momento. Trata-se de uma ocasião em que todos (ou quase) estão impregnados da patológica ditadura do “ter”.
Uma “felicidade” fabricada e, como “tudo o que é fabricado tem seu prazo de validade”, ela se expira poucos dias após a virada do ano novo, quando nos damos conta da rotina e constatamos que o “novo” não chegou. Durante os demais meses do ano, virão outras datas e novos desejos de felicidades. Muitas vezes aquilo que se deseja é justamente o que mais se sente falta.

REFERÊNCIA:
BITTENCOURT, R. N., O Apartheid Mitigado nos shopping centers. Filosofia Ciência & Vida, São Paulo, ano VII, n. 93, p. 55-62, abr. 2014.

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TEXTO: Paulo Cesar Paschoalini
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COMENTÁRIO:
A imagem escolhida é do pensador polonês Zygmunt Bauman.
O texto acima é um convite a uma reflexão de final de ano, época em que somos "forçados" a consumir, para nos adequar às imposições sociais. Ele também pode ser encontrado no site "Portal Raízes", através do link: 
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sábado, 17 de dezembro de 2016

UM TEXTO...

Não existe medo no amor...

"... Grande parte desse último ano e meio eu fique no hospital, lá em Huston. Eu sempre voltava para o hotel à noite andando por edifícios maravilhosos, inclusive o Hospital Infantil de Huston. Muitas noites eu parava ali e entrava naquele hospital. Entrando ali no hospital, existe um display enorme coberto por vidros, que são vários botões, ativam os trens, os brinquedos, muitas noites ali sozinho no silêncio, na solidão do hospital eu fiquei apertando aqueles botões e ficava vendo os trens passando pelos túneis, saindo do túnel, eu ficava olhando ali os trenzinhos, o cannyon dos dinossauros. Toda aquela maquete eu ficava ali vendo tudo aquilo, ouvindo os sons do circo, das crianças rindo e dos trens. Eu não sei porque eu gostava desse trenzinho, acho que é a minha vida se completando, ou será a criança dentro de todos nós, ou são aqueles poucos minutos da minha vida que a leucemia não consegue roubar de mim. O trem leva 2 minutos e 40 segundos para dar uma volta inteira. O que é o tempo quando você tem o diagnóstico de uma doença terminal como a leucemia. A sua percepção de tempo muda quando os médicos dizem ‘você tem três semanas de vida’. Você tenta viver ao máximo, ou fala ‘sei lá, não quero nem saber de três semanas’. Quando os médicos falam que a sua única chance de sobrevivência são 14 dias de quimioterapia intensa, 24 horas por dia, você fica contando todas essas horas, ou você vê cada dia como se fosse uma benção. Você não consegue comprar o tempo, você não pode negociar com Deus e não é um suprimento inesgotável. O tempo é somente a maneira como você vive a sua vida. Eu não sou especialista em tempo, em câncer, ou em vida. Sou um garoto de uma cidade pequena, Batavia. Eu torcia para o Chicago Cups e para mim esporte é a minha vida. Para mim nunca foi trabalho. Eu já vi touradas em Pamplona, eu já vi o Mário Andretti, em Indianápolis, em já estive na Grande Muralha da China. Eu já saltei de aviões, eu fui caçar crocodilos na Flórida. Eu já naveguei pelo Caribe, eu já entrevistei o Gregg Popovich, com os Spurs perdendo de 7 pontos no intervalo do jogo. Se eu devo alguma coisa a vocês, cada dia é como se fosse uma tela para ser pintada, uma oportunidade para amar, para lutar, para viver, para aprender. Para aqueles de vocês aí, que sofrem de câncer, enfrentando adversidades, eu quero que você saiba que a sua disposição para viver e a luta contra o câncer vai fazer uma diferença brutal. A maneira como você pensa influencia a maneira como você se sente e a maneira como você se sente, determina como você age. E para todos vocês aí, estamos evoluindo. A evolução é impressionante, como disse o vice-presidente. O programa (incompreendido) vamos encontrar a cura do câncer. Precisamos da sua ajuda. Precisamos continuar com as doações, precisamos continuar essa luta, nessa direção, juntos. Sou muito grato aos meus pais (nome dos pais), me educaram numa perspectiva otimista diante da vida. Eu sempre vejo o copo meio cheio, eu vejo a beleza dos outros e eu vejo esperança no futuro. Se não tivermos esperança e fé, não temos nada. Qualquer coisa que eu pudesse imaginar o que um diagnóstico faria com a minha coragem, foi justamento o oposto. Eu valorizo a vida ainda mais. Então, eu não vou desistir nunca. E eu não vou jogar a toalha de jeito nenhum. Eu vou continuar lutando, extraindo da vida tudo o que eu puder. Vou viver a minha vida com muito amor, com muita alegria. Eu só sei viver assim!..."

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Craig Sager
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COMENTÁRIO – Paulo Cesar Paschoalini:
Trecho das palavras dirigidas ao público presente na entrega do Prêmio “Jimmy V”, recebido pelo repórter Craig Sager recebeu o prêmio “Jimmy V”. O texto foi extraído da tradução simultânea do evento, transmitido pela ESPN Brasil e publicado no site da emissora em 15/12/2016, por ocasião da morte desse famoso jornalista estadunidense, aos 65 anos de idade.  Link: http://espn.uol.com.br/noticia/655623_lenda-do-jornalismo-esportivo-norte-americano-craig-sager-morre-aos-65-anos.
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