Paulo Cesar Paschoalini

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Pirafraseando

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sábado, 20 de junho de 2026

MINHA POESIA:

FUTEBOL: 


No futebol, o gol 

não é apenas uma bola 

balançando a rede, não; 

é a magia de uma rede

embalando uma paixão.


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AUTOR: Paulo Cesar Paschoalini
(Protegido por Lei de Direitos Autorais, 9.610/98)
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segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

MINHA CRÔNICA:

Síndrome de Narciso


Não sou adepto daquela emblemática frase de que “O Brasil é a pátria de chuteiras”. Um país deve (ou deveria) ser muito mais do que isso. Uma nação somente cria uma identidade que a represente, quando lança mão de algo que está presente em seu senso de coletividade.

Considerando assim, nada melhor do que metáforas envolvendo o futebol, com aspectos de um esporte que, pelo apelo passional, revela, mais do que nunca, comportamentos e situações que podem denunciar a maneira com que um povo se relaciona socialmente.

Curioso notar que, logo depois da surpreendente (?) eliminação para a Bélgica na Copa de 2018, boa parte da imprensa, além de membros da Comissão Técnica, se referiam a Neymar como sendo “um menino genial”, ou “um garoto que está arrasado”. Isso somente reforça a tese daqueles que consideram que ele não está suficientemente amadurecido.

Raras foram as vezes em que foi tratado como realmente é; um atleta profissional de 26 anos, que recebe em torno de R$ 12 milhões por mês. Mesmo após 8 anos como jogador de destaque, portanto, metade da carreira da maioria dos jogadores de futebol, as palavras sempre foram medidas com o cuidado para não melindrar, ou mesmo para não ferir “a galinha dos ovos de ouro”.

Sim, é isso mesmo que grande parte da mídia tem se portado quando o assunto é Neymar. Afinal, é graças a ele que as emissoras e outros meios de comunicação preenchem (para não dizer “enchem”) as telas nos intervalos comerciais e as páginas de jornais e revistas de circulação nacional e internacional.

Neymar é colocado em uma redoma e todos os conflitos pessoais e o comportamento de exacerbação de seu ego, também nos clubes por onde tem passado, é relegado a um plano infinitamente inferior à projeção que se dá ao seu visual, em especial os seus cabelos.

Não é a toa que o “menino” ganhou mais “uns trocados” por estrelar há pouco tempo um comercial de shampoo, visto que é mais importante o aspecto exibido externamente, do que valorizar o que vai dentro da cabeça, não é mesmo?

Porém, esse não é o único segmento que explora a sua imagem. Com uma infinidade de contratos milionários em torno da marca “Neymar Jr.”, é perfeitamente compreensível que o “garoto” tenha abusado em demasia de jogadas individuais e permanecido os 90 minutos de todas as partidas da Copa, mesmo aparentemente não reunindo condições físicas ideais. Mas como ficariam os interesses contratuais?

Não resta dúvida de que se trata de um jogador bem diferenciado, com talento ímpar, mas o aspecto megalomaníaco que o reveste não remonta de hoje. Sempre foi tratado como sendo praticamente uma entidade apartada, maior que o Santos, quando começou, Barcelona e PSG, com coleção de conflitos internos, e Seleção Brasileira, onde é devidamente mimado.

Convém destacar que Neymar não é e nunca deverá ser visto como nem vilão e nem como vítima nesse contexto. Ele é apenas a personificação emblemática dessa tendência, um produto de consumo, elaborado por uma mídia que enfatiza muito mais as vaidades pessoais, justamente de um esporte que prima, antes de mais nada, pelo senso de equipe, em busca do gol, derivada de “goal”, palavra inglesa que significa “objetivo”.

Enquanto o modelo a ser seguido for narcisista, de um jovem que insiste em se apaixonar por sua própria imagem, admirada numa fonte onde jorram dólares e euros, será apenas o reflexo de uma sociedade calcada no individualismo, que se importa muito mais com “preço” do que com “valores”.

A vida não é um jogo. Até quando seremos um país que não ataca a ignorância, vivendo somente das “vitórias” do passado, que empata com a ineficiência do presente e com seu sistema de defesa sempre exposto às goleadas impostas pelos impiedosos contragolpes do futuro?

Para finalizar, muitos dirão que esse texto está atrasado, já que a Copa de 2018 já se foi “há muito tempo”. Talvez, mas nunca é tarde para se fazer uma (re)leitura do momento. Resolvi publicá-lo somente depois de alguns meses, justamente para não parecer paixão de torcedor. Além do mais, foi bom observar com cuidado a postura das pessoas, desde o fim do Mundial até os dias atuais.

E olha que aconteceu muita coisa relevante desde então, não é mesmo?... E falem a verdade: senso de coletividade ZERO!... Assim como Neymar, cada um continua olhando para si mesmo, para quanto vai sair ganhando “aqui ou ali”... E o pior; baseando-se tão somente no lucro financeiro, como único objetivo a ser alcançado, a qualquer preço!

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TEXTO: Paulo Cesar Paschoalini
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COMENTÁRIO: O texto foi publicado na "Revista Vicejar", em 21.01.2019, onde o autor é colaborador, sendo que seus textos são publicados regularmente. Para ler mais acesse:
LINK DA REVISTA:
LINK DO TEXTO: http://revistavicejar.blogspot.com/2019/01/sindrome-de-narciso.html .
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quinta-feira, 14 de junho de 2018

MINHA CITAÇÃO:

Copa do Mundo

"No futebol, o gol não é somente uma bola balançando a rede; é a magia de uma rede embalando uma paixão."

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AUTOR: Paulo Cesar Paschoalini
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(OBS.: Se você acessou alguma frase com conteúdo semelhante à essa, favor me avisar, no caso de já haver algo parecido)
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terça-feira, 30 de dezembro de 2014

UM TEXTO...

Para merecer um ano novo...

"Para ganhar um Ano Novo 
que mereça este nome, 
você, meu caro, tem de merecê-lo, 
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil, 
mas tente, experimente, consciente. 
É dentro de você que o Ano Novo 
cochila e espera desde sempre."

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AUTOR: Carlos Drummond de Andrade
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COMENTÁRIO - Paulo Cesar Paschoalini:
Um excelente 2015 para todos aqueles que acessam o blog!
Que me perdoem os não piracicabanos, mas, principalmente, em todos os anos terminados em “15”, fica impossível não o relacionar com o XV de Piracicaba. Dia 15 de novembro último, Piracicaba comemorou os 100 anos do nosso XV, fundado em 1914. Dessa forma, em 2015, o agora centenário Esporte Clube XV de Novembro estará disputando seus campeonatos e torneios, com a pompa dos três dígitos. Aquela que é reconhecidamente a torcida com maior público do interior do Campeonato Paulista, a imensa torcida alvinegra, espera que seja, em especial, um ano com resultados positivos.
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segunda-feira, 3 de novembro de 2014

MEU TEXTO:

Lupy: 25 anos

“Eu tive um sonho...”. Muito embora essas palavras sejam do início do discurso de uma consagrada personalidade mundial, acredito que seja isso que mova o espírito humano: “o sonho”.

Assim, um dos meus sonhos era ter um “pedacinho de chão” para curtir com a família e também poder “bater uma bolinha” nos finais de semana com alguns amigos. Graças a meus pais aqui presentes, que eu aproveito para agradecer, isso foi possível por um longo tempo e foi também o início de uma bela história.

No final de 1989, um campinho de futebol passou a abrigar um grupo de pessoas que tinha como finalidade não propriamente disputar partidas, mas a prática de um esporte. Afinal, “quem não sonhou ser um jogador de futebol”, como diz aquela música do Skank.

Esse sonho era despretensioso, pois não foi projetado um determinado tempo para isso. Era somente sábado após sábado. Embora não houvesse a preocupação com relação à quantidade, havia uma condição imprescindível: a qualidade das pessoas!

Sendo assim, além das jogadas e de alguns golzinhos, os verdadeiros golaços ficaram mesmo por conta do “depois dos jogos”, quando os laços que foram construídos, e que permanecem, eram mais sólidos que aqueles que sustentam as redes que vez por outra balançava a cada tento anotado.

Desses laços, gostaria de mencionar a solidariedade que presenciamos quando do acidente que envolveu três dos nossos amigos. Pudemos constatar que algumas pessoas levaram às últimas conseqüências a expressão “amigos de sangue”. Felizmente os três estão com plena saúde. Aliás, como revés, quis o destino que o único caso de atleta ausente por “força maior” fosse justamente de meu irmão Valter.

Contudo, o que importa é que hoje estamos todos aqui reunidos para comemorar. E essa comemoração só foi possível porque as centenas de pessoas que conviveram conosco durante todo esse tempo tiveram a mesma preocupação em convidar “os melhores”, não como jogadores, mas como seres humanos.

Gostaria de lembrar que o início “não foi só o Paulinho”, como muitos insistem em dizer. Mas, principalmente, de muitas pessoas que “compraram essa ideia” e porque no começo tinha um alguém com a preocupação de cuidar com carinho do gramado, mesmo não jogando nele: “Seu Armando”.

E por falar no “Seu Armando”, eu queria destacar também o Sr. Toninho Sinhoreti, pai do Mário, que cede seu espaço familiar para essa “Turma do Lupy”. Agradecimento especial ao Juca, lembrando, em particular seu pai, Sr. João Silveira, que esteve ao nosso lado em muitas oportunidades. Não esquecer de mencionar o Naia e o Sr. Egisto Mazine, pai do Fábio, por disponibilizarem suas chácaras para eventos. Sintam-se também homenageados os pais de todas as pessoas que aqui estão. Podemos constatar de que se trata de um grupo que privilegia a família.

Apesar das circunstâncias e coincidências da vida, tenho certeza de boa parte das pessoas que se encontram nas chamadas “peladas sabadais” dificilmente teriam outra oportunidade de se conhecerem. Esse deve ser nosso maior orgulho!

Sou grato aos meus irmãos e aos amigos que iniciaram, como também a cada um pela participação importante que tiveram ao longo do tempo e principalmente àqueles que ainda persistem. Se as pessoas lá não comparecessem, aquele que possui sua chácara ou sítio talvez não tivesse com quem desfrutar aquele espaço.

No caso específico de hoje a noite, um agradecimento especial a todas as pessoas que se desdobraram para que esse encontro fosse possível.

Se pensarmos que existem muitos relacionamentos, ou mesmo pessoas, que não duram sequer 25 anos, temos hoje a noite motivos de sobra para comemorar. Além do mais, estamos vivendo um dos raros momentos em que a realidade consegue superar um sonho... Um sonho sem a pretensão de ser “de ouro”, mas que conseguiu alcançar o status de “Bodas de Prata”.

Lupy é o nome de um cachorrinho, que faz companhia para todos nós depois do bate-bola de sábado a tarde. Nada melhor o que um cachorro para sintetizar a fidelidade que construímos ao longo do tempo. Essa turma do Lupy é mesmo “boa pra cachorro”. Muito obrigado a todos vocês!

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TEXTO: Paulo Cesar Paschoalini
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COMENTÁRIO:
Texto lido no jantar em comemoração aos 25 anos da "Turma do Lupy". No final deste ano, estamos completando "bodas de prata" de um pouco de futebol e, acima de tudo, muita amizade. Tudo começou com um grupo de pessoas, que acabou se desdobrando em outras... e mais outras, até chegarmos a essa comemoração. Tenho a satisfação pessoal de ter sido um dos primeiros. Abraço a todos! Para saber um pouco mais dessa turma maravilhosa, acesse o blog: http://lupy-futebolclube.blogspot.com.br/ 
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domingo, 27 de julho de 2014

MINHA CRÔNICA:

Verbo "selecionar"

Não gosto muito da máxima de que o Brasil “é a pátria de chuteiras”. É claro que nosso país é muito mais que seus times e a Seleção Brasileira. Mas, como o futebol, ainda, é o esporte mais popular e envolve vários segmentos, não seria fora de propósito fazer uma análise após a divulgação do nome do “novo” técnico da nossa Seleção, depois da pífia participação no Mundial. Foi acesa a luz amarela depois da Copa deste ano, mas parece que os dirigentes ainda continuam daltônicos.

Se bem que eu tenho minhas restrições ao uso do termo “dirigente” para quem está no comando da CBF. Entendo que para ser conhecido como diretor, a pessoa precisa ter reconhecida capacidade e experiência, demonstrada ao longo de anos de planejamento e trabalho, para só depois estar apta a dirigir. Acredito que a expressão adequada para designar as pessoas atualmente ligadas à CBF seja “cartola”, já que podem estar a serviço de uma série de interesses questionáveis.

Na mesma linha de raciocínio, penso que o termo “técnico” também está desvirtuado, de certa maneira, já que, salvo engano, não existe realmente um Curso Técnico para profissionais de Futebol no Brasil. Portanto, Dunga e aqueles que o antecederam não poderiam ser assim chamados; prefiro o termo “treinador”. Mas como Dunga chegou pela segunda vez a essa função na Seleção?
        
Desde as categorias de base do Internacional, o jogador Dunga se destacava mais pela eficiência na marcação, o que, convenhamos, é um ingrediente importante. Contudo, técnica e habilidade nunca foram suas principais qualidades, conforme suas atuções em outros clubes brasileiros. Suas passagens por times tradicionais como Corinthians, Santos e Vasco não deixaram saudade. Quem sabia ou ainda se lembra disso?

Pesa a seu favor, por exemplo, sua passagem pela Itália (1987 a 1993), porém pouco expressiva, e ter jogado pelo Stuttgart, no respeitado Campeonato Alemão (1993 a 1995). Apesar de competitivo, naquela época o futebol alemão vivia ainda a predominância dos fatores força e preparo físico, em detrimento da técnica e do futebol com qualidade. No atual patamar da Seleção da Alemanha, a meu ver, não seria digno de desatar o nós das chuteiras de Kroos e Schweinsteiger, que atuam nas mesmas posições em que ele jogava.

O fato de ter sido escolhido o melhor jogador do futebol japonês em 1997, a meu ver, só faz coro ao dito popular de que "em terra de cego...". Daí a se valer num desses quesitos para ser colocado num patamar de um jogador taticamente importante, tudo bem. Mas, pelas mesmas razões, o considerarem um astro internacional, a ponto de ser convocado para três Copas do Mundo, aí já é demais! Até a imprensa o elevar à condição de “líder natural” de 1994, aqui no Brasil, pouca gente o colocava sequer na condição de “selecionável”.

Depois de que o Brasil foi eliminado na Copa de 1990, a mídia, acostumada a rotular pessoas e acontecimentos, usou e abusou da expressão “Era Dunga”, quando se referia ao fracasso naquele Mundial. De forma pejorativa, o nome do atleta foi vinculado à maneira limitada e inexpressiva com que Seleção se apresentou naquela oportunidade.

Entretanto, quatro anos mais tarde, o Brasil sagrou-se campeão da Copa sediada pelos Estados Unidos e, por ser Capitão e um dos principais nomes da equipe, passou a ser símbolo de liderança e futebol aguerrido, muito mais pelos seus berros dentro de campo do que propriamente pela qualidade de seu futebol, que, inegavelmente apresentou evolução. Sendo assim, de jogador reconhecidamente de futebol burocrático e limitado em 90, foi guindado pela mesma imprensa à condição de ídolo, que até passou a chamá-lo de “vencedor”.

Porém, na sua terceira participação em Copas, tudo voltou ao normal e tornou a ser novamente derrotado, embora dessa vez na final contra a França, equipe anfitriã daquele Mundial, passando a ser questionado mais uma vez. Com esse retrospecto, entendo que Dunga não deva ser lembrado unicamente de forma negativa, mas também acho exagerado que seja chamado exclusivamente de “vencedor”. Se tomarmos por base que o motivo que o levou a ser chamado dessa forma foi o fato de ter conquistado uma Copa do Mundo, por ter participado de três edições, o placar lhe é desfavorável: Eliminação 2 x 1 Êxito.

Cabe, agora, uma análise sobre o treinador Dunga. Se por um lado ele reúne algum mérito como jogador pelas convocações, sua indicação como treinador para 2010 não é somente questionável, mas inexplicável. Num raciocínio muito coerente, Dunga não poderia jamais ser considerado o melhor nome para treinador, justamente porque, pasmem, ele nunca tinha sido treinador. Portanto, impossível de se fazer uma avaliação. E, então, aquele que passou a ser sem nunca ter sido, criou Felipe Melo à sua imagem e semelhança. Desse modo, tendo como referencial um jogador ainda mais limitado, o Brasil foi eliminado em 2010 pela Holanda, em lances cruciais, com de participações negativas de “sua criatura”.

Importante ressaltar que Felipe Melo era um ilustre desconhecido, até ser chamado por Dunga. Depois de seguidas convocações, foi contratado pela toda poderosa Juventus de Turin, sem nunca ter correspondido ao investimento da equipe italiana, sendo alvo de muitas críticas. Outros atletas convocados por ele naquela época também tiveram destinos semelhantes. Agora, o “braço-direito” de Dunga é Gilmar Rinaldi, um ex-goleiro, que atua como empresário de jogadores. Por isso, é inevitável que não sejam levantadas suspeitas de que a CBF se transforme (ou continue a ser) um “grande balcão de negócios”.

Talvez, querendo provar sua competência à torcida e a imprensa, com quem nunca teve bom relacionamento, Dunga tornou-se, finalmente, treinador de um clube, assumindo o comando do Internacional de Porto Alegre em dezembro de 2012, time que o revelou como jogador. Para seu infortúnio, apesar de campeão gaúcho, nem a agremiação com tem um vínculo histórico foi capaz de mantê-lo no cargo e acabou por demiti-lo menos de um ano depois, em função de resultados insatisfatórios.  

Agora, poucas semanas depois do fiasco do time de Felipão na Copa de 2014, os “iluminados” da CBF comunicam que o “novo” treinador da Seleção é Dunga, nome mais uma vez discutível, principalmente se tomarmos como referência o seu currículo à frente de uma equipe de futebol. Quando se esperava uma mentalidade mais moderna, no lugar de algo novo nos deparamos com o “de novo”.

E por essa e outras que a "visão nanica" dos representantes da CBF nos remete, obrigatoriamente, a uma situação de “conto de fadas”. Assim, o cidadão Carlos Caetano Bledorn Verri, ex-jogador e treinador desempregado, mais conhecido por Dunga, apelido baseado em um dos “sete anões”, volta a ter a missão de treinar aquela que já foi a Seleção que jogava o melhor futebol do planeta. Quando todos esperavam a vinda de um “Mestre”, o torcedor, que queria estar Feliz”, poderá ter muitos motivos para ficar “Zangado”. Perdoem-me pelos clichês.

É possível ganhar a próxima Copa?... Bem, tudo é possível, já que o futebol é um esporte também regido pelo signo do imponderável. Como em outras oportunidades, muitas vezes o talento individual acaba nos redimindo da falta de planejamento e competência. O certo, no entanto, é que o caminho escolhido é reconhecidamente nebuloso. Sai a figura caricata de Marin e entra del “Nero”, um nome sugestivo para reduzir o futebol brasileiro às cinzas.

Para finalizar, quase ninguém se dá conta de que a palavra “Seleção” é, antes de mais nada, derivada do verbo selecionar, do ato de apartar e apresentar aquilo que se tem de melhor. Numa estrutura em que se começa não selecionando dirigentes, nem treinadores e, por conseqüência, nem sempre os melhores jogadores, pouco ou quase nada podemos esperar. Com base em estudos científicos, convém lembrar que a chamada lei de “seleção natural”, ao longo do tempo, sempre acaba sendo cruel com aqueles menos capacitados...

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AUTOR: Paulo Cesar Paschoalini
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COMENTÁRIO:
Se existe alguma coisa de positivo nessa escolha movida pela "policagem" e falta de bom senso, eu penso que seria o fato de eu passar a me dedicar meu tempo a outras coisas mais importantes.
Quando terminei de escrever o texto na sexta-feira, dia 25/07, tomei conhecimento de que o jornal "Folha de São Paulo" veiculou a notícia que a Receita Federal estaria cobrando do agora treinador Dunga o valor de R$ 907 mil, por não ter pago imposto sobre o dinheiro movimentado no exterior no ano de 2002. Evidentemente que nem toda denúncia é definitivamente sinal de culpa. Mas para quem recai sobre ele algumas outras suspeitas, convém ficar atento também com relação a esse assunto.
Para criação da imagem, foram consultados os sites: pt-br.disney.wikia.comfutebol.radiomania.com.br.
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quarta-feira, 11 de junho de 2014

MINHA CITAÇÃO:

Uma paixão!

"No futebol,
o gol não é apenas
uma bola balançando a rede...
É uma rede embalando uma paixão!"

"In soccer,
the goal is not just
a ball shaking the net...
is a net cradling a passion!"
(Tradução livre)

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FRASE: Paulo Cesar Paschoalini
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COMENTÁRIO:
Amanhã, dia 12/06, tem início mais uma Copa do Mundo de Futebol, pela segunda vez no Brasil, já que em 1950 nosso país também foi sede, tendo sido derrotado na Final pelo Uruguai, por 2 x 1, de virada, em pleno Estádio do Maracanã. A frase acima foi escrita por mim em 10/01/2004, portanto há mais de dez anos, num texto que eu havia rascunhado para ser uma crônica, que depois quis virar poesia, que depois de muito depois, ainda não se decidiu em qual gênero literário vai fazer parte. Mas ficou a frase.
A tradução é livre e, portanto, sujeita a equívocos em razão das particularidades de cada língua. O termo "net" eu não sei se é a tradução mais fiel, mas ganha uma conotação especial, em razão da ampla cobertura que deverá ter nos diversos canais da internet. A imagem foi pesquisada no Google e, além de ser linda, guarda total relação com a citação que eu inseri sobre ela. Pertence ao site www.temnacopa.com.br.
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terça-feira, 8 de janeiro de 2013

MINHA CRÔNICA:

Ora, bolas!

O ano de 2013 inicia e lá se vão dois anos da última vez em que disputei uma “pelada sabadal”. O tempo voa e não me dei conta de que já se passaram 24 meses. Como costuma-se dizer, parece que foi ontem mesmo que eu recebi aquele cruzamento do Emerson e emendei para o gol, sem chance de defesa para o (quase) intransponível goleiro Preguiça.

Isso mesmo, quando fiquei sabendo pelo Departamento Médico que ficaria fora algum tempo por questões físicas, procurei me lembrar qual teria sido meu último gol e esse foi meu derradeiro tento, até então. Só não sabia que a volta levaria dois anos.

Para me certificar de que o retorno não seria vexatório, entrei logo em contato com o Emerson. Afinal, graças a sua genialidade, foi mentor do meu último balançar de redes, antes do “exílio esportivo” forçado. Também telefonei ao Mazine para me passar as coordenadas, com base “excrusive” em sua experiência internacional. Para completar, vim a bordo da Hilux dele, para poder manter a pose, é claro!

Depois desse período, assim que começou o jogo, notei que algumas coisas mudaram em mim. Recebi um colete de cor laranja e em poucos minutos de bola rolando ficou claro quem seria a “laranja podre” da equipe. Logo de cara, na primeira partida, minha participação foi fundamental nos principais lances que resultaram em dois gols... Do time adversário. E assim terminou 2 x 0 para os “Blues”.

Mas meus principais adversários não eram aqueles atletas de coletes azuis. O sol, por exemplo, estava implacável. O pulmão, que na verdade são dois, mesmo somados pareciam que não passavam de meio órgão com a intenção de me fazer respirar. Já a inspiração era zero, ou algo muito próximo disso.

Quanto às pernas, a direita não conseguia entrar num acordo com a esquerda. A cintura era apenas um acessório capaz de suportar a barriga, que já começa a marcar presença. O coração mais parecia que apanhava do que batia e os olhos mal acompanhavam o objeto esférico, que se movia numa velocidade espantosa. Os oito minutos, até ser substituído pelo Claudinho, pareceram uma eternidade...

Com relação aos demais, alguns fios de cabelos brancos a mais e uns quilinhos adicionais para deixar claro de que se trata de um lugar ideal para atletas de peso. De novidade mesmo a presença de dois atletas Gaúchos. Ambos, gente fina!

Mas as características regionais ficaram mais acentuadas assim que o “rango” ficou pronto. Parecia um bando de nordestinos (com todo o respeito), sem receber o Bolsa Família por pelo menos três meses. É nessas horas que o ser humano mostra o seu lado mais primitivo. Como a intenção de justificar esse tipo de comportamento, vale destacar que a comida estava mesmo uma delícia! Parabéns ao Dú e ao Marcelo Galina.

Podem ter certeza de que não me esquecerei facilmente desse momento. Desde ontem, domingo, é a primeira coisa que me vem à mente quando acordo. Minhas costas, a panturrilha, o joelho direito e o tornozelo esquerdo, todos doloridos, fazem questão de me lembrar de minha volta. Mas é questão de tempo... Depois piora.  

No próximo sábado, dia 12, estarei ausente em razão de um casamento para o qual eu fui convidado. Mania que essa gente tem de se casar aos sábados, não é mesmo?

A partir do dia 19, fico na expectativa que um novo casamento aconteça: a união entre eu e aquele objeto esférico muito rápido e que insiste em pular constantemente para dificultar ainda mais minha empreitada. Tenho certeza de que há dois atrás não era assim. Se não acontecer o casamento pretendido, que seja pelo menos o início de um namoro, em que a gente se entenda e que procure se tratar mutuamente, se não com carinho, ao menos com um mínimo de cortesia. Caso isso não seja possível, o que há de se fazer?

Ora, bolas! Afinal, para que servem as cervejas geladas? Embora elas sejam de Agudos, essa conotação lancinante não provoca qualquer ferimento. Pelo contrário, desde que com moderação, são capazes de aplacar eventuais frustrações decorrentes do inevitável caminhar do tempo.

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AUTOR: Paulo Cesar Paschoalini
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COMENTÁRIO:
Quero com esse texto expressar meu agradecimento pela maneira como fui acolhido por todos os amigos da Turma do Lupy, depois de dois longos anos de ausência dos gramados, apesar de minhas aparições esporádicas em outros eventos do grupo. A imagem utilizada é do site criacionismo.com.br
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domingo, 8 de janeiro de 2012

MINHA CRÔNICA:

Títulos protestados
Queiramos ou não, o Brasil continua sendo o país do futebol e nada melhor do que um começo de ano para se fazer um balanço do cenário esportivo da temporada que passou. O ano de 2011 termina com um saldo positivo para o Santos, campeão da Libertadores, e para o Corinthians, campeão brasileiro, mas não do torneio sulamericano, evidentemente. Mas o saldo mais expressivo, sem dúvida nenhuma, é o do Palmeiras. Até o início do ano, o alviverde tinha 4 (quatro) títulos nacionais e termina o ano com 8 (oito) conquistas, ou seja, o dobro.

Para isso não foi necessária a contratação de nenhum craque de expressão, mas a eficiência do Departamento Jurídico do clube, já que em campo, quando faltavam quatro rodadas para o final do Brasileirão, o time ainda corria risco de ser rebaixado mais uma vez para a Segundona. Assim, no “tapetão”, o time do Parque Antártica conseguiu alcançar o sucesso que não consegue no tapete verde, onde, de fato, deveriam acontecer as grandes conquistas.

Se levarmos em consideração a habilidade dos advogados, não a dos jogadores, o “glorioso” Palmeiras poderá ter ainda mais sucessos em 2012. Basta buscar “em algum lugar do passado” outras situações que poderiam ser consideradas merecedoras de mais títulos. Com a intenção de ajudar os causídicos alviverdes, vejamos alguns exemplos:

Conforme relato de quem viveu naquela época, na década de 50 o Palmeiras veio até Piracicaba participar de uma partida beneficente contra o time “B” do Lar dos Velhinhos. Com empate sem abertura de contagem no tempo normal, a disputa foi para os pênaltis. Cegueta, goleiro da equipe do “Lar”, defendeu dois pênaltis. Mas o lendário arqueiro Oberdã Cattani também pegou duas cobranças, batidas pelo meio campo Perneta e pelo atacante Manquinho. Cabe ressaltar que os apelidos dos atletas faziam jus às suas respectivas limitações físicas.

As cobranças foram demoradas, pois os atletas do “Lar” tinham que se deslocar do meio campo até a marca do pênalti usando seus andadores. Já os advogados palmeirenses foram mais rápidos e, se aproveitando do fato de que os idosos tinham consumido doses de remédios no intervalo, alegaram que esses medicamentos tinham substâncias proibidas. Dessa forma, o Palmeiras foi considerado vencedor do confronto e, com mais esse resultado, mais um título em vista.

Não bastasse apenas a participação naquela partida, os atletas alviverdes fizeram uma visita ao Lar dos Velhinhos e, na oportunidade, participaram de um torneio de jogo de botão e outro de pebolim. Por estarem habituados a esses jogos nas concentrações, não deu outra e os palmeirenses bateram com facilidade os idosos e “paparam” mais esses importantes títulos para o time de Parque Antártica. Sendo assim, mais dois para serem reivindicados.

Conta-se que no final de 1971, o piracicabano Altafini, mais conhecido por Mazzola, algumas vezes campeão pelo Milan, veio até Piracicaba participar de um churrasco com os amigos. Como não poderia deixar de ser, houve a tradicional pelada de “Solteiros x Casados” e, segundo testemunhas, o time de Mazzola sagrou-se vencedor da partida. Por já ter atuado pelo Palmeiras antes de ir para a Itália, e em razão das fotos da época mostrarem que sua equipe utilizou um uniforme de cor verde, existe a possibilidade do Departamento Jurídico palmeirense conseguir mais essa conquista. No entanto, pode ser que esse título não seja reconhecido porque o Mazzola atuou parte do segundo tempo pelo time dos solteiros e, na ocasião, ele já era casado. Mas os profissionais da área jurídica prometem muita garra e união nos tribunais.

Os advogados estão ainda querendo provar que o Palmeiras foi o primeiro campeão brasileiro. Eles encontraram uma pintura em tela sobre o descobrimento do Brasil e, ao analisarem a obra em detalhe, alegam que pelo menos um dos tripulantes de Cabral tinha bordado em sua camisa algo que dizem ser uma letra “P”, que acreditam ser de Palmeiras, algo parecido com o que hoje está estampado na camisa o time do Parque Antártica.

Porém, os Promotores discordam, alegando que uma eventual letra “P” poderia designar que o sujeito poderia ser um presidiário, já que, como conta a história, muitos prisioneiros portugueses foram deportados para o Brasil naquela época. Dessa forma, eles teriam ligação com o Corinthians e não com o alviverde. Mas os causídicos esmeraldinos insistem, dizendo que as práticas esportivas na época do descobrimento aconteciam entre árvores que mais tarde foram chamadas de “palmeiras imperiais” e seria um tipo de vínculo com o nome Palmeiras, o que poderia ser considerado o primeiro título em terras brasilis, antes mesmo da própria invenção do futebol pelos ingleses.

O ano de 2012 promete ser de grandes emoções para os palmeirenses, que, ao invés de assistirem aos jogos transmitidos pelos canais Globo, Bandeirantes ou SPORTV, ficarão com os olhos grudados na TV Justiça, canal 9 da Net. Na reforma do Parque Antártica, está prevista a construção de um tribunal, o “Suínus Fórum”, para que os torcedores possam levar as bandeiras, entoar cantos esportivos e vibrar a cada sentença proferida em favor do time alviverde. Pode ser que esse local venha a ter mais cadeiras que o próprio estádio, uma vez que as conquistas no campo jurídico têm acontecido com mais freqüência que no esportivo.

Existe, assim, a expectativa de que em dezembro de 2012 o Palmeiras tenha também dobrado o número de títulos que tinha no início, podendo chegar, assim, a 16 (dezesseis) conquistas, e essa ascensão já tem preocupado sobremaneira os dirigentes do Real Madrid, da Espanha, e do Milan, da Itália, os clubes que já conquistaram muitos títulos mundiais. Como o time brasileiro tem ligação com as raízes italianas, pode ser que, com a influência da Máfia, se consiga convencer que o Palestra Itália tenha ganho alguns torneios na Europa. Essa influência é algo assim mais ou menos parecida com o que aconteceu na época em que a Parmalat patrocinava o time que vestia um pijama listrado de verde e branco. Dessa forma e pelo andar da carruagem, os advogados querem também fazer do Palmeiras o maior vencedor de mundiais da FIFA de todos os tempos.

A seleção da Argentina e o Barcelona também vem demonstrando muita preocupação. Os advogados do Palmeiras trabalham com a possibilidade de que um deles, Marcos Assunção ou Luan, seja considerado o melhor jogador do mundo na atualidade, ao invés do argentino Lionel Messi. Para tanto, estão enviando as gravações do desempenho de ambos nos coletivos e recreativos dados por Felipão, e também pela excelente performance de ambos em jogos de dupla e até nas brincadeiras de “bobinho”. Isso mesmo: “bobinhos”!

Para finalizar, com base no que foi mencionado no texto, no ano de 2012 o nome Palmeiras deverá estar mais uma vez em destaque. Muito provavelmente será por causa dos novos títulos que virão dos tribunais, mas com certeza continuará vinculado, principalmente, a muitos, mas muitos bobinhos...
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AUTOR: Paulo César Paschoalini
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Esta crônica, com doses de humor, é dedicada a todos os meus amigos palmeirenses.______________________________________

segunda-feira, 2 de maio de 2011

UMA CRÔNICA...

XV de Piracicaba
Todos aqui em casa amam o XV. Particularmente, o acompanho desde meus 12 anos de idade. Atualmente estou com 41 anos, aliás, completados em 17/03/2011. Esta paixão vem do meu pai que respira XV desde criança. Tanto que não torcemos para nenhum time grande ou outro qualquer. Somente XV. Quem nos conhece, comprova isso.

Também, como curiosidade, tenho guardadas com muito carinho, quase todas as camisas oficiais, que jogadores usaram em jogos de pelo menos um 15 campeonatos. Inclusive uma que ganhei do ex-jogador Biluca em 1995, quando o XV foi campeão da série C. Por acaso, estava eu anunciando meu carro para vender e quem veio para ver e comprar (e comprou)? Biluca. Já fui logo dizendo que queria uma camisa de recordação. Ele me ligou e fui buscar na casa dele.

Bem, além disso, vou resumir a minha história de conquista, uma história de vida. Eu e minha esposa somos casados há quase dez anos e temos um filho de quatro anos, Vítor (nome que significa vitória).

Depois de três anos de casados, planejamos ter um filho. Era o nosso sonho. Fomos à luta e depois de um ano e meio minha esposa engravidou. Foi a maior festa. Mas, passaram-se oito semanas e veio a notícia de um aborto: tristeza! Mas, nos recuperamos e continuamos entregando nas mãos de Deus. Alguns meses depois, outra notícia: minha esposa precisava passar por uma pequena cirurgia no útero, motivo pelo qual ocasionou o aborto. Apesar do susto, a cirurgia foi um sucesso e os médicos disseram que ela estava preparada para uma nova gravidez.

Dois meses depois, outro susto: meu cardiologista me disse que estava na hora de eu passar por uma cirurgia no coração e trocar minha válvula aórtica. Caí em prantos, entreguei-me nas mãos do Senhor e fui. Graças a Deus correu tudo bem. Meu médico disse-me para manter repouso por dois meses e tomar cuidado com esforços físicos, para uma plena recuperação. A cirurgia ocorreu em 22 de novembro de 2005. Porém, em março de 2006, após dois meses e meio, no dia do meu aniversário, estávamos numa chácara comemorando com a família e meu médico, hoje meu amigo, disse que a minha esposa estava grávida.

Com certeza absoluta, mais uma vez as mãos de Deus estavam presentes em nossas vidas. Anteriormente, quando a notícia do aborto surgiu, ficamos tristes. Mas hoje compreendemos que Deus precisava fazer sua obra em nós. Primeiro Ele preparou para depois nos conceder a graça divina: uma maravilhosa gravidez. E o melhor da história de nossa conquista: o Vitor nasceu em 15 DE NOVEMBRO DE 2006 para garantir e fazer, de vez, a festa de um pai apaixonado pelo XV.
Esta é a minha história de vida que contemplo com a minha esposa e que agora, divido com vocês.
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AUTOR: Alexandre dos Santos Sesso
- Texto publicado na página B2 do Jornal de Piracicaba, de 10.04.2011
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COMENTÁRIO - Paulo César Paschoalini: Agradecimento ao Alexandre por autorizar a inclusão no blog de seu texto que foi publicado no “JP”.
Ao procurar uma imagem no Google para ilustrar o texto, eu resolvi escolher essa, que pertence ao site tvb.com.br. Além do distintivo do XV de Piracicaba, mostra também parte da apaixonada torcida quinzista, que na partida contra o Catanduvense chegou a levar ao Estádio Barão de Serra Negra quase 18.000 torcedores, público esse maior até mesmo que alguns clássicos da Primeira Divisão.
O relato acima mostra o vínculo da torcida com o time que leva o nome da cidade e destaca como se processa a paixão do torcedor do interior. Começa na família e vai contagiando toda a população da cidade, até se tornar a imensa família quinzista.
Parabéns ao time do XV de Piracicaba e, em especial, a toda a imensa torcida piracicabana!

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