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segunda-feira, 31 de outubro de 2016

MINHA CRÔNICA:

Prova material

Penso que não existe nada mais descontraído que um papo de botequim, desse regado a um chope gelado, acompanhado de pessoas que a gente gosta, não é mesmo?

Além de colocar a conversa em dia, permite que amplie nosso relacionamento social, quando em algumas oportunidades passamos a conhecer amigos de nossos amigos, que, com o tempo, podem vir a ser parte de nosso relacionamento pessoal também. Ou não!...

Dia desses, eu estava tomando uma “gelada” com um amigo, quando uma outra pessoa, amigo desse meu amigo, foi convidado a sentar-se conosco. O papo foi fluindo de maneira gostosa, começando por preferência de comes e bebes, passando pelo futebol, é claro, e indo desembocar no cenário político, como quase sempre acontece.

Aí o tom de voz do novo conhecido alterou-se ligeiramente. Começou a falar de maneira eloquente sobre um dos assunto político do momento, na TV e nas redes sociais; a tal da “prova material” para que, finalmente, possa ser processado e preso o ex-presidente Lula.

Por ele ser advogado e tucano de carteirinha, já que tem vínculo com o PSDB, aquilo que até então era um diálogo amistoso, sem mais nem menos, tomou a dimensão de uma fala solene em um Tribunal, onde usava e abusava de terminologia jurídica, a fim de procurar deixar explícita (o que julgava ser) sua “superioridade” sobre qualquer assunto.

Apesar de eu ter uma noção sobre o que seria essa tal de “prova material”, ele fazia questão de dizer que, para quem não é formado em Direito, não sabe bem o que está acontecendo e não entende o caminho adotado pelo Ministério Publico Federal, para conseguir o seu intento.

Já que minha graduação não é em Direito, pedi a ele para explicar sobre essa tal de “prova material”, a fim de ilustrar melhor o assunto. Sem titubear, do alto de sua prepotência, que já se fazia visível, ele me disse que, se a Polícia sabe que alguém é traficante, por exemplo, mas se não consegue dar o flagrante no indivíduo com a posse de droga, não existe prova material contra ele. A pessoa com certeza só vai presa se for pega por algo “material” que a incrimine.

Aí eu disse, hipoteticamente, se estivesse chegando na propriedade de uma pessoa qualquer, um veículo com uma quantidade expressiva de drogas e esse tráfico fosse surpreendido pela Polícia, que estaria no local para o flagrante na própria propriedade. Faz supor que o carro só possa ser de um amigo do proprietário. Para finalizar o raciocínio, diante do cenário exposto, perguntei a ele se haveria alguma possibilidade de alguém escapar de uma grave situação como essa.

Ele repetiu os detalhes do que eu havia dito:

– Um veículo carregado de drogas, dentro da propriedade de um amigo particular, tendo a Polícia ali para dar o flagrante? - Ele ainda comentou:

– Se a Polícia estava ali para isso, aquela não devia ser a primeira vez em que alguém estaria naquele lugar levando droga no carro, não é mesmo?

Eu acenei com a cabeça concordando, sugerindo que aquela provavelmente não deveria mesmo ter sido a primeira vez que o tráfico acontecia. Perguntei se existiria alguma chance dessas pessoas saírem livres dessa situação. Então, de maneira entusiástica, ele foi taxativo:

– Os caras estão totalmente ferrados!... Sem a menor chance!
        
E aí eu resolvi ampliar o raciocínio:

– Só pra exercitar a imaginação, então quer dizer que, se o Lula tivesse um carro e a Polícia conseguisse dar um flagrante, por exemplo, numa quantidade expressiva de cocaína no interior desse veículo. Ele teria alguma possibilidade de ficar livre?

Novamente ele repetiu as informações:

– Espera um pouco... Um carro do Lula cheio de cocaína?... Aí seria a Glória!... Sem nenhuma chance, flagrante e cadeia na certa e, se bobear, abertura de processo contra pessoas próximas, como amigos, familiares e também de aliados – ele extasiou-se. E completou:

– Isso seria o máximo! Pode esquecer até o que está sendo investigado até agora. O artigo 33 fala em até 15 anos de prisão para o tráfico de drogas. Isso é o suficiente para que o Lula morra na cadeia.

Contagiado pelo ânimo exaltado do novo conhecido, eu tornei a fazer mais uma colocação, com a intenção de “aumentar” meus parcos conhecimentos jurídicos:

– E se ao invés de carro, o que aconteceria se o flagrante fosse de um helicóptero, cheio de cocaína?

Para a minha surpresa, ou não, o rosto que até então era portador de um sorriso largo, acabou por conter-se numa expressão de desapontamento. Ele titubeou:

– Bom, aí não sei... Quero dizer... Tô entendendo o que você quer dizer!...

Meu amigo perguntou do que se tratava e eu lembrei a ele que, no final de 2013, a Polícia Federal prendeu em flagrante os ocupantes de um helicóptero que levava 455 kg de pasta base de cocaína, numa fazenda localizada no interior do Espírito Santo. O caso ficou conhecido por "Helicoca".

O helicóptero é de propriedade do ex-Deputado Estadual Gustavo Perrela, atual Ministro dos Esportes do governo Michel Temer, filho do Senador Zezé Perrela, amigo pessoal de Aécio Neves e aliado do PSBD. O que chama a atenção é que a fazenda tem dono, o helicóptero tem dono, os donos têm amigos e aliados... Mas a cocaína não é de ninguém!

Além do mais, apesar de a lei brasileira mencionar que aeronaves utilizadas para tráfico de entorpecentes devem ser confiscadas, dessa vez, porém, “inexplicavelmente” (ou não), o helicóptero de 50 milhões foi simplesmente devolvido à família Perrela e, segundo veiculado pela imprensa e internet, o piloto está livre e dando aulas em SP. Cada um dos demais também está por aí, “livre, leve e solto”.

Além do mais, embora os bens dos envolvidos somem valores muito expressivos, em nenhum momento nem a Justiça “apartidária” se preocupou, e nem a imprensa “livre e imparcial” cogitou a possibilidade de saber se os valores são compatíveis com os rendimentos dos políticos mencionados. Por incrível que possa parecer, nesse caso específico, nenhuma autoridade pediu qualquer comprovação dos milhões que esses políticos possuem.

Portanto, na verdade a fazenda de fato existe, mas não foi mencionado o proprietário. O tal veículo utilizado existe e não é um carro do Lula, mas um helicóptero da família Perrela, com total vínculo de pai e filho com Aécio Neves e com o governo Michel Temer.

Fui interrompido pelo advogado, que tentou justificar:

– Bom, mas nesse caso é diferente, né?

Aproveitei, então, para afirmar enfaticamente, com todas as letras:
– De fato, não resta dúvida, meu caro... Como todos nós podemos ver com clareza, nesse caso é mesmo “bem diferente”! – disse eu, justamente com ênfase no “diferente”.

Ainda assim questionei para ver se a tal “diferença” para ele era a mesma que eu via. O “doutorzinho” tentou de todas as maneiras achar alguma explicação convincente, mas se enrolou todo. A saída estratégica que se utilizou foi ir ao banheiro.

Quando retornou mais contido, ele fez questão de votar a falar sobre futebol e, curiosamente, começou a criticar a postura dos árbitros, dizendo que alguns dos chamados “juízes” atuam de maneira parcial, com total interesse em beneficiar essas ou aquelas “cores”. Por ironia do destino, dizia que “essa parcialidade” era um absurdo! Não demorou muito, ele decidiu ir embora, muito antes do que eu esperava... Ou não!

Ficou a dúvida, porém, se esse pretenso “novo” sujeito irá fazer parte do meu círculo de relacionamento, como às vezes acontece. Pode ser que seja igual a muitas pessoas com as quais eu costumo me encontrar. Ou, então, como foi dito pelo nobre advogado: pode ser que nesse caso, em particular, também seja “bem diferente”!

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AUTOR: Paulo Cesar Paschoalini
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COMENTÁRIO: Vivemos num época em que tudo é levado para o campo política. Conversas, julgamentos pessoais e intolerâncias caminham pelo viés político, devido principalmente a postura da mídia e das autoridades, que deveriam ser neutras, mas, lamentavelmente, por mais que queiramos pensar diferente, as suas decisões nos faz acreditar cada dia mais que se deixam levar pelo que é mais conveniente e pelo segmento que nutrem maior simpatia.
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quinta-feira, 20 de outubro de 2016

MINHA CITAÇÃO:

Frágeis relações

“Apenas nos vemos por imagens produzidas por lentes de vidro, transmitidas por fibras de vidro e exibidas em telas de vidro. E, devido a essa fragilidade, um dia as relações se quebram!”

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AUTOR: Paulo Cesar Paschoalini
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COMENTÁRIO: Não sei ao certo, mas é possível que exista alguma frase parecida com essa, que escrevi na data de hoje. Mas, até o momento, não encontrei em sites de busca. Por isso, caso já tenha lido algo próximo, gentileza entrar em contato, para que eu possa dar o devido crédito ao autor. 

Ao acessar o site "Pensador.uol.com.br", você encontrará essa e outras frases do autor, através do link:  http://pensador.uol.com.br/autor/paulo_cesar_paschoalini/. Depois da leitura, aproveite para curtir e/ou compartilhar algumas delas nas redes sociais.
Também fica o convite para acessarem a página do Facebook:  https://www.facebook.com/paulocesar.paschoalini.
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sábado, 15 de outubro de 2016

MEU TEXTO:


Conhecimento à venda

1 - INTRODUÇÃO:
E comum ouvirmos falar das vantagens de se colocar o filho numa boa escola, de dar a ele certo nível de estudo, amplamente reforçadas pela sabedoria popular de que “tudo pode ser tirado de alguém, menos o se adquire de conhecimento”.
Dessa forma, fica comum de se encontrar todas as facilidades nos dias de hoje para ingresso de estudantes, em especial no segmento universitário. Sob a forma de instituições de ensino, corporações empresariais criam condições para o acesso a cursos superiores, tornando a questão de ensino uma questão meramente mercadológica.
Mas seria a instituição de ensino a única responsável por esse panorama desfavorável, ou haveria também outros componentes que contribuiriam para esse diagnóstico negativo?
Esse trabalho tem como finalidade fazer uma análise sobre o artigo do Dr. Renato Nunes Bittencourt, que trata da situação educacional no Brasil, matéria de capa da revista “Filosofia – Ciência & vida”, de janeiro de 2013.

2.1 - ENSINO NO CAPITALISMO:
Vivemos num sistema capitalista e o objetivo principal é o de gerar lucros. Grandes empresas têm se aventurado nesse promissor filão comercial, se enveredando pelo segmento de ensino. Dessa forma, esse “comércio lucrativo” passa ser responsável pela busca desenfreada de diplomas, além de outros títulos, desde que se possa pagar pela obtenção deles. “O dinheiro é a medida de todas as coisas, e o lucro, seu objetivo principal”, sintetiza o filósofo e educador Paulo Freire.
A estrutura presente no ensino básico tem contribuído sobremaneira para o desenvolvimento de analfabetos funcionais, que são aqueles que têm dificuldade em se expressar por escrito suas ideias de maneira clara e com mínimo de conteúdo, ou deficiência na interpretação de textos.
Munido dessa bagagem escassa, o candidato ao ingressar em curso superior encontra todas as facilidades e, uma vez estudante universitário, tem “a seu favor” o objetivo da instituição para que haja índice mínimo de reprovação. Assim, aqueles que antes eram chamados de “alunos”, passam a ter o status de “clientes”. As autoridades públicas encarregadas de gerir os recursos destinados à educação, assumem papéis de gerentes na relação com seus consumidores, prejudicando o amadurecimento do estudante.
Com o tratamento de “estudante-cliente”, qualquer dificuldade de aprendizado e, principalmente, de aprovação, pode levá-lo nesse “sistema comercialista” a optar por outra instituição universitária para atingir seu objetivo, ficando evidente que a falta de qualidade deverá ser a tônica dessa sua trajetória acadêmica.
Na relação aluno professor, nos casos de reprovação ou falta de compreensão de conteúdo, a culpa normalmente recai sobre o docente, que acaba se colocando numa posição defensiva, sendo comuns os casos de assédio moral, quando passam a ser vítimas de injúrias, até mesmo de agressões, ou outras atitudes de desrespeito, que culminam na perda de autoridade. Com a inversão de papéis na importância hierárquica, ficam os professores sujeitos aos caprichos dos alunos e, com a anuência dos pais, evidencia-se a lógica do “pagou-passou”.

2.2 - O PAPEL DA FAMÍLIA NA EDUCAÇÃO:
Podemos observar em todos os segmentos sociais a degradação dos valores morais, certamente decorrente da conturbada crise da estrutura familiar de hoje em dia. A consciência cidadã não tem sido tratada adequadamente no seio familiar, onde deveriam ser disseminados os conceitos de respeito e responsabilidade. Os pais, por sua vez, são negligentes ao não acompanharem o desenvolvimento dos filhos e mostram ter perdido o controle sobre eles, que se deixam levar por padrões ditados pela mídia.
Devido às imposições capitalistas, as obrigações profissionais fazem com que muitos pais se mostrem ausentes na educação dos filhos e acabam transferindo às instituições de ensino toda a responsabilidade que deveria ser iniciada em casa, desde os primeiros anos de vida. A desmoralização da família, que deveria ser a base para as demais relações sociais, acaba repercutindo no meio educacional formal.
Os estudantes passam a considerar o espaço educacional como ponto de encontro e local de lazer, colocando num plano inferior o estudo, que deveria ser o objetivo principal, não se realizando, portanto, existencialmente. Dessa maneira, a juventude alienada tem origem na decomposição da base da vida familiar, devido à passividade e falta de atitude dos pais, passando pela estrutura e qualidade de ensino deficiente, que resulta na visível desmoralização social que estamos presenciando.

3 - CONSIDERAÇÕES FINAIS:
Sem dúvida nenhuma, estamos vivendo um momento delicado na relação humana. O conhecimento, que sempre foi objeto do pensamento filosófico, desde a antiguidade até os nossos dias, tem sido relegado à simples mercadoria de consumo e fonte de receitas para entidades com finalidades de ensino meramente comerciais.
Podemos notar que a estrutura capitalista é a principal responsável por essa situação preocupante. Pela sua dinâmica voltada exclusivamente para o binômio produção e consumo, além de interferir de maneira negativa para a qualidade de vida familiar, que repercute diretamente nas salas de aula, se propõe a participar da educação formal, movida por finalidades exclusivamente voltadas ao lucro.
Do ponto de vista do desenvolvimento humano, contribui para o aumento de alienados, focando muito mais no aumento do mercado de consumidores.
O artigo menciona que uma possível solução para esse imbróglio educacional flagrantemente comercial seria a criação de cooperativas educacionais e a consequente valorização do professor. Porém não devemos esquecer que o surgimento e implementação da política corporativista estão vinculados também ao interesse, responsabilidade e participação dos pais dos alunos, que atualmente não encontram tempo e condições para uma empreitada semelhante.
A questão do ensino requer, mais do quer nunca, amplos e exaustivos debates reflexivos. Destaque para a frase do artigo, que, não por acaso, utilizada também como fechamento da análise do texto publicado: “Não podemos deixar que a flama do saber se converta na lama da ignorância”.

4 - REFERÊNCIA:
BITTENCOURT, Renato Nunes, Conhecimento à venda. Filosofia Ciência & Vida, São Paulo, ano VII, n. 78, p. 14-22, jan. 2013.

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TEXTO: Paulo Cesar Paschoalini
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COMENTÁRIO: Trabalho apresentado como componente curricular de AACC - Atividade Acadêmica Cultural e Científica, durante a graduação em Licenciatura em Filosofia, pela Faculdade "Claretiano - Rede de Educação", Polo de Rio Claro-SP.
Em razão de hoje ser comemorado o “Dia do Professor”, eu achei por bem postar meu trabalho sobre o artigo publicado na Revista “Filosofia Ciência & Vida”, em que autor mostra a sua maneira particular de ver o momento em que vive o Sistema Educacional no Brasil, o que nos leva obrigatoriamente a uma reflexão a respeito. A imagem escolhida foi utilizada como ilustração do referido texto na época e consta do Portal da mencionada revista.
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terça-feira, 4 de outubro de 2016

MINHA CITAÇÃO:

Animais

“Muita gente se surpreende ao ver pessoas tratarem certos animais da mesma forma como se trata um ser humano. No entanto, acha perfeitamente normal ver pessoas tratando outro ser humano como se fosse o pior dos animais.”

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AUTOR: Paulo Cesar Paschoalini
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COMENTÁRIO: 
Hoje é comemorado o “Dia de São Francisco”, “Dia dos animais” e “Dia da natureza”. A postagem é um convite a uma reflexão sobre a relação entre o ser humano e a natureza, o ser humano e os animais e, sobretudo, entre o ser humano e “o outro”. Para Santo Agostinho, “necessitamos um do outro, para sermos nós mesmos”; para Sartre, no entanto, “o inferno são os outros”. É preciso reinventar a nossa relação com a natureza de um modo geral e, em especial, com “o outro”, que, de uma maneira mais simplista, poderia até ser entendido, por quem assim desejar, como sendo apenas um “animal um pouco mais sofisticado”.
Ao acessar o site "Pensador.uol.com.br", você encontrará essa e outras frases do autor, através do link: http://pensador.uol.com.br/autor/paulo_cesar_paschoalini/. Depois de ler, aproveite para curtir e/ou compartilhar algumas delas nas redes sociais. Também fica o convite para acessarem a página do Facebook: https://www.facebook.com/paulocesar.paschoalini.
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segunda-feira, 3 de outubro de 2016

UM TEXTO...

Os ninguéns

Os ninguéns: os filhos de ninguém, os dono de nada.
Os ninguéns: os nenhuns, correndo soltos,
morrendo a vida, fodidos e mal pagos:
Que não são embora sejam.
Que não falam idiomas, falam dialetos.
Que não praticam religiões, praticam superstições.
Que não fazem arte, fazem artesanato.
Que não são seres humanos, são recursos humanos.
Que não tem cultura, têm folclore.
Que não têm cara, têm braços.
Que não têm nome, têm número.
Que não aparecem na história universal,
aparecem nas páginas policiais da imprensa local.
Os ninguéns, que custam menos do que a bala que os mata.

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AUTOR: Eduardo Galeano
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COMENTÁRIO - Paulo Cesar Paschoalini: Eduardo Hughes Galeano nasceu em 3 de setembro de 1940, na cidade de Montevidéu e faleceu em 13 de abril de 2015, também na capital do Uruguai. Foi um jornalista e escritor uruguaio, sendo autor de mais de quarenta livros, cuja principal característica dos seus textos, além da qualidade inegável, é a combinação de ficção, jornalismo análise política e História. Dentre suas publicações, destaca-se a sua obra-prima intitulada “As veias abertas da América Latina”, escrita em 1971. É considerado um dos principais escritores latino-americanos, principalmente em razão da sua visão crítica, que abrangia principalmente as questões sociais e políticas do continente (fonte: Wikipedia).
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