Paulo Cesar Paschoalini

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Pirafraseando

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segunda-feira, 23 de janeiro de 2023

MINHA POESIA:

ENTRE AZUL E OCRE: 

O oceano murmura e sonha...
Tocado pelas estrelas do mar,
queria dedilhar estrelas do céu.
O desejo que desbrava horizontes
é o mesmo que tateia a areia.

Seu dilema transita num vaivém.
Divaga entre o chegar e o partir,
a profundeza e a emergência.
Esconde mistérios e o infinito;
da praia ele se mostra mais bonito.

O mar é revolto em suas dúvidas,
entre o ir ao encontro do céu azul,
com pensamentos vagando nuvens,
ou vir debruçar-se no ocre da areia,
misturando-se ao granulado do solo.

Num contínuo tangenciar de limites,
sem macular quaisquer matizes,
no bem abraçar de tonalidades,
pela rota do acaso e das marés,
o mar às vezes veste-se de verde!

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AUTORPaulo Cesar Paschoalini
(Protegido por Lei de Direitos Autorais, 9.610/98)
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COMENTÁRIO: A poesia é parte integrante do original do livro de poesias “Mar adentro, mundo afora”, aguardando uma parceria/patrocínio para publicação/lançamento. Registrado no EDA/FBN em 2014.

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sábado, 3 de dezembro de 2022

MINHA POESIA:

VASTO OCEANO: 

Desprovido de qualquer material adequado, 
eu, poeta, lanço meu olhar sobre o mar, 
a fim de pescar na minha rede de sentimentos 
o encantamento espalhado pela imensidão, 
ou preciosidades escondidas nas profundezas. 

A uma certa distância, 
sinto o vento que sopra na praia 
e vejo ondas que juntam a areia; 
ouço ali o murmúrio do Criador. 
Inevitável não querer aproximar-me. 

Molho os pés na água salgada, 
para experimentar o sabor do infinito. 
Minha boca não esconde o contentamento; 
eu, simplesmente, rio... 
querendo descobrir-me vasto oceano!  

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AUTOR: Paulo Cesar Paschoalini
(Protegido por Lei de Direitos Autorais, 9.610/98)
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OBSERVAÇÃO: O texto é parte integrante do original "Mar adentro, mundo afora...", livro de poesias aguardando parceria/patrocínio para publicação. 
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domingo, 3 de janeiro de 2021

MINHA POESIA:

SOPRO: 

Um último suspiro... 
Um sopro brando 
levou para longe um agito contido, 
que não se continha mais. 
A inquietação não se dissipava. 

Já não tinha mais 
aquele explosivo jeito sereno, 
que explodia serenidade. 
A tranquilidade foi abandonando 
a sua essência, pouco a pouco. 

Prefiro lembrar você 
no gozo de sua lucidez. 
Quando estava perto, 
seus pensamentos vasculhavam, 
ao longe, o infinito do saber. 

Agora, que está longe, 
vim saber que o infinito é muito perto. 
Aprendi que a distância que separa 
os limites da vida e o infinito 
é de exatamente um sopro... 


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AUTORPaulo Cesar Paschoalini
(Protegido por Lei de Direitos Autorais, 9.610/98)
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- COMENTÁRIO:
Hoje faz 20 anos que meu irmão Valter se foi. Eu sei que pode soar clichê,  mas realmente parece que foi ontem. Se isso foi "ontem", posso dizer que "anteontem" mesmo estávamos nós ali, no quiantal da nossa infância, brincando com coisas que nós mesmos fazíamos para nos divertir.
Foi uma das pessoas mais presentes na minha vida e com quem aprendi muito, já que era dois anos mais velho que eu. Estudamos nas mesmas escolas, frequentamos juntos muitos lugares em nossa juventude e também trabalhamos na mesma empresa.
Lembro-me que certa vez ele leu alguns de meus textos poéticos e me disse que eu deveria publicá-los. Foi uma das pessoas que me incentivou a seguir escrevendo.
O poema acima eu fiz três semanas depois de sua partida e dedico (como na época) aos seus filhos Jean, Vítor e Renata. Quis o destino que a Renata também nos deixasse em maio de 2014, mas nos deu o Theo, filho dela com o Felippe.
A palavra saudade certamente não é suficiente para expressar a falta que todos nós sentimos deles dois. 
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domingo, 27 de dezembro de 2020

MINHA POESIA:

ENTRE AZUL E OCRE: 


O oceano murmura e sonha...
Tocado pelas estrelas do mar,
queria dedilhar estrelas do céu.
O desejo que desbrava horizontes
é o mesmo que tateia a areia.

Seu dilema transita num vaivém.
Divaga entre o chegar e o partir,
a profundeza e a emergência.
Esconde mistérios e o infinito;
da praia ele se mostra mais bonito.

O mar é revolto em suas dúvidas,
entre o ir ao encontro do céu azul,
com pensamentos vagando nuvens,
ou vir debruçar-se no ocre da areia,
misturando-se ao granulado do solo.

Num contínuo tangenciar de limites,
sem macular quaisquer matizes,
no bem abraçar de tonalidades,
pela rota do acaso e das marés,
o mar às vezes veste-se de verde!

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AUTORPaulo Cesar Paschoalini
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domingo, 3 de janeiro de 2016

MINHA POESIA:

Sopro

Um último suspiro...
Um sopro brando
levou para longe um agito contido,
que não se continha mais.
A inquietação não se dissipava.
Já não tinha mais
aquele explosivo jeito sereno,
que explodia serenidade.
A tranquilidade foi abandonando
a sua essência pouco a pouco.
Prefiro lembrar você
no gozo de sua lucidez.
Quando estava perto,
seus pensamentos vasculhavam,
ao longe, o infinito do saber.
Agora, que está longe,
vim saber que o infinito é muito perto.
Aprendi que a distância que separa
os limites da vida e o infinito
é de exatamente um sopro...

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AUTOR: Paulo Cesar Paschoalini
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COMENTÁRIO: Hoje faz precisamente 15 anos que meu irmão Valter se foi. Eu sei que pode parecer clichê, mas realmente me dá a impressão que foi ontem. Se isso foi ontem, posso dizer que anteontem mesmo estávamos ali em nosso quintal, brincando com os carrinhos que nós mesmos fabricávamos, lembra? A palavra saudade certamente não é suficiente para expressar a sua falta.
Foi uma das pessoas mais presentes na minha vida, até então, já que era dois anos mais velho que eu e eu aprendi muito, mas muito mesmo com ele! Estudamos nas mesmas escolas, frequentamos juntos muitos lugares em nossa juventude e também trabalhamos na mesma empresa.
Lembro-me que, certa vez, ele leu alguns de meus textos e um dia me disse que eu deveria publicá-los. Apesar da simplicidade de cada linha, o tipo de incentivo como esse me fizeram reunir os poemas e me levou a acreditar numa eventual publicação. Porém ele não chegou a ver meu livro pronto.
O poema acima eu escrevi três semanas depois de sua partida e foi publicado na página 51 do meu livro "Arcos e Frestas". Nos agradecimentos, eu mencionei que o texto era em sua memória e dediquei aos seus filhos Jean, Vitor e Renata. Quis o destino que a Renata nos deixasse em maio de 2014 e, independente da crença de cada um, de certa forma, eles estão juntos agora.
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