Paulo Cesar Paschoalini

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Pirafraseando

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sexta-feira, 8 de novembro de 2019

MINHA CRÔNICA:

Um livro de presente 


Lembro-me com carinho da minha infância, apesar de agora ver fugir de mim muitos detalhes. Coisas da vida!

Eu era um garoto de apenas 7 anos, que estava concluindo a Primeira Série do chamado “Curso Primário” e minha primeira professora, D. Marina Otero Fioravante, fez a gentileza de me presentear com o livro “A lagostinha encantada”, da escritora brasileira Virgínia Lefèvre.

Segundo ela, o presente foi um “prêmio por tirar ótimas notas”, conforme dedicatória que ela me fez, no livro que guardo comigo até hoje (ver imagem). Pelo que sei, fui o único da classe a ser presenteado por ela naquele ano. Talvez nunca ela tenha sabido da real importância e significado daquilo pra mim. O primeiro livro que ganhei na vida; sem dúvida, uma conquista e tanto!

A partir daí, passei a frequentar a Biblioteca Infantil, que ficava numa sala anexa à Biblioteca Municipal de Piracicaba. Lá eu me cadastrei e, com alguma frequência, passei a levar um ou outro livro para casa e não somente os lia, mas me encantava com eles. Não consigo recordar nem quantos e nem quais eu cheguei a ler. Só sei que li.

Aos 13 anos, movido pela necessidade que a vida impunha, comecei a trabalhar durante o dia e estudar no período noturno. Na entidade a que eu pertencia, a chamada “Guarda Mirim”, que era a responsável por direcionar os menores aprendizes para empresas, havia um Centro Cívico e um jornalzinho interno, onde eu já escrevia algumas poesias, de conteúdo simples, é claro. É uma pena que esse material perdeu-se com o tempo.

Durante a minha juventude, o trabalho em outra cidade me afastou um pouco da leitura. Quando regressei à terra natal, atividades também de ordem profissional forçaram-me a esquecer um pouco dos livros. Afinal, existia um horário para entrar na empresa, mas não tinha hora para sair.

No entanto, o fascínio exercido por esse objeto mágico chamado livro, mais cedo ou mais tarde trataria de me impulsionar ao encontro de textos de vários autores e diversos estilos literários. Foi então que me dei conta de que, muito mais do que ler cada linha, senti que também passei a me ver nelas, o que despertou em mim a necessidade de me arriscar a escrever.

Mais tarde, com o surgimento da internet e das Redes Sociais, tornou-se possível a divulgação de minhas poesias e demais textos, o que possibilitou a grata satisfação de contato virtual com muitas pessoas, não somente de outras cidades, mas também de outros estados, países e continentes.

E é justamente nesse ponto, outros países e continentes, que eu volto ao início deste texto. Recentemente, no mês de setembro, tive a grata surpresa de tornar a ser presenteado com um livro, dessa vez enviado e autografado pela própria autora. Cerca de 50 anos depois, mais uma obra de valor muito significativo para mim.

Trata-se do livro intitulado “Melodia nos Versos de (A)mar”, de Carla Félix, poetisa e escritora residente na cidade de Praia de Vitória, Terceira, Açores, Portugal, com quem passei a manter contato recentemente, através de Ana Príncipe, uma amiga também portuguesa, que tive a satisfação de conhecer pelo Facebook, graças à “magia” das palavras.    

O livro em questão é composto de poesias de muita sensibilidade, que falam sobre a paixão que desperta o (a)mar, em especial para quem tem o privilégio de viver num arquipélago cercado de muita beleza, que, pela imagem retratada na capa (ver na internet), já dá ideia de que não falta à autora motivos para suas inspirações.

Somente mesmo o talento é capaz de explicar como é possível a ela versar essencialmente sobre um tema, de diversas maneiras, sem ser repetitiva e cativando o leitor a cada texto, devido à flagrante habilidade pessoal expressada nos versos.

De comum, esses dois livros mencionados têm como tema o mar e também, e principalmente, a coincidência do adjetivo atribuído à “Lagostinha”, naquele presente que ganhei aos 7 anos. Na obra recebida agora, porém, o encanto não fica restrito somente à capa, mas espalha-se pelas palavras das páginas internas, que navegam movidas pela sensibilidade.

Quero deixar aqui registrada a minha gratidão à Carla Félix por essa gentileza. Para mim, receber um livro de quem admiro pelo trabalho literário, enviado diretamente pela autora, de outro país, com uma dedicatória e devidamente autografado, vai além de belo “presente”. É algo para ser lembrado também no futuro, onde mora a palavra “sempre”. Mais do que isso, é uma especial bênção, com sabor da água desse imenso mar que une brasileiros e portugueses!

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TEXTO: Paulo Cesar Paschoalini
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COMENTÁRIO: O texto foi publicado na "Revista Vicejar", em 08.11.2019, onde o escritor possui vários textos de sua autoria, atuando como Colaborador do Blog. Para ler mais acesse:
LINK DO TEXTOhttps://revistavicejar.blogspot.com/2019/11/um-livro-de-presente.html .
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quarta-feira, 3 de setembro de 2014

UMA CITAÇÃO...

Leveza...

"Muita gente 
se preocupa em ser magro,
mas não se preocupa em ser leve."

Lightness...
"Many people are concerned with being thin,
but does not care to be light."
(TRADUÇÃO: Google Tradutor)

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AUTORA: Martha Medeiros
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COMENTÁRIO – Paulo Cesar Paschoalini:
Martha Medeiros é jornalista e escritora brasileira, que também trabalhou em propaganda e publicidade. Atualmente é colunista do jornal 'Zero Hora', de Porto Alegre, e de 'O Globo', do Rio de Janeiro. De versatilidade indiscutível, nos 25 livros de sua autoria ela transita pelos gêneros poesia, crônica, conto e romance (Wikipédia). Por ser pouco conhecida da grande público, fica a sugestão para acesso a alguns de seus textos pelo link: http://pensador.uol.com.br/autor/martha_medeiros/.
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