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domingo, 21 de maio de 2017

MINHA POESIA:



Faz de conta

Outro dia mesmo estava me divertindo,
assim meio descuidado, meio distraído,
e pelas brincadeiras de infância atraído.

Vieram outros dias, outras noites,
e, então, o tempo, sorrateiramente,
foi levando para longe de mim, dia após dia,
o pião que fazia girar as minhas fantasias;
as bolinhas de sabão, que eram meu alento,
foram desmanchando-se ao sopro do vento.

O faz de conta, os pés descalços, as ‘partidas’,
o “bate-bola” nos campinhos de terra batida;
as alegres brincadeiras de ‘esconde-esconde’,
me escondiam do mundo adulto, não sei onde.
Enfim, até me dar conta de que chegou o dia
que esconder já não mais conseguia.

Eu não gostei de ter crescido, realmente.
Vez por outra eu me perco à minha procura.
Eu queria ter de novo aquela estatura,
aquela inocência, aquela candura.
Não queira esse mundo de loucura,
onde a verdade se vai e a mentira perdura.
Eu queria ser um menino eternamente.

Na verdade sou criança, apesar da aparência,
e luto para não ser adulto, com veemência,
para não adulterar de vez a minha essência.

O pião perdeu-se num mundo que continua a girar,
as bolinhas de sabão desfizeram-se de vez pelo ar
e nas ruas asfaltadas meus pés calçados vêm pisar.

Mas eu sigo brincando de esconde-esconde, contudo,
com o tempo que insiste em transformar tudo;
faz de crianças felizes, adultos sisudos.

Meu corpo de adulto pelo tempo foi esculpido,
embora me sinta criança, num corpo crescido,
com roupas de adultos, mas espírito despido.

Quanto mais ele muda, mais me contraponho,
pois muda um reino encantado de sonhos,
em um mundo ainda mais infeliz e tristonho.

Cresci e não gostei; isso me desaponta.
Por isso mantenho esse desejo oculto,
insistindo em brincar de faz de conta,
‘fazendo de conta’ que sou adulto.

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AUTOR: Paulo Cesar Paschoalini
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COMENTÁRIO - Premiações e apresentações relativas ao poema: 
– Menção Honrosa no “X Concurso Nacional de Poesias-APLA”, da Academia Pontagrossense de Letras e Artes, da cidade de Ponta Grossa-PR.
– 7ª colocada no “XXXIX Festival de Música e Poesia – FEMUP 2004”, da Fundação Cultural de Paranavaí-PR, declamado por Bruna Boaretto, em 20/11/2004, na noite de premiação.
– Texto apresentado nos dias 15, 16 e 17/09/2006, no Teatro Municipal “Dr. Losso Neto”, em Piracicaba, durante do show "Simplesmente", do grupo musical "Falando da Vida", interpretado por Nelma Nunes, atriz que participa de espetáculos em Piracicaba e região.
– Selecionados no “XIII Prêmio Escriba de Poesia”, da cidade de Piracicaba-SP, no ano de 2015, foi uma das 31 escolhidas dentre mais de 1.300 textos inscritos, enviados por 684 candidatos, sendo 18 do exterior e os emais de todos os cantos do Brasil.
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sábado, 20 de maio de 2017

MINHA CITAÇÃO:

Páginas

“A distância que separa muitas pessoas da 'Coluna Social' e o 'Noticiário Policial' é de apenas algumas páginas da vida.

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AUTOR: Paulo Cesar Paschoalini
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COMENTÁRIO:
Acesse o site "Pensador.uol.com.br" e encontre outras frases do autor no link: http://pensador.uol.com.br/autor/paulo_cesar_paschoalini.
Depois, aproveite para curtir e/ou compartilhar algumas delas nas Redes Sociais. Também fica o convite para acessar a página do Facebook: https://www.facebook.com/Paulo.cesar.paschoalini.Pirafraseando.
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UMA CITAÇÃO...

Justiça e vingança

“A justiça é a vingança do homem em sociedade, como a vingança é a justiça do homem em estado selvagem.”

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AUTOR: Epicuro
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COMENTÁRIO - Paulo Cesar Paschoalini:
Epicuro nasceu em 341 a. C., na ilha de Samus, Grécia, e faleceu em 271 a. C., em Atenas, capital grega. Foi fundador do Epicurismo, filosofia baseada na identificação do bem soberano, como prazer, e na teoria atomista, na qual acreditava que o átomo era o elemento formador de todas as coisas.
Estudou filosofia, tendo como mestre Pânfilo, discípulo de Platão, mas discordava de suas ideias, fazendo oposição à Academia de Platão e ao Liceu de Aristóteles. Estudou em Téos, onde teve contato com a teoria atomista de Nausífanes de Téos, discípulo de Demócrito de Abdera.
Reformulou a teoria atomista e fundou sua própria escola, chamada “Jardim”, onde preconizava um bom relacionamento entre mestres e discípulos. Via o prazer sob dois aspectos: o passageiro, encontrado na alegria e na felicidade e o estável, que seria a total ausência da dor.
Para ele, a vida pode ser resumido como sendo uma tragédia. Nós não somos filhos de Deus, vivemos e morremos por acaso e, depois da morte, não há vida. Dizia que era dever do homem tornar a vida presente na melhor possível. (Fonte: https://pensador.uol.com.br/autor/epicuro/biografia/).
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quarta-feira, 17 de maio de 2017

MINHA CITAÇÃO:

Coragem

“O ser humano tem medo do que a sua coragem é capaz de conseguir.

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AUTOR: Paulo Cesar Paschoalini
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COMENTÁRIO:
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UMA CITAÇÃO...

Ir e vir...

“Meu bisavô andava a cavalo, mas não chegava nem perto dos trens. Meu avô andava de trem, porém tinha medo de automóveis. Meu pai andava de carro, mas tinha medo de andar de avião. Eu adoro voar, mas tenho medo de andar a cavalo.”

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AUTOR: Art Sansom, em 'Newspaper Enterprise Association'
Publicado na revista ‘Seleções do Reader’s Digest’
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COMENTÁRIO - Paulo Cesar Paschoalini:
Arthur B. Sansom, nasceu em 16 de setembro de 1920, em East Cleveland, Ohio, e faleceu em 4 de julho de 1991. Era um cartunista de quadrinhos americanos, criador a longa história em quadrinhos “The Born Loser”. Depois de sua graduação em Licenciatura em Arte, ele trabalhou como engenheiro / desenhista da General Eletric. Sansom criou a faixa “Chris Welkin-Planeteer”, com Russ Winterbotham, durante os anos de 1952 até 1964. Criou o “The Born Loser” para a Newspaper Enterprise Association, em 1965. Em meados da década de 1980, ele tele a assistência de seu filho Chip Sansom, que assumiu a responsabilidade pela tira após a sua morte. (Fonte: https://en.wikipedia.org/wiki/Art_Sansom).
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sexta-feira, 12 de maio de 2017

MINHA CITAÇÃO:

Destino

“Destino é o fruto que colhemos,
depois de semearmos nossas escolhas.”

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AUTOR: Paulo Cesar Paschoalini
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COMENTÁRIO:
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quinta-feira, 11 de maio de 2017

UM TEXTO...

Mapas

Quando o corpo funciona espontaneamente, isso é chamado de instinto.
Quando a alma funciona espontaneamente, isso é chamado de intuição.
Instinto e Intuição se parecem e, 
ainda assim, uma grande distância os separa.
O Instinto é do corpo... denso;
e a Intuição é da alma... o sutil.
E entre os dois está a mente, a especialista,
que nunca funciona espontaneamente.
Mente significa conhecimento.
O conhecimento nunca poderá ser espontâneo.
O Instinto é mais profundo do que o intelecto.
Ambos estão além do intelecto, e ambos são bons.

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AUTOR: Osho Rajneesh
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COMENTÁRIO - Paulo Cesar Paschoalini:
Chandra Mohau Jain nasceu em 11 de dezembro de 1931, em Raisen District, Índia e faleceu em 19 de janeiro de 1990, em Purie, também na Índia. Foi um professor de filosofia e mestre na arte da meditação, fundando um movimento espiritual, que poderia ser considerado como uma nova religião, com a busca pelo divino, rituais, doutrinas e até escrituras. Publicou mais de 600 livros.
Graduado em Filosofia, dava aulas na Universidade de Jabalpur e abriu um centro de meditação, conquistando alguns seguidores. Em 1962, iniciou um ciclo de palestras pela Índia. Em 1964, suas palavras foram publicadas no livro “O Caminho Perfeito”. A partir de 1966, dedicou-se exclusivamente à vocação de guru, organizando acampamentos de meditação na zona rural do país.
No ano de 1971, mudou seu nome de “Chandra Mohau Jain” para “Bhagawa Shree Rajneesh” ou Rajneesh “o senhor abençoado”. No fim dos anos 70, seu acampamento recebia cerca de cem mil pessoas por ano. Em 1981, Osho e seus seguidores transferiram-se para um terreno no deserto de Oregon, nos EUA, criando a comunidade “Rajneeshpuram”, atraindo doações de milionários para construir uma cidade.
Por pregar o liberalismo em relação ao sexo, criou insatisfação da sociedade local, o que lhe custou o visto de residência. Em 1985 passou seis dias preso, acusado de violar a lei de imigração. Após o pagamento de fiança de US$ 400 mil, foi libertado, com a promessa de deixar o país.
Teve seu visto negado em 21 países, vendo-se obrigado a retornar à Índia. Em 1990, mudou seu nome para Osho “oceânico”, no mesmo ano do seu falecimento (Fonte: "Pensador.uol" - Link: https://pensador.uol.com.br/autor/osho/biografia).
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